Iraque e Líbia: o preço do sucesso

Artigo enviado pelo Daniel Pinto há alguns dias. A análise permanece atual. E, de fato, ainda não assimilei a barbaridade que fizeram com o Kadafi… Não adianta, o homem foi Chefe de Estado (de fato) durante quatro décadas e não merecia aquele tratamento. Pura barbárie. E, lamentavelmente, sinal dos dias sombrios que a Líbia passará em um futuro próximo…

“Ah”,  dirão alguns, “mas o homem teve o fim que merecia!”. Discordo. Ninguém merece aquele tratamento degradante. O empalamento… a execução sumária… E tão abjeta quanto foi a maneira como deixaram o corpo exposto para visitação em um frigorífico. Sei não… A crueldade humana e anseio por vingança não encontram limites…

Não escreverei mais sobre Kadafi. Que descanse em paz…

Libya and Iraq: The Price of Success

Stratford – October 25, 2011
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By George Friedman

In a week when the European crisis continued building, the White House chose publicly to focus on announcements about the end of wars. The death of Moammar Gadhafi was said to mark the end of the war in Libya, and excitement about a new democratic Libya abounded. Regarding Iraq, the White House transformed the refusal of the Iraqi government to permit U.S. troops to remain into a decision by Washington instead of an Iraqi rebuff.

Though in both cases there was an identical sense of “mission accomplished,” the matter was not nearly as clear-cut. The withdrawal from Iraq creates enormous strategic complexities rather than closure. While the complexities in Libya are real but hardly strategic, the two events share certain characteristics and are instructive. Continuar lendo

Fundamentalistas no governo da Tunísia

Mais uma notícia enviada pela minha amiga Carmen Lícia. Será que há esperança de democracia no Norte da África? Prefiro aguardar os acontecimentos e conferir…

Tunisia’s new Islamist leadership espouses moderate credentials

The Daily Star (Lebanon), 27OTC2011 – By Tarek Amara, Christian Lowe

TUNIS: Tunisia’s moderate Islamist party said Wednesday it would put forward one of its officials for the prime minister’s job, after it scored a resounding victory in the first election after the “Arab Spring” uprisings. Continuar lendo

A condição da mulher no Irã e na Arábia Saudita

Matéria muito interessante, enviada por minha amiga Carmen Lícia, há alguns dias. Certamente, o regime de Teerã é muito mais tolerante com os direitos da mulher que os sauditas… De toda maneira, continuo preferindo os valores ocidentais…

Zakaria: Comparing the status of women in Iran and Saudi Arabia


By Fareed Zakaria, CNN, 27OTC2011 – http://globalpublicsquare.blogs.cnn.com/2011/10/27/zakaria-comparing-the-status-of-women-in-iran-and-saudi-arabia%e2%80%a8/

I recently visited Iran. Upon my return, I wrote a reflections post in which I made some comments about women in Iran in comparison to women in Saudi Arabia. I pointed out that if you watch the women of the Islamic Republic of Iran – a regime that is, by most accounts, retrograde, particularly with regard to women’s rights – you are struck by how defiantly women try to lead normal and productive lives. They wear the headscarves and adhere to the rules about covering their bodies, but do so in a very stylish way. They continue to go to college in large numbers, to graduate school and to work. Continuar lendo

O Grande Terremoto de Lisboa

Não postei ontem, mas faço questão de registrá-lo hoje, pois é data que deve ser lembrada. Aconteceu no dia 1 de novembro de 1755, “dia de todos-os-santos”(quando milhares de pessoas estavam nas inúmeras igrejas da capital portuguesa, para a celebração da missa). Um tremor de cerca de 9 graus na escala Richter pôs abaixo Lisboa, a pujante capital do Império Português, e um dos grandes centros (senão o maior) culturais, políticos e econômicos da Europa. Seguido de um tsunami e de inúmeros incêndios, o terremoto marcou a história de Portugal, da Europa e do mundo. Terra, água e fogo: os elementos pareciam dispostos a arrasar com os lisboetas. Um terço da população de Lisboa morreu. A cidade foi quase que totalmente destruída. Portugal entrou rapidamente em decadência desde então. E o mundo registrou estarrecido aqueles acontecimentos…

Segue a transcrição do artigo da Wikipédia sobre o sismo de Lisboa ( Wikipédia sim, o que eu posso fazer? está bem escrito, oras!). Há também um link para uma apresentação em powerpoint (provavelmente de um professor da USP) que achei interessante: O terremoto de Lisboa – 1755

