E ainda sobre a I Guerra Mundial…

E ainda tratando da Grande Guerra, interessante o romantismo com que milhares de jovens europeus seguiram para os combates como voluntários ansiosos por viver a experiência da guerra! Era uma época em que se tratava de questão de honra para muitos filhos de famílias ricas e nobres a participação em um conflito. E isso acabou se estendendo às outras classes.

O romantismo se fazia presente nas salvas das multidões nas ruas das grandes cidades da Europa em apoio à decisão de seus governantes de conduzir o país à guerra… Também se mostrava na decisão do Estado-Maior francês de manter o uniforme tricolor (com destaque para a calça vermelha) ainda durante meses até que no número de baixas deixou claro que não seria mais possível continuar com ele naquele novo tipo de guerra. E, ainda, na ida de muitos jovens franceses para o front em taxis!

Entretanto, se há uma figura que me parece bastante ilustrativa do imaginário do conflito na época é este cartaz britânico, que conclamava os homens a se alistarem para combater no continente contra “os hunos” e seus aliados. A garotinha questiona o pai sobre o que ele havia feito na Grande Guerra (o melhor é a cara do pai!). Sem dúvida, um cenário muito distinto dos conflitos que se seguiriam no século que se iniciava!

Não se deve jamais esquecer a Grande Guerra! Somos hoje fruto dos acontecimentos que foram influenciados pelo sangue de milhões de militares e civis que pereceram naqueles anos!

Memória da Grande Guerra: Morre o último veterano norte-americano da Primeira Guerra Mundial

Chegamos aos estertores das lembranças daqueles que viveram o conflito que marcou a entrada do mundo no século XX. Para os que se interessam por assuntos militares, a Grande Guerra é um campo infindável de estudos, tão ou mais fascinante que a Segunda Guerra Mundial. Para os que se interessam por História em geral, o conflito de 1914-1918 é um divisor de águas. Para os que se interessam em compreender as relações internacionais contemporânes, impossível fazê-lo sem um boa compreensão daquele confronto.

A Grande Guerra fascina por seu caráter de transição de um mundo romântico e de ilusões de paz e prosperidade para outro em que a guerra perdia seu formato clássico e no qual a Revolução Industrial e as inovações tecnológicas dos cem anos de paz da Europa aperfeiçoaram a capacidade de matar e causar danos como nunca se vira. Era o fim da Belle Époque e o começo do colapso da Era dos Impérios. Era o começo de um mundo novo e muito menos pacífico.  

Convém observar que quase um século já se passou desde o fatídico atentado de Sarajevo, no qual foi assassinado o herdeiro do trono da Áustria, estopim do conflito. Como sempre lembro a meus alunos, a deflagração do conflito se deu a partir de um atentado terrorista realizado por um jovem nacionalista sérvio. Sim! Um atentado terrorista!

E o mundo mudaria drasticamente…

28/02/2011 – 12:25 | Efe | Washington

Morre o último veterano norte-americano da Primeira Guerra Mundial

Frank Woodruff Buckles, o último sobrevivente dos soldados dos Estados Unidos que lutaram na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), morreu aos 110 anos de idade, informou nesta segunda-feira (28/02) o seu site. Continuar lendo

Definição da palavra “tenso”

Nesses tempos de Levante, a foto abaixo ilustra bem a definição da palavra “tenso”…

Tenso, eu?

Essa vai para a página de humor…

Cortes no orçamento de Defesa de Pindorama

E de volta à Pindorama, os cortes no orçamento federal atingiram a fundo o Ministério da Defesa! Absurdo como se lida com essa questão!

Sinceramente, não consigo admitir a quantidade de dinheiro que se gasta com alguns dos 869 ministérios… Gastos com publicidade, eventos sem o menor sentido, patrocínio de folhetins, apoio a produções artístico-culturais duvidosas, etc.

Gasto com marqueteiros então! Sinceramente, acho que dinheiro federal com publicidade só deveria ser usado em campanhas educativas ou orientações à população (por exemplo, em anúncios sobre vacinação). Deprimente se cortar dinheiro da Defesa quando já temos um orçamento irrisório diante das proporções e pretensões internacionais do Brasil!

