Enterro Cubano

Para comemorar o aniversário da Revolução de 1 de janeiro de 1959, resolvi postar este pequeno texto, que, apesar de circular há anos pela internet, que continua atualíssimo…

Meus amigos esquerdistas, por favor, não se irritem… é só para rir um pouquinho neste início de ano! E quem não gostar, que vá para Cuba colher cana!

O texto estará permanentemente na página de humor/boas deste site.

ENTERRO CUBANO

Toda a família em Cuba se surpreendeu quando chegou de Miami um ataúde com o cadáver de uma tia muito querida. O corpo estava tão apertado no caixão que o rosto estava colado no visor de cristal. Quando abriram o caixão encontraram uma carta, presa na roupa com um alfinete, que dizia assim:

Queridos Papai e Mamãe,

Estou lhes enviando os restos de tia Josefa para que façam seu enterro em Cuba, como ela queria. Desculpem por não poder acompanhá-la, mas vocês compreenderão que tive muitos gastos com todas as coisas que, aproveitando as circunstâncias, lhes envio. Vocês encontrarão, dentro do caixão, sob o corpo, o seguinte: Continuar lendo

Feliz 2012!

Que 2012 seja melhor que 2011 e pior que 2013 [sim, haverá 2013! O mundo não vai acabar em 12/12/2012 (acho…)]!

Victoria, Imperatriz da Índia

O primeiro dia de janeiro também pode ser lembrado em virtude de fato ocorrido nesta data em 1877: a aclamação da Rainha Victoria como Imperatriz da Índia! Era o apogeu da expansão britânica pelo mundo, quando sob a coroa da Rainha Victoria estavam 1/4 da população mundial sobre cerca de um 1/4 do território do planeta! A Pax Britanica fora estabelecida e Victoria era a soberana do Império onde o Sol nunca se põe!

Acho tremendamente interessante a expansão colonial européia no século XIX, particularmente a promovida pelos britânicos. Sem dúvida, a aclamação de Victoria soberana da Índia é um marco importante do período! Mais uma boa lembrança de 1 de janeiro!

Segue um texto interessante sobre a visita à Índia do Príncipe de Gales, futuro Eduardo VII, naquela ocasião.

Indian History Sourcebook: 
Field Marshal Lord Roberts: 
When Queen Victoria Became Empress of India, 1877

 [Tappan Introduction] THE PRINCE OF WALES, afterwards King Edward VII, paid a visit to India as a mark of honor to the native princes who had aided the English in their efforts to govern the land. This visit was followed by Queen Victoria’s assumption of the title of Empress of India.

IN the autumn of 1876 preparations were commenced for the “Imperial Assemblage,” which it was announced by the Viceroy would be held at Delhi on the first day of January, 1877, for the purpose of proclaiming to the Queen’s subjects throughout India the assumption by Her Majesty of the title of “Empress of India.” To this assemblage Lord Lytton further announced that he proposed “to invite the governors, lieutenant-governors, and heads of administration from all parts of the Queen’s Indian dominions, as well as the princes, chiefs, and nobles in whose persons the antiquity of the past is associated with the prosperity of the present, and who so worthily contribute to the splendor and stability of this great empire.” Continuar lendo

Os cubanos e seu gosto pelo 1 de janeiro

1 de janeiro é uma data importante para a próspera e democrática ilha do Caribe comandada pelos Castro e a gerontocracia do PCC (não, não estou falando do Primeiro Comando da Capital, mas sim do Partido Comunista Cubano)! Afinal, foi em 1 de janeiro de 1899 que Cuba se tornou independente da Espanha (graças a quem mesmo?)! A ilha ficaria ocupada pelos Estados Unidos até 20 de maio de 1902, quando seria novamente proclamada sua independência (se fosse no Brasil, as duas datas seriam comemoradas com carnaval, cerveja e muito samba, axé, pagode, funk…).

