Os EUA e o Afeganistão

Mais um artigo excelente, enviado por minha amiga Carmen Lícia.

Já se vai uma década de guerra no Afeganistão. E, como aconteceu ao último invasor que também passou dez anos por lá, o conflito continua indefinido. Os EUA parecem ainda não ter aprendido a lidar com a situação.

Sempre que penso no Afeganistão, lembro-me que, logo nos dias que se seguiram ao 11/09/2001, o Congresso dos EUA aprovou uma dotação incial de U$ 40 bilhões para a ação militar contra o Talibã. De lá para cá, calcula-se que a intervenção ali (e, se não me engano, com a guerra no Iraque) já tenha consumido U$ 1 trilhão dos cofres estadunidenses.  Fico imaginando que se esse montante tivesse sido empregado em programas (sérios) de desenvolvimento, redução de pobreza e crescimento da economia afegã, não teria dado melhores resultados para minar a influência talibã junto à população. Tudo bem, pode ser ingênuo o comentário, mas sempre pensei nisso…

De toda maneira, o Afeganistão, indubitavelmente, não é para amadores…


November 6, 2011
SNAPSHOT

Why the Haqqani Network is The Wrong Target

To Save Afghanistan, Deal With the Taliban

Seth G. Jones
SETH G. JONES is a Senior Political Scientist at the RAND Corporation and the author of the forthcoming book Hunting in the Shadows: The Pursuit of Al Qa’ida Since 9/11 (W.W. Norton).The Haqqani network has become the bête noire of the United States in Afghanistan. This fall, it participated in a number of high-profile attacks on U.S. soldiers, the U.S. embassy, and NATO headquarters in Kabul. And on October 29, it was involved in a spectacular suicide attack against an armored military bus in Kabul that killed at least nine Americans. In response, U.S. officials have vowed to punish the organization, which is based in Pakistan’s North Waziristan. Outgoing chairman of the Joint Chiefs of Staff, Admiral Michael Mullen, bluntly noted in a September Senate Armed Services Committee hearing that the Haqqani network “has long enjoyed the support and protection of the Pakistani government and is, in many ways, a strategic arm of Pakistan’s Inter-Services Intelligence (ISI) agency.” And senior Pentagon and White House officials recently threatened to act unilaterally against the Haqqani network in Pakistan, including with drones, if Islamabad does not cut ties with the network. Continuar lendo

Um dragão na Colômbia

Há muito a China tem aumentado sua presença na América do Sul. Esse é só mais um exemplo. Potência atua dessa maneira. Quem não gostar, que sente e chore…

 

China doa US$ 1,5 milhão para as Forças Militares da Colômbia

INFOREL – 03/11/2011 – 15h09

 Bogotá – A China vai doar US$ 1,5 milhão de dólares em assistência militar para a Colômbia O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón em companhia do vice-presidente da Comissão Militar Central da China, coronel Guo Boxiong, que esteve em visita oficial à Bogotá. Os recursos serão aplicados na dotação logística e material de intendência. Continuar lendo

Inteligência e Democracia

Mais um artiguinho nosso publicado no Inforel. Lembro de nossa palestra na OAB-DF, próxima quinta-feira, 10/11, às 19h (para maiores informações sobre o evento, clique aqui).

Inteligência e Democracia

Joanisval Brito Gonçalves

 Inforel – 04/11/2011 – 20h40

 Considerada a segunda profissão mais antiga do mundo (e, às vezes, muito relacionada à primeira), a atividade de inteligência, ou sua vertente mais conhecida, a espionagem, vem fascinando pessoas, atemorizando-as e provocando mudanças nas relações humanas desde sempre. Quem nunca parou para ver um filme, ouvir ou ler uma boa história de espionagem? Quantas vezes, ao vermos uma notícia sobre serviços secretos, não nos perguntamos “como eles realmente agem”?

A única certeza que temos sobre a inteligência é que, fora do seleto grupo de “iniciados” que a operam, pouco se sabe a seu respeito. Trata-se de uma atividade que, pela própria natureza, permanece velada, mesmo em um mundo onde cada vez mais se tem disponível informação acerca dos mais distintos assuntos. Continuar lendo

Começou…

Pois é… O PLC nº 41, de 2010 (vide post anterior), nem foi ainda sancionado e já começaram os problemas com a divulgação irresponsável de documentos sigilosos…  Tem-se aqui apenas um primeiro sinal das situações incômodas pelas quais o Brasil passará daqui para a frente.

Pergunto: qual a relevância da divulgação de um documento como esse? Que benefício gera o fato de se tornar pública a declaração de nosso embaixador em um comunicado reservado com a Chancelaria? Para a sociedade brasileira, nenhuma. Entretanto, a “transparência” expõe o País e gera situação constrangedora com vizinho importante (sim, o Paraguai é importante para o Brasil).

Ademais, a citação do embaixador brasileiro parece fora do contexto.

Ponto para os que têm más intenções e os interessados em prejudicar o Brasil!

Folha de São Paulo, terça-feira, 08 de novembro de 2011
 

Paraguai reage a ‘Segredos do Itamaraty’

Ministro nega que país vá se converter em ‘narcoestado’, como diz diplomata em documento divulgado pela Folha
Declaração foi feita por embaixador brasileiro no país em telegrama de 1999, disponível pelo Folha Transparência

O ministro do Interior do Paraguai, Carlos Filizzola, respondeu ontem às declarações do ex-embaixador do Brasil no Paraguai, Bernardo Pericaz, presentes em documentos do Itamaraty publicados pelo projeto Folha Transparência. Continuar lendo