A Casa de Habsburgo

Por ocasião do falecimento de Otto von Habsburgo, seguem algumas informações sobre a mais importante Casa européia. Interessante observar a habilidade política daquela família ao longo dos séculos, fazendo com que seus descendentes ocupassem o trono de praticamente todas as grandes nações da Europa.

Lembro, ainda, que nosso grande monarca, D. Pedro II, era um Habsburgo!

Há famílias que se especializam de tal maneira, que a tradição é passada de pai para filho. Quantos médicos, advogados, militares e outros profissionais encontramos diariamente, cuja expertise é passada aos filhos fazendo perpetuar o nome daquelas pessoas no ofício por elas escolhido?

Pois bem, os Habsburgos especializaram-se na arte de governar e, depois, de reinar. Por essas e outras razões é que prefiro ver o poder entregue a quem já o carrega no sangue com dignidade, e não por aventureiros que aparecem não se sabe de onde e, sob a falácia da democracia representativa republicana, avocam o papel do Chefe de Estado, para o qual seria importante alguém realmente preparado… Bom, são apenas algumas divagações monarquistas, direto da Suécia (por sinal, uma boa monarquia)…

Viva a Casa de Habsburgo! – Bella gerant alii; tu, felix Austria, nube!

The History of the Habsburgs

Extraído de:http://www.monarchgenealogy.com/habsburghistory.htm
 
   The dynasty first gained power in 1278 when Rudolf of Habsburg seized the Alpine duchies of Austira and Styria. The Apline duchies, parts of land in Switzerland, Italy, France and Germany ruled by the Bohemian king Otakar. Rudolf of Habsburg had already owned family lands in sourthern Germany and Alsace, a region in northern France. Austira became the head, or central point, of the Habsburg Empire. Over the next few centuries the desendants of Ruldolf expanded the empire towards the west. The family seized control Tyrol, a province in western Austria and Northern Italy, and Vorarlberg, the westernmost province of Austria. During this time period the family also gained control of Carinthia, the southern part of Austria. Continuar lendo

Falácias da Guerra do Paraguai

Recebi de um colega por e-mail e resolvi compartilhar. Incomoda-me a maneira com parte importante da sociedade brasileira e a maioria dos formadores de opinião deste País desconhecem o conflito de 1864-1870 e desmerecem a participação brasileira. E o pior é a falácia criada na década de 1970 (por um brasileiro cujo nome prefiro nem registrar e que fez um grande desserviço ao País) segundo a qual o Paraguai era um centro de prosperidade na América do Sul, chegando a incomodar a Grã-Bretanha (HAHAHAHA!)a ponto daquela potência fazer com que Argentina, Uruguai e o Império do Brasil desencadeassem um guerra genocida contra Solano Lopes! Pelamordedeus!

Deprimente como há professores brasileiros que, por questões ideológicas ou ignorância, compraram a idéia e a disseminam entre seus alunos! Não, o Paraguai não era o paraíso de prosperidade na terra. Lopes era mais um caudilho governando com braço forte e oprimindo aquele povo (em que pese o fato de que seu pai promovera reformas importantes para o desenvolvimento do Paraguai) e o Brasil foi atacado, respondendo à injusta agressão contra nosso território.

Foi o maior conflito pelo qual passou a América do Sul. E deveríamos nos orgulhar de termos saído vencedores. Diga-se de passagem, o Império do Brasil (na figura de sua Majestade Imperial, o maior estadista de nossa História), mostrou-se sim muito nobre na vitória, preservando a integridade territorial paraguaia… E naquele conflito forjou-se nosso Exército, como figuras como Caxias e Osório, fazendo-se também presente nossa gloriosa Armada, cujo patrono, Tamandaré, deveria estar entre os heróis mais aclamados da Pátria.

Entretanto, preferimos acreditar nas mentiras que prejudicam a imagem do Brasil naquele conflito e ridicularizam nossos heróis. Creio que sejamos o único país do mundo que não canta louvores a suas vitórias, preferindo versões que nos desmerecem. Ainda temos muito que crescer, também nesse sentido. Pronto, desabafei!

Singularidade

* Sérgio Paulo Muniz Costa

 Exatamente o que Solano Lopes pretendia ao invadir o Brasil em dezembro de 1864 e junho de 1865, matando, estuprando, roubando e torturando brasileiros nas terras que habitavam há gerações não se sabe. Já o revisionismo histórico que se pratica há mais de quarenta anos no Brasil em relação à Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870) é mais fácil de estimar: levar a luta ideológica ao extremo de negar a nacionalidade. Continuar lendo

Vinte anos sem a União Soviética

Artigo muito bom dentro de uma cobertura especial da RIA NOVOSTI sobre os vinte anos do fim da União Soviética. Só lendo o artigo entendi porque a data nacional da Rússia é comemorada em 12 de junho… Recomendo.