Amanhã publico mais sobre nosso orçamento de defesa…

16 de fevereiro de 2011, em Divulgação, Ministério da Defesa

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou hoje (15/02) o valor provável do corte no orçamento da Defesa para 2011. Ao todo, deverão contigenciados R$ 4,024 bilhões, o que corresponde a uma redução de 26,5% em relação ao valor total de R$ 15,165 bilhões previsto para a pasta na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O corte ocorrerá sobre a parcela contigenciável do Ministério, que engloba despesas com manutenção operativa e projetos das Forças Armadas e demais órgãos vinculados à pasta. Essa parcela era originalmente de R$ 10,292 bilhões. Os R$ 4,873 bilhões restantes, diferença entre o saldo contingenciável e o valor total do orçamento do Ministério, refere-se ao montante fixado na lei orçamentária que não pode ser contingenciado por cobrir despesas obrigatórias e ressalvadas, a exemplo dos gastos com o controle do espaço aéreo. Continuar lendo

Os navios de Armandinho…

A noticia já é antiga (da semana passada), mas não poderia deixar de comentar… Mais uma provocação de Ahmadinejad (o Armandinho de Teerã), demonstração de força, ameaça a antagonistas tradicionais como Israel e o próprio Egito, ou tentativa de desviar a atenção de críticos internos? Como se a situação já não estivesse para lá de complicada por ali, ainda mais essa dos iranianos!

E o mais estranho é que são navios de guerra iranianos indo para a Síria! Sei não…

 

Navios iranianos passam por Suez e Israel considera provocação

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 18:37 BRT

Por Yusri Mohamed

ISMAILIA, Egito (Reuters) – Dois navios militares iranianos passaram na terça-feira pelo Canal de Suez, no Egito, seguindo para o mar Mediterrâneo rumo à Síria, disse uma fonte da administração do canal. A medida foi classificada por Israel como uma “provocação”. Continuar lendo

Kai-dafi ou não kai-dafi? E o Levante chega à Líbia…

Façam suas apostas: quanto tempo o Cauby Peixoto da Líbia se agüenta no poder?
Chegou a vez de Kadafi? Aguardemos as venas dos próximos capítulos… De toda maneira, é bom assinalar que o ditador Líbio reage aO Levante de forma muito mais violenta e agressiva que nos outros países. Tenta negar que haja qualquer protesto contra ele, culpa o grande Satã por tudo e até afirmou que quem estava insuflando o povo nas ruas não eram líbios, mas sim “agentes israelenses”…  Proibiu a imprensa estrangeira de trabalhar na Líbia, e diz que dará a vida (de quem?) para defender “a Revolução” e permanecer no poder. Em termos de conduta violenta, Kadafi lembra muito o comportamento de Saddam Hussein no auge do poder no Iraque. 

“Muamar Kadafi não é o presidente, ele é o líder da revolução. Ele não tem nada a perder. Revolução significa sacrifício… Não tenho cargo para renunciar. Tenho minha arma, meu rifle para lutar pela Líbia.” Muammar Kadafi

Que ninguém se engane: em que pese aquela aparência de estrela pop decante, o coronel Kadafi é tudo menos idiota. E ainda conta com muita gente que lhe é fiel. Em suma: o Levante na Líbia pode ser marcado por muito mais violência e repressão que nos outros países árabes.

Segue matéria do G1, de hoje:

Kadhafi afirma que ainda é ‘chefe da revolução’ e que não deixará a Líbia

Ditador ameaçou manifestantes e prometeu lutar ‘até última gota de sangue’.
Repressão a protestos contra o governo deixou centenas de mortos no país.

Do G1, com agências internacionais

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EUA destinam US$ 671 bilhões para as Forças Armadas

Notícia do www.inforel.org. Enquanto isso, em um grande país do Hemisfério Sul, cortes de gastos atingem diretamente o orçamento da Defesa…

EUA destina US$ 671 bilhões para as Forças Armadas

15/02/2011 – 11h19

 Nesta segunda-feira, o presidente norte-americano Barack Obama, enviou ao Congresso dos Estados Unidos, o Orçamento para 2012 que pretende reduzir o déficit do país em US$ 1,1 bilhão em dez anos.

Obama qualificou os cortes promovidos em praticamente todas as áreas como doloroso, mas necessários e revelou que os gastos do governo representam dois terços da economia que se pretende alcançar. Continuar lendo

Amigo dos amigos

Tunísia, Egito, Iêmen, Barein, Argélia… E protestos também se intensificam no Irã dos aiatolás e na Líbia de Kadafi… Nunca antes na história desse mundo tantos regimes autoritários nos países islâmicos se viram ameaçados pela força das ruas… Imagino que se acontecer com Muammar Kadafi o que aconteceu com Mubarak, um certo ex-presidente da República por estes lados e bom amigo de ditadores como o líbio, Chávez, Fidel ou Mugabe ficará incomodado… Afinal, são todos bons companheiros, não é?