Sempre bom lembrar como uma catástrofe natural daquelas proporções provocou o colapso de uma nação. Somos frágeis, realmente, muo frágeis…

Sismo de Lisboa de 1755

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ir para: navegação, pesquisa

Gravura em cobre alusiva ao terramoto de 1755 em Lisboa

O sismo de 1755, também conhecido por Terramoto de 1755 ou Terramoto de Lisboa, ocorreu no dia 1 de Novembro de 1755, resultando na destruição quase completa da cidade de Lisboa, e atingindo ainda grande parte do litoral do Algarve. O sismo foi seguido de um tsunami – que se crê tenha atingido a altura de 20 metros – e de múltiplos incêndios, tendo feito certamente mais de 10 mil mortos (há quem aponte muitos mais[1]). Foi um dos sismos mais mortíferos da História, marcando o que alguns historiadores chamam a pré-história da Europa Moderna. Os geólogos modernos estimam que o sismo de 1755 atingiu a magnitude 9 na escala de Richter. Continuar lendo

A nova lei de salvaguarda de assuntos sigilosos e acesso à informação

Semana passada, foi aprovado pelo Senado, o PLC 41, de 2010, que estabelece as novas regras para acesso à informação e para a salvaguarda de assuntos sigilosos. Não pretendo comentar a decisão do Senado. A única coisa que devo dizer, como cidadão, é que, com a promulgação da nova lei, os interesses nacionais do Brasil serão prejudicados, o País ficará muito vulnerável no plano internacional, e a segurança da sociedade e do Estado estará comprometida.

Houve uma forte pressão pela aprovação, no Senado, do projeto conforme viera da Câmara. Grupos de interesse dos mais distintos, muitos agindo de má-fé, influenciaram a votação, argumentando que qualquer mudança no projeto (como as propostas de maneira bastante sensata apresentadas pelo Senador Fernando Collor), criaria o tal do “sigilo eterno”. Diga-se de passagem, a expressão “sigilo eterno” passou a ser associada ao PLC, particularmente pela imprensa, que pregava que o projeto era bom pois o cidadão tem o direito de acesso pleno a todo tipo de informação.

De forma alguma o Presidente Collor defendia o tal do “sigilo eterno”. Sua preocupação era de que não se caísse em tamanha irresponsabilidade tornando públicos, sem qualquer critério, documentos referentes a segredos de Estado. Reproduzo o pronunciamento de Collor na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, na última quinta-feira. Recomendo efusivamente sua leitura, pois traz muitos esclarecimentos sobre o tema.

Também deixo aqui os links para o texto do PLC 41 de 2010 – redação final, como aprovado pelo Poder Legislativo e do Relatorio do Senador Collor ao PLC 41 de 2010 – de Plenario apresentado no Plenário do Senado, com seus comentários sobre o PLC e uma proposta de substitutivo (substitutivo que, se aprovado, estabeleceria legislação moderna e que não comprometeria a segurança do Estado e da sociedade). A leitura dos três documentos esclarece bem o assunto…

SENADO FEDERAL
COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DEFESA NACIONAL
COMUNICADO DA PRESIDÊNCIA  

                    No último dia 25, terça-feira, o Senado Federal aprovou a nova Lei de Acesso à Informação, na forma do Projeto de Lei da Câmara nº 41, de 2010. A decisão da Casa é soberana e não há mais o que se comentar a respeito do debate, das motivações e interpretações que a levaram ao acolhimento daquela versão. Resta-nos, agora, respeitar o desejo da maioria das Sras. e Srs. Senadores que se dignificaram ao votar naquela sessão, bem como nos adaptar às novas regras e passar a cumpri-las em sua íntegra.

                   Contudo, Senhores Senadores, Senhoras Senadoras, preocupa-me ainda o comportamento rasteiro e dissimulado de determinados segmentos dos meios e alguns de seus pretensos e ditos profissionais da informação, que se julgam suzeranos da verdade. Digo isso ao verificar que, ato contínuo à aprovação do projeto de lei pelo Senado, na mesma tarde/noite, a tônica da cobertura permaneceu a mesma: a mentira, a desinformação e o falseamento de dados, numa retórica contumaz que, via de regra, mostra-se mal intencionada.   Continuar lendo