Amigo dos amigos

Tunísia, Egito, Iêmen, Barein, Argélia… E protestos também se intensificam no Irã dos aiatolás e na Líbia de Kadafi… Nunca antes na história desse mundo tantos regimes autoritários nos países islâmicos se viram ameaçados pela força das ruas… Imagino que se acontecer com Muammar Kadafi o que aconteceu com Mubarak, um certo ex-presidente da República por estes lados e bom amigo de ditadores como o líbio, Chávez, Fidel ou Mugabe ficará incomodado… Afinal, são todos bons companheiros, não é?

Dize-me com quem andas...

O Levante

Estou, efetivamente, surpreso com o que está acontecendo no mundo islâmico… As manifestações por democracia, iniciadas nos países árabes chegaram ao Irã fundamentalista… E agora, no Norte da África, parece ser a vez de Kadafi… É incrível como o regime autoritário e antiocidental da Líbia (em que pese a distensão dos últimos anos) se veja afrontado por manifestações legitimamente democráticas! Parece um anseio que vem realmente de dentro, das ruas, da população do país! É endógeno, tudo leva a crer!

O levante por reformas (não gosto do termo onda revolucionária) é algo sem precedentes nessa parte do mundo! Será que a democracia realmente chegará aos mundos árabe e islâmico? Ou, sendo mais pessimista, é só uma mudança de cadeiras? Continuar lendo

A importância do Bahrein – artigo interessante da BBC

Artigo interessante da BBC sobre o Bahrein… O país, com maioria (70% da população) xiita é governado pela minoria sunita (em uma monarquia absolutista). É parceiro estratégico para os EUA, mas corre o risco de migrar para a esfera de influência iraniana. Ao contrário do Egito, país rival do Irã e que, até o momento, não desenvolveu antiamericanismo ou antisemitismo após a queda de Mubarak, a ingerência de Teerã poder provocar efeitos bastante distintos no Barein. Não vi ainda , entretanto, bandeiras americanas ou israelenses queimadas nos protestos pelas ruas do pequeno país do Golfo. A situação, de toda maneira, é diferente da do Egito.

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Manifestações no Mundo Islâmico e Bandeiras

Em uma agradável conversa no almoço de hoje com Humberto Formiga, Luiz Araújo e Márcio Tancredi, este último, dentre as várias observações pertinentes, fez uma que julguei assaz interessante: já repararam que, em todas essas manifestações populares que estão ocorrendo no Mundo Islâmico, não se viu (talvez de forma inédita) qualquer queima de bandeiras dos Estados Unidos ou de Israel!?! Indiscutivelmente, uma vitória para a tolerância e os princípios democráticos e de boa convivência entre os povos! 

Manifestação no Egito: sem a queima de bandeiras de Israel ou dos EUA, felizmente.

 Não obstante, acabei de ver representantes do parlamento iraniano gritando, no plenário da assembléia daquele país, palavras de ordem contra os opositores do regime, inclusive (segundo informou a imprensa e não posso confirmar pois não entendo farsi) clamores pela “morte aos líderes da oposição”! Isso é que é democracia!

Oxalá a opção egípcia seja pelo modelo turco…

Reforma Política, Monarquia e Mário Henrique Simonsen

Encontrei em meus alfarrábios este artigo de Mário Henrique Simonsen sobre a Monarquia como melhor opção para o Brasil. Acho, realmente, que o assunto poderia voltar a ser discutido diante dos anseios de reforma política. Estou consciente, entretanto, de que os brasileiros em sua grande maioria ainda não estão interessados no tema nem dispostos a esse debate… Tudo bem. O importante é marcar posição.  Quem sabe um dia…

E para os que quiserem se informar mais sobre a opção monárquica (e conhecer algumas das razões pelas quais sou monarquista por convicção, mesmo sendo oriundo da mais singela peble, não tendo qualquer contato com ninguém da família imperial, nem aspiração a título ou posição em um eventual Império do Brasil), deixei este artigo em pdf e alguns outros na subpágina Política do Espaço Acadêmico deste site.   Continuar lendo

Muito bem, Mubarak caiu. E aí?

Muito bem, Mubarak caiu. O Egito já entra no terceiro dia de uma “nova era”. Mas e agora? O que realmente mudou?

Pelo visto, ainda não muito. As Forças Armadas continuam controlando a antiga terra dos faraós. É assim desde que o Rei Farouk foi deposto, há seis décadas. Desde então, coronéis sucederam-se no poder: Nasser, Saddat, Mubarak…

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