RIA Novosti

Three chapters of history – the presidency as a mirror of reality

12:28 16/06/2011

Twenty years ago, on June 12, 1991 Russia elected its first president, Boris Yeltsin, with a convincing majority. This fact predetermined the events of the following months and became the final prerequisite for the Soviet Union’s imminent disintegration. The federal center was weakening and Soviet President Mikhail Gorbachev was rapidly losing support. He never dared hold direct elections. Against this background, the popular vote gave Yeltsin a qualitatively different level of legitimacy. Given the split in society and escalating struggle for power this was to play the decisive role. Continuar lendo

Publicação da Foreign Affairs sobre o Dia D

Minha caríssima amiga Carmen Lícia Palazzo garimpou essa publicação especial da Foreign Affairs em homenagem ao Dia D. São três artigos de de Hanson Baldwin, que foi correspondente do New York Times na II Guerra Mundial. O link para a página da Foreig Affairs com a matéria é http://www.foreignaffairs.com/america-at-war-1944?cid=soc-facebook-page-from_the_archives_america_at_war_in_1944-060611.

Já inseri no site. Para acessá-lo diretamente, clique aqui.

Memórias do Dia D

Relato de um soldado que desembarcou em Omaha Beach, no Dia D… Outros podem ser acessados em http://www.6juin1944.com/veterans/index.php. Gosto muito de aprender sobre esses acontecimentos por meio dos relatos de quem deles participou. Lembro-me de alguns livros com cartas do front, com destaque para as dos combatentes da I Guerra Mundial. No Brasil, saiu há pouco um desses livros (vou verificar o nome e depois publico aqui). Há, ainda, uma série produzida pelo Exército Brasileiro, com relatos de pracinhas. É parte do projeto de História Oral do Exército. Para acessá-la, clique aqui. Recomendo!

Melvin B. Farrell
Omaha Beach – 2nd Platoon, Company B, 121st Engineer Combat Battalion

About 1:00 in the morning of June 6th we were awakened, those who could sleep that is, and had chow consisting of toast and G.I. coffee. At 1:30 A.M. the order came through to board the smaller Landing Craft, “LCM’s” as they were called, and at a given signal were to rendezvous for the frontal assault on Normandy Beach. These boats were large enough to accommodate a full platoon, 41 men, combat gear and all, and had a ramp in front which the operator could lower to allow fast exit. Continuar lendo

Links sobre o Dia D

Links bacanas sobre o Dia D:

http://www.6juin1944.com/
http://www.army.mil/d-day/
http://www.dday.org/
http://www.historyofwar.org/articles/battles_D-Day.html
http://www.militaryhistoryonline.com/wwii/dday/
 

67 anos do Dia D: esquecimento?

Surpreendeu-me não ver qualquer referência na mídia (mesmo na mídia internacional) sobre a data de hoje, 6 de junho. Afinal, há exatos 67 anos, milhares de homens de diversas nacionalidades desembarcavam nas praias da Normandia ou lançavam-se além das linhas alemãs para a libertação da Europa do nazismo.
Tudo bem que o centro de gravidade da II Guerra Mundial foi o front oriental. Entretanto, deixar passar uma efeméride como esta…
A data deve ser lembrada, não importa quantos anos tenham passado.
Minha homenagem àqueles (de ambos os lados) que lutaram e aos que morreram naquele decisivo acontecimento do maior conflito da História.

Captura de Ratko Mladic: ponto para a Justiça Penal Internacional

Não poderia deixar de registrar meu voto de louvor (jargão do Parlamento) pela captura de Ratko Mladic. Evento importante para a Justiça Penal Internacional e para aqueles que lutam pela punição de grandes criminosos de guerra pelo mundo.