Dize-me com quem andas...

O Levante

Estou, efetivamente, surpreso com o que está acontecendo no mundo islâmico… As manifestações por democracia, iniciadas nos países árabes chegaram ao Irã fundamentalista… E agora, no Norte da África, parece ser a vez de Kadafi… É incrível como o regime autoritário e antiocidental da Líbia (em que pese a distensão dos últimos anos) se veja afrontado por manifestações legitimamente democráticas! Parece um anseio que vem realmente de dentro, das ruas, da população do país! É endógeno, tudo leva a crer!

O levante por reformas (não gosto do termo onda revolucionária) é algo sem precedentes nessa parte do mundo! Será que a democracia realmente chegará aos mundos árabe e islâmico? Ou, sendo mais pessimista, é só uma mudança de cadeiras? Continuar lendo

A importância do Bahrein – artigo interessante da BBC

Artigo interessante da BBC sobre o Bahrein… O país, com maioria (70% da população) xiita é governado pela minoria sunita (em uma monarquia absolutista). É parceiro estratégico para os EUA, mas corre o risco de migrar para a esfera de influência iraniana. Ao contrário do Egito, país rival do Irã e que, até o momento, não desenvolveu antiamericanismo ou antisemitismo após a queda de Mubarak, a ingerência de Teerã poder provocar efeitos bastante distintos no Barein. Não vi ainda , entretanto, bandeiras americanas ou israelenses queimadas nos protestos pelas ruas do pequeno país do Golfo. A situação, de toda maneira, é diferente da do Egito.

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Manifestações no Mundo Islâmico e Bandeiras

Em uma agradável conversa no almoço de hoje com Humberto Formiga, Luiz Araújo e Márcio Tancredi, este último, dentre as várias observações pertinentes, fez uma que julguei assaz interessante: já repararam que, em todas essas manifestações populares que estão ocorrendo no Mundo Islâmico, não se viu (talvez de forma inédita) qualquer queima de bandeiras dos Estados Unidos ou de Israel!?! Indiscutivelmente, uma vitória para a tolerância e os princípios democráticos e de boa convivência entre os povos! 

Manifestação no Egito: sem a queima de bandeiras de Israel ou dos EUA, felizmente.

 Não obstante, acabei de ver representantes do parlamento iraniano gritando, no plenário da assembléia daquele país, palavras de ordem contra os opositores do regime, inclusive (segundo informou a imprensa e não posso confirmar pois não entendo farsi) clamores pela “morte aos líderes da oposição”! Isso é que é democracia!

Oxalá a opção egípcia seja pelo modelo turco…

Reforma Política, Monarquia e Mário Henrique Simonsen

Encontrei em meus alfarrábios este artigo de Mário Henrique Simonsen sobre a Monarquia como melhor opção para o Brasil. Acho, realmente, que o assunto poderia voltar a ser discutido diante dos anseios de reforma política. Estou consciente, entretanto, de que os brasileiros em sua grande maioria ainda não estão interessados no tema nem dispostos a esse debate… Tudo bem. O importante é marcar posição.  Quem sabe um dia…

E para os que quiserem se informar mais sobre a opção monárquica (e conhecer algumas das razões pelas quais sou monarquista por convicção, mesmo sendo oriundo da mais singela peble, não tendo qualquer contato com ninguém da família imperial, nem aspiração a título ou posição em um eventual Império do Brasil), deixei este artigo em pdf e alguns outros na subpágina Política do Espaço Acadêmico deste site.   Continuar lendo

Mais uma razão para se preferir a monarquia…

Mais uma razão para se preferir a monarquia…

http://www.nettyroyal.nl/princess.html

Pela Restauração!

Muito bem, Mubarak caiu. E aí?

Muito bem, Mubarak caiu. O Egito já entra no terceiro dia de uma “nova era”. Mas e agora? O que realmente mudou?

Pelo visto, ainda não muito. As Forças Armadas continuam controlando a antiga terra dos faraós. É assim desde que o Rei Farouk foi deposto, há seis décadas. Desde então, coronéis sucederam-se no poder: Nasser, Saddat, Mubarak…

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Amigo Egito, democracia é mais que eleição…

Meu amigo Marcus Reis traz uma lembrança importante ao povo do Egito e àqueles que acham que democracia é simplesmente a vontade da maioria: http://marcusreis.com/2011/02/13/amigo-egito-democracia-e-mais-que-eleicao/

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300 no chão!

