O Dragão e o Urso

dragão-chinesOs ocidentais podem até prosseguir nessas sanções contra a Rússia. Entretanto, parece que têm sido ineficazes, tendo como único êxito irritar o urso. E, para piorar a situação do Ocidente neste embate, as pressões contra os russos fazem com que Moscou busque novos parceiros ou redimensione os parceiros tradicionais, como a própria China. E Pequim está de braços abertos, pronta para receber seu parceiro eslavo. Com o dragão e o urso cada vez mais próximos, a águia que se cuide…

RIA Novosti

China Condemns Unilateral Sanctions Against Russia – Envoy

13:52 30/04/2014

China strongly opposes unilateral sanctions against Russia, Beijing’s ambassador to Moscow told reporters Wednesday, adding that US and EU sanctions would not resolve the crisis in Ukraine.

 MOSCOW, April 30 (RIA Novosti) – China strongly opposes unilateral sanctions against Russia, Beijing’s ambassador to Moscow told reporters Wednesday, adding that US and EU sanctions would not resolve the crisis in Ukraine. Continuar lendo

Verdade inquestionável

Notícia publicada pela RIA NOVOSTI no último dia 30, segundo a qual o Presidente em exercício da Ucrânia, Olexandr Turchynov, teria declarado a incapacidade das forças ucranianas comandadas por Kiev de retomar o controle das áreas separatistas do leste do país. Ao “jogar a toalha”, Turchynov abre espaço para mais avanços de Moscou, inclusive com iniciativas separatistas em outras partes da Ucrânia, como a que acaba de ocorrer em Odessa. A tensão aumenta e a coisa só piora para a Ucrânia…

Turchynov

RIA Novosti

Ukraine Unable to Control Situation in East – Acting President

13:15 30/04/2014

Acting Ukrainian President Olexander Turchynov on Wednesday confessed that security officials are incapable of taking under control the situation in eastern Urkaine’s Luhansk and Donetsk regions.

KIEV, April 30 (RIA Novosti) – Acting Ukrainian President Olexander Turchynov on Wednesday confessed that security officials are incapable of taking under control the situation in eastern Urkaine’s Luhansk and Donetsk regions. Continuar lendo

Ucrânia: a situação cada vez mais russa…

ucrania_guerra civilNuvens negras sob os céus da Ucrânia. Separatismo, conflito entre tropas ucranianas e forças pró-Rússia, aeronaves ucranianas abatidas, dezenas de mortos. Indubitavelmente, a guerra civil começou na terra originária dos povos eslavos. Novas frentes são abertas, inclusive na famosa cidade de Odessa, na costa do Mar Negro. Ou seja, os distúrbios do leste chegam a outras partes do país, cujo esfacelamento parece questão de tempo… E quanto mais Kiev se mova, mais Moscou reagirá… Enquanto isso, Washington, Bruxelas e Berlim mantêm a apatia e a inércia.

É surpreendente a possibilidade de um conflito interestatal clássico na Europa no início do século XXI. Mas há possibilidade de que isso ocorra. E o Ocidente vê-se diante de situação tremendamente delicada. Afinal, o antagonista é a Rússia, e a Rússia liderada por Putin. Sob uma perspectiva pragmática, é muito complicado qualquer movimento contra o urso… pobres ucranianos!

Desde o início acompanho a crise na Ucrânia. E desde o início tenho dito que Putin continuará calculando seus movimentos e se expandindo em busca de mais áreas de influência. Afinal, lembro que não foram poucas as vezes em que as relações internacionais foram comparadas a um complexo jogo de xadrez. E os russos são conhecidos tradicionalmente como grandes enxadristas…

Segue excelente artigo da Reuters sobre a situação na Ucrânia…

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Dozens die in Odessa, rebels down Ukraine helicopters

Reuters, 02MAIO2014, By Maria Tsvetkova

SLAVIANSK, Ukraine (Reuters) – Dozens of people were killed in a fire and others were shot dead when fighting between pro- and anti-Russian groups broke out on the streets of Odessa on Ukraine’s Black Sea coast on Friday, opening a new front in a conflict that has split the country. Continuar lendo

Separar para quê?

scotland-flag-1_2103925cÉ sempre bom lembrar a meus alunos de Relações Internacionais que o separatismo não é uma exclusividade da Ucrânia na Europa de hoje… Há muitas regiões do continente que clamam por emancipação. Geralmente, no contexto atual de integração européia, o separatismo pode trazer mais prejuízos que benefícios para as novas nações que queiram surgir no Velho Mundo.

Publico aqui interessante artigo da DW sobre o separatismo escocês e o referendo de 18 de setembro, quando os escoceses decidirão se permanecerão no Reino Unido e se constituirão uma nação independente. Sei não, mas acho que seria um tiro fatal no pé essa separação da Escócia. A União existe há três séculos; a Grã-Bretanha é a sexta economia do planeta e os escoceses, apesar de suas diferenças e do sotaque, estão tão inseridos na sociedade britânica que é inconcebível imaginar o povo das terras altas constituindo outro país… Esqueçam separação… a coisa não vai acabar bem…

Os escoceses até poderiam se separar… só queria ver onde ficará a Pedra de Scone, ou Pedra do Destino, na coroação do sucessor de Elizabeth II (se algum dia Elizabeth II vier a falecer…). Para quem não sabe, é uma pedra sobre a qual os reis escoceses eram coroados e que foi tomada pelos ingleses quando conquistaram as terras altas. Desde então, durante séculos a pedra ficou em Londres, e todos os reis ingleses e britânicos a partir de então são coroados sobre essa pedra, que fica embaixo do trono… Recentemente ela foi transferida para Edimburgo, mas com a ressalva, sempre destacada, que continua a pertencer à Coroa Britânica… tradição é tradição.

Reino Unido acirra campanha contra a independência da Escócia

Deutsche Welle, 27/04/2014

Após mais de 300 anos de união, escoceses opinam sobre separação do Reino Unido em referendo marcado para setembro. Governo em Londres faz campanha para reverter o avanço nacionalista entre o eleitorado escocês.

Schottland Unabhängigkeit von Großbritannien

O governo britânico decidiu intensificar a campanha contra o referendo sobre a independência da Escócia, marcado para o dia 18 de setembro. Nesta semana, o secretário-chefe do Tesouro britânico, Danny Alexander, irá a Edimburgo tentar “desfazer mitos” que cercam as reivindicações feitas pelos defensores da separação.

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