Foi também em um 1 de janeir0 (dessa vez, em 1959), que os guerrilheiros que haviam combatido em Sierra Maestra conseguiram vencer o ditador Fulgêncio Batista, que fugiu do país após comemorar o último Ano Novo no poder: saía vitorioso o movimento que ficou conhecido como Revolução Cubana (e que, sinceramente, acredito ser o evento mais importante da História da América Latina no século XX, mesmo).

A partir daquel Reveillon de 1959, a ilha caribenha passaria a ser governado pelos guerrilheiros que logo se tornariam comunistas (apesar de Fidel não gostar muito da idéia, a princípio) e fariam de Cuba o baluarte da resistência ao imperialismo na América Latina e essa nação próspera, rica e desenvolvida que é hoje!

 

Hoje, os cubanos podem gozar da liberdade única que só uma democracia comunista pode oferecer. E tenho certeza que não têm a menor vontade de viver como seus parentes que conseguiram migrar para Miami (pobre comunidade cubana nos EUA)! E o melhor deve ser a certeza de que o regime perdurará, pois os ideais revolucionários permanecem vivos e eternos, como seus líderes (Fidel é highlander, sempre digo isso…).

Parabéns aos cubanos! Viva Cuba! Viva la Revolución!

Segue a matéria da Agencia Cubana de Noticias sobre o aniversário da Revolução e so sites do governo de Cuba e da própria agência, ambos “.cu”.  Vamos acessá-los e nos informar (o que a maioria absoluta da população cubana não pode fazer)!

http://www.cubagob.cu/ (gostei da parte do  Sea bienvenido y no deje de enviarnos sus opiniones.)

http://www.ain.cu/ (só matérias imparciais!)

Disparan 21 salvas por Aniversario 53 de la Revolución

Idania Rodríguez Echevarría

La Habana, 1 ene (AIN) Justo a las 12 de la noche del 31 de diciembre se escuchó la voz de mando y el disparo de 21 salvas de artillería por el aniversario 53 del triunfo de la Revolución cubana, en honor a los mártires de la Patria, al pueblo y a la victoria.

En la Fortaleza de San Carlos de la Cabaña, el Jefe de la Batería de Artillería, Primer Teniente Cleudis Calzado dio la orden de mando y al unísono con las notas del Himno Nacional cubano se inició el homenaje de las Fuerzas Armadas Revolucionarias (FAR) por el primero de enero. Continuar lendo

Kissinger e a China

E por falar em China, comecei, na última hora do ano que acabou, a ler o livro de Kissinger (dispensa apresentações) sobre aquele país (Kissinger, Henry. Sobre a China. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011, 572 p.) – por sinal, indicação de meu amigo Humberto Netto. Recomendo efusivamente, tanto para meus alunos de Relações Internacionais quanto para qualquer um que queira entender o mundo atual! Leitura fascinante: a única questão é que o livro prende tanto que você não vai querer fazer muita coisa até acabar de lê-lo.

Só para dar um gostinho:

Quando os caracteres chineses surgiram, durante a dinastia Shang, no segundo milênio a.C., o antigo Egito se encontrava no auge de sua glória. As grandes cidades-Estado da Grécia clássica ainda não haviam surgido, e Roma estava a um milênio de distância. Contudo, um descendente direto do sistema de escrita Shang ainda é utilizado hoje por muito mais de um bilhão de pessoas. Chineses de hoje conseguem compreender inscrições do tempo de Confúcio; livros e conversas chinesas são enriquecidos por aforismos centenários que citam antigas batalhas e intrigas palacianas. (…)

e

A escala chinesa não era muito superior à dos Estados europeus apenas em população e território; até a Revolução Industrial, a China era muito mais rica. (…) foi por séculos a economia mais produtiva do mundo e a região de comércio mais populosa. (…) Na verdade, a China produzia uma parcela maior do PIB mundial total do que qualquer sociedade ocidental em 18 dos últimos vinte séculos. Ainda em 1820, ela produziu mais de 30% do PIB mundial – quantidade que ultrapassava o PIB da Europa Ocidental, da Europa Oriental e dos Estados Unidos combinados.