Luiz Carlos Azedo comentou em seu blog (http://blogdoazedo.blogspot.com) que “enquanto a novela da compra dos caças de última geração para a Força Aérea Brasileira (FAB) continua, estão sem condições de voar, por falta de peças e dinheiro para revisão, cerca de 300 aeronaves.”

A situação, realmente, não é das melhores. De fato, o investimento em Defesa no Brasil é ínfimo, sobretudo se forem consideradas as proporções físicas e econômicas do País e os interesses regionais e globais.

Díficil qualquer pretensão de se tornar protagonista no cenário intenacional com Forças Armadas fragilizadas. Nesse sentido, vale a lembrança do velho Barão do Rio Branco, que defendia que o Brasil não poderia se destacar no concerto das nações sem capacidade diplomática… e militar! E isso há mais de cem anos…

Das 706 aeronaves da Força Aérea, se 300 estão no chão, isso representa 42% do Poder Aéreo inoperante.

Segue uma tabela interessante para ilustrar o que é a Força Aérea do maior país da América do Sul e do quinto do globo em território:

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O restabelecimento da ordem no Egito: Fuad II de volta ao trono!

Fuad II, Rei do Egito

Agora que Mubarak renunciou (ao contrário do que tem divulgado a imprensa como “deposição democrática”, o que aconteceu foi um golpe dado pelos militares) e que o país pode entrar no caos institucional, a ordem precisa ser rapidamente restabelecida .

Nesse sentido, uma boa alternativa seria o restabelecimento da monarquia no Egito. Fuad II deveria voltar ao poder em uma monarquia constitucional! Sem dúvida, uma liderança que poderia ser força conciliadora. Pouco provável que isso ocorra, mas que seria uma boa oportunidade, ah isso seria…

Nessas horas, sempre lembro da frase de efeito que um amigo teria ouvido certa feita na Escola Naval: “depois do oba oba vem o epa epa!”

Pela Restauração (também no Egito)!

O Fogo e o Barril de Pólvora

 Artigo nosso publicado no Inforel:

Brasilia-DF, 10 de Fevereiro de 2011 – 10h04

Opinião

O Fogo e o Barril de Pólvora

10/02/2011 – 09h44

Joanisval Brito Gonçalves

“É permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte”

Fonte: www.inforel.org

Exatamente duas décadas após a queda dos regimes autoritários do Leste Europeu (iniciada em 1989) e da desintegração da União Soviética (1991), os governos de países islâmicos da África do Norte e do Oriente Médio entram em crise.

Assim como aconteceu nos Estados socialistas, mudanças são reclamadas pelas multidões, em clara demonstração do poder popular.

 E também do mesmo modo como aconteceu há vinte anos com seus colegas do Politiburo, os líderes do mundo muçulmano parecem não saber como tratar com essa coisa estranha que é o clamor popular. 

Os ventos de mudanças que começaram a soprar do Ocidente do Mundo Árabe, a partir da Tunísia, e foram até o distante Iêmen, convergiram para a principal potência árabe da região, o Egito.

Hosni Mubarak, que preside o país desde a morte de Anuar Saddat, em 1981, é pressionado a deixar o poder e, à media que perde o apoio de aliados domésticos e internacionais, também vê esvaindo-se o controle da situação. As próximas semanas prometem.  Continuar lendo

Convite lançamento: Itinerários de uma orientalista

Convido a todos para o lançamento do livro de uma grande amiga: Continuar lendo

Coréia do Norte – Lembrancinhas…

O website “oficial” da Coréia do Norte (.com) é realmente muito bom!

Meu amigo Pedro Palazzo chamou atenção para a seção da “lujinha”! Afinal, os norte-coreanos conseguiram usar o capitalismo para engrandecer o ideal comunista! É isso aí! Implodindo o capitalismo por dentro!

Se alguém já decidiu que vai para um dos aniversários do Grande Líder (fevereiro não dá mais, a não ser que você tenha um amigo no Politiburo; já para abril, ainda há vagas!), peço que, além das fotos, traga-me uma das seguintes lembrancinhas (não, não vou adquirir por aquele site, pois não sei se é confiável):

Caneca - Para beber café, chá ou whisky e brindar à Revolução e à democracia popular! (Coleciono canecas)

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