Memória da Grande Guerra: Morre o último veterano norte-americano da Primeira Guerra Mundial

Chegamos aos estertores das lembranças daqueles que viveram o conflito que marcou a entrada do mundo no século XX. Para os que se interessam por assuntos militares, a Grande Guerra é um campo infindável de estudos, tão ou mais fascinante que a Segunda Guerra Mundial. Para os que se interessam por História em geral, o conflito de 1914-1918 é um divisor de águas. Para os que se interessam em compreender as relações internacionais contemporânes, impossível fazê-lo sem um boa compreensão daquele confronto.

A Grande Guerra fascina por seu caráter de transição de um mundo romântico e de ilusões de paz e prosperidade para outro em que a guerra perdia seu formato clássico e no qual a Revolução Industrial e as inovações tecnológicas dos cem anos de paz da Europa aperfeiçoaram a capacidade de matar e causar danos como nunca se vira. Era o fim da Belle Époque e o começo do colapso da Era dos Impérios. Era o começo de um mundo novo e muito menos pacífico.  

Convém observar que quase um século já se passou desde o fatídico atentado de Sarajevo, no qual foi assassinado o herdeiro do trono da Áustria, estopim do conflito. Como sempre lembro a meus alunos, a deflagração do conflito se deu a partir de um atentado terrorista realizado por um jovem nacionalista sérvio. Sim! Um atentado terrorista!

E o mundo mudaria drasticamente…

28/02/2011 – 12:25 | Efe | Washington

Morre o último veterano norte-americano da Primeira Guerra Mundial

Frank Woodruff Buckles, o último sobrevivente dos soldados dos Estados Unidos que lutaram na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), morreu aos 110 anos de idade, informou nesta segunda-feira (28/02) o seu site.

Quando os EUA entraram na guerra, Buckles, nascido em 1º de fevereiro de 1901 no Missouri, apresentou-se a vários escritórios de recrutamento do Exército e conseguiu alistar-se com 16 anos dizendo que tinha 18.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Buckles foi capturado pelos japoneses nas Filipinas e foi prisioneiro de guerra durante 39 meses.

Quando retornou aos Estados Unidos, Buckles radicou-se em sua fazenda na Virgínia Ocidental, onde viveu até sua morte no domingo, perto de Charlestown.

“Sua vida é uma autêntica história de compromisso e heroísmo que inspira muitos que se perguntam como podem ajudar seu país”, disse uma mensagem em seu site.

David DeJonge, quem escreveu uma biografia de Buckles e atuou como porta-voz da família, declarou que o ex-soldado morreu por causas naturais.

Nos últimos anos, Buckles participou de campanhas para que se estabelecesse em Washington um monumento dedicado aos soldados que combateram na Primeira Guerra Mundial.

Na capital dos EUA há monumentos que lembram a Segunda Guerra Mundial, além de um menor em honra aos soldados do Distrito de Columbia que morreram entre 1917 e 1918 na Primeira Guerra Mundial.