Segue resenha do New York Times sobre a obra de um ocidental que conhece o Império do Meio como poucos.

NY Times -May 13, 2011

Henry Kissinger on China

By MAX FRANKEL

(ON CHINA, By Henry Kissinger, Illustrated. 586 pp. The Penguin Press. $36.)

Henry Kissinger was not only the first official American emissary to Communist China, he persisted in his brokerage with more than 50 trips over four decades, spanning the careers of seven leaders on each side. Diplomatically speaking, he owns the franchise; and with “On China,” as he approaches 88, he reflects on his remarkable run. Continuar lendo

100 anos da República da China

Há cem anos era empossado o primeiro presidente da China. Não vi nenhuma notícia até agora sobre o assunto… Afinal, os jornais (particularmente a imprensa televisiva) insistem em dar as “grandes notícias” sobre as comemorações de ano novo pelo mundo. Sinceramente, não tenho muita paciência para isso: afinal, as imagens são praticamente as mesmas de sempre… De fato, pouca gente perceberia se inserissem arquivos de comemoração de anos novos passados entre as imagens… Enfim, deve ser isso que as pessoas querem ver e ouvir (só registro que ahei de péssimo gosto nas comemorações de ontem em Copacabana os organizadores misturarem  Carmina Burana com funk… deprimente!).

Bom, saindo do lugar comum, lembro que hoje a República da China completa 100 anos. Exatamente, no dia 1 de janeiro de 1912, era proclamada a república no Império do Meio (com a posse de Sun Yat Sen no cargo de presidente), pondo-se fim à dinastia Qing, estabelecida em 1644, e a um regime imperial de 4 mil anos… A nova república seria marcada pela instabilidade e conflitos internos entre comunistas e nacionalistas (interrompidos apenas com a ocupação japonesa) e que culminariam na vitória dos primeiros, liderados por Mao Tsé Tung, e na proclamação da República Popular da China em 1949.

Sob a perspectiva chinesa, provalmente esse curto espaço de tempo desde a proclamação da república deve ser visto como um período de recuperação da condição frágil na qual se encotrava o país desde o século XIX. Para nós do Ocidente, podem representar o prelúdio de uma nova era em que os chineses serão hegemônicos. Afinal, estamos falando de uma potência milenar, com 1.3 bi de habitantes no terceiro maior território do planeta, que possui arsenais nucleares e que caminha a passos largos para se tornar a primeira economia do globo, pois já é a segunda. E isso tudo sem que as potências tradicionais (tradicionais em termos ocidentais) possam fazer nada para controlar o vôo do dragão. Não importa qual será o regime político que estará em vigor na China ou se seus governantes são imperadores ou líderes escolhidos pelo Partido Comunista (mesmo porque, diria um sábio chinês, ainda é muito recente esse negócio de revolução comunista para ser considerada marco na história do país): a China será protagonista nas relações internacionais do século XXI, e há realmente significativa possibilidade de que o Ocidente perca sua posição predominante para o Império do Meio. Tenho medo da China (sempre tive).

Segue um artiguinho sobre a República da China (mudança política quase imperceptível para quem tem mais 4 mil anos de história como civilização).

Republic of China (1912 AD-1949 AD)

http://history.cultural-china.com/en/183History6971.html

As a turbulent and decisive period of Chinese history, the Republic of China experienced a short period of 37 years, which succeeded the Qing Dynasty in China and ruled mainland China from 1912 to 1949. In 1905 Sun Yat-sen founded the Tongmeng Hui centered on the three Principles of the People: “nationalism, democracy, and people’s livelihood .” With the “bourgeois” revolution of 1911, he introduced a Western style administration system, who was inaugurated in Nanjing as the first provisional president. Continuar lendo