Manifestações no Mundo Islâmico e Bandeiras

Em uma agradável conversa no almoço de hoje com Humberto Formiga, Luiz Araújo e Márcio Tancredi, este último, dentre as várias observações pertinentes, fez uma que julguei assaz interessante: já repararam que, em todas essas manifestações populares que estão ocorrendo no Mundo Islâmico, não se viu (talvez de forma inédita) qualquer queima de bandeiras dos Estados Unidos ou de Israel!?! Indiscutivelmente, uma vitória para a tolerância e os princípios democráticos e de boa convivência entre os povos! 

Manifestação no Egito: sem a queima de bandeiras de Israel ou dos EUA, felizmente.

 Não obstante, acabei de ver representantes do parlamento iraniano gritando, no plenário da assembléia daquele país, palavras de ordem contra os opositores do regime, inclusive (segundo informou a imprensa e não posso confirmar pois não entendo farsi) clamores pela “morte aos líderes da oposição”! Isso é que é democracia!

Oxalá a opção egípcia seja pelo modelo turco…

Reforma Política, Monarquia e Mário Henrique Simonsen

Encontrei em meus alfarrábios este artigo de Mário Henrique Simonsen sobre a Monarquia como melhor opção para o Brasil. Acho, realmente, que o assunto poderia voltar a ser discutido diante dos anseios de reforma política. Estou consciente, entretanto, de que os brasileiros em sua grande maioria ainda não estão interessados no tema nem dispostos a esse debate… Tudo bem. O importante é marcar posição.  Quem sabe um dia…

E para os que quiserem se informar mais sobre a opção monárquica (e conhecer algumas das razões pelas quais sou monarquista por convicção, mesmo sendo oriundo da mais singela peble, não tendo qualquer contato com ninguém da família imperial, nem aspiração a título ou posição em um eventual Império do Brasil), deixei este artigo em pdf e alguns outros na subpágina Política do Espaço Acadêmico deste site.   Continuar lendo

Muito bem, Mubarak caiu. E aí?

Muito bem, Mubarak caiu. O Egito já entra no terceiro dia de uma “nova era”. Mas e agora? O que realmente mudou?

Pelo visto, ainda não muito. As Forças Armadas continuam controlando a antiga terra dos faraós. É assim desde que o Rei Farouk foi deposto, há seis décadas. Desde então, coronéis sucederam-se no poder: Nasser, Saddat, Mubarak…

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300 no chão!

Luiz Carlos Azedo comentou em seu blog (http://blogdoazedo.blogspot.com) que “enquanto a novela da compra dos caças de última geração para a Força Aérea Brasileira (FAB) continua, estão sem condições de voar, por falta de peças e dinheiro para revisão, cerca de 300 aeronaves.”

A situação, realmente, não é das melhores. De fato, o investimento em Defesa no Brasil é ínfimo, sobretudo se forem consideradas as proporções físicas e econômicas do País e os interesses regionais e globais.

Díficil qualquer pretensão de se tornar protagonista no cenário intenacional com Forças Armadas fragilizadas. Nesse sentido, vale a lembrança do velho Barão do Rio Branco, que defendia que o Brasil não poderia se destacar no concerto das nações sem capacidade diplomática… e militar! E isso há mais de cem anos…

Das 706 aeronaves da Força Aérea, se 300 estão no chão, isso representa 42% do Poder Aéreo inoperante.

Segue uma tabela interessante para ilustrar o que é a Força Aérea do maior país da América do Sul e do quinto do globo em território:

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O restabelecimento da ordem no Egito: Fuad II de volta ao trono!

Fuad II, Rei do Egito

Agora que Mubarak renunciou (ao contrário do que tem divulgado a imprensa como “deposição democrática”, o que aconteceu foi um golpe dado pelos militares) e que o país pode entrar no caos institucional, a ordem precisa ser rapidamente restabelecida .

Nesse sentido, uma boa alternativa seria o restabelecimento da monarquia no Egito. Fuad II deveria voltar ao poder em uma monarquia constitucional! Sem dúvida, uma liderança que poderia ser força conciliadora. Pouco provável que isso ocorra, mas que seria uma boa oportunidade, ah isso seria…

Nessas horas, sempre lembro da frase de efeito que um amigo teria ouvido certa feita na Escola Naval: “depois do oba oba vem o epa epa!”

Pela Restauração (também no Egito)!

O Fogo e o Barril de Pólvora

 Artigo nosso publicado no Inforel:

Brasilia-DF, 10 de Fevereiro de 2011 – 10h04

Opinião

O Fogo e o Barril de Pólvora

10/02/2011 – 09h44

Joanisval Brito Gonçalves

“É permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte”

Fonte: www.inforel.org

Exatamente duas décadas após a queda dos regimes autoritários do Leste Europeu (iniciada em 1989) e da desintegração da União Soviética (1991), os governos de países islâmicos da África do Norte e do Oriente Médio entram em crise.

Assim como aconteceu nos Estados socialistas, mudanças são reclamadas pelas multidões, em clara demonstração do poder popular.

 E também do mesmo modo como aconteceu há vinte anos com seus colegas do Politiburo, os líderes do mundo muçulmano parecem não saber como tratar com essa coisa estranha que é o clamor popular. 

Os ventos de mudanças que começaram a soprar do Ocidente do Mundo Árabe, a partir da Tunísia, e foram até o distante Iêmen, convergiram para a principal potência árabe da região, o Egito.

Hosni Mubarak, que preside o país desde a morte de Anuar Saddat, em 1981, é pressionado a deixar o poder e, à media que perde o apoio de aliados domésticos e internacionais, também vê esvaindo-se o controle da situação. As próximas semanas prometem.  Continuar lendo

Coréia do Norte – Lembrancinhas…

O website “oficial” da Coréia do Norte (.com) é realmente muito bom!

Meu amigo Pedro Palazzo chamou atenção para a seção da “lujinha”! Afinal, os norte-coreanos conseguiram usar o capitalismo para engrandecer o ideal comunista! É isso aí! Implodindo o capitalismo por dentro!

Se alguém já decidiu que vai para um dos aniversários do Grande Líder (fevereiro não dá mais, a não ser que você tenha um amigo no Politiburo; já para abril, ainda há vagas!), peço que, além das fotos, traga-me uma das seguintes lembrancinhas (não, não vou adquirir por aquele site, pois não sei se é confiável):

Caneca - Para beber café, chá ou whisky e brindar à Revolução e à democracia popular! (Coleciono canecas)

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