Ratko Mladic. Carniceiro da Bósnia pode ser julgado no Tribunal Penal Internacional

por Sara Sanz Pinto, Publicado em 27 de Maio de 2011
 
Acusado de ser responsável pela morte 8 mil homens e rapazes bósnios de origem muçulmana, o antigo militar vivia numa aldeia com um nome falso
O antigo general sérvio Ratko Mladic era o último dos líderes militares da ex-Jugoslávia ainda procurado por crimes de guerra, genocídio e outros crimes contra a humanidade, cometidos durante o conflito na Bósnia-Herzegovina, nos anos 90. Ontem foi detido na Sérvia, no Norte do país, onde vivia numa aldeia com uma identidade falsa. Tido como o principal responsável do massacre de Srebrenica – onde morreram cerca de 8 mil homens bósnios muçulmanos, e procurado há 16 anos pelo Tribunal Penal Internacional de Haia (TPI), Mladic, de 69 anos, foi encontrado em Lazarevo, uma aldeia do Norte da Sérvia: “Detivemos Ratko Mladic hoje [ontem] de manhã. O processo de extradição está agora em curso”, anunciou o presidente sérvio, Boris Tadic, fazendo referência à provável transferência do ex-militar para ser julgado pelo TPI. Horas depois da detenção, Mladic já tinha sido presente a um tribunal sérvio. Continuar lendo

12 de Abril de 2011: 150 anos do início da Guerra de Secessão dos EUA

Dentro da linha deste site, e sempre destacando as efemérides, lembro que no último dia 12 deu-se o o 150º aniversário do início da Guerra Civil estadunidense (1861-18650).

Também chamada de Guerra da Secessão, aquele foi um dos grandes conflitos do século XIX, deixou cerca de 900 mil mortos (dos quais 600 mil eram combatentes), consolidou o modelo defendido pelos estados do Norte vencedor e provocou mudanças incrivelmente profundas nos Estados Unidos da América, algumas delas percebidas ainda em nossos dias.

Dedicarei alguns posts aqui ao tema. Para começar, lembro que a América do Norte nunca havia presenciado um conflito tão fratricida.

Apesar da luta aguerrida dos sulistas, seria muito difícil vencer o Norte industrializado, bem equipado e com um exército superior em contingente (os generais do Sul, entretanto, eram melhores). Aí vai um site bom sobre aquele conflito: http://www.civilwar.com/

Só por curiosidade, segue também a carta de um jovem soldado a seu  pai sobre a batalha de Fredericksburg: Continuar lendo

Dia do Exército

Minha homenagem ao nosso glorioso EB nesta data comemorativa!

Parabéns a uma das grandes instituições deste País e aos homens e mulheres que dele fazem ou fizeram parte. O EB é motivo de orgulho para todos os brasileiros! De fato, é muitas vezes a única presença do Estado nos mais distantes rincões do Brasil, sempre com fibra de herói, de gente brava!

Saudações à Força Terrestre, Braço Forte e Mão Amiga!

19 de Abril: Dia do Exército – Ordem do Dia

A cada 19 de abril celebramos, com indisfarçável orgulho, o Dia do Exército. Quem se debruçar sobre a história do Brasil verá um povo cheio de esperança, desde o descobrimento, lutando para ser capaz de escolher seu próprio destino.

Verá, também, nas lutas contra o invasor, nos Montes Guararapes, em 1648, o surgimento do Exército Brasileiro, fundindo-se com o sopro inspirador do sentimento de pátria, que se eternizou nos nossos valores. Continuar lendo

Roberto Campos: Nostalgia por Ossadas

Artigo excelente do saudoso Bob Fields… Bem apropriado para um momento em que se quer, a todo custo, abrir as feridas quase cicatrizadas…

NOSTALGIA POR OSSADAS

Roberto Campos, 1995

“Uma revolução não é o mesmo que convidar alguém para jantar, escrever um ensaio, ou pintar um quadro… Uma revolução é uma insurreição, um ato de violência pelo qual uma classe derruba a outra”
Mao Tsé-Tung

Dizia-me um amigo argentino, nos anos 60, que seu país, rico antes da Segunda Guerra, optara no pós-guerra pelo subdesenvolvimento e pelo terceiromundismo. E não se livraria dessa neurose enquanto não se livrasse de três complexos: o complexo da madona, o fascínio das ossadas e a hipóstase da personalidade. Duas madonas se tinham convertido em líderes políticos – Evita e Isabelita. As ossadas de Evita foram alternativamente sequestradas e adoradas, exercendo absurdo magnetismo sobre a população. E a identidade nacional era prejudicada pelo fato de o argentino ser um italiano que fala espanhol e gostaria de ser inglês… Continuar lendo

Mais dos arquivos da Aeronáutica: VAR-Palmares planejou execução de militares

Bom que apareceu alguma coisa sobre os métodos dos heróicos brasileiros que pegaram em armas. Em uma época tumultuada como aquela, não havia inocentes entre os que optavam pela clandestinidade (seja do lado das forças estatais, seja entre os grupos de esquerda). Será que é tão difícil admitir isso?

Certamente esta notícia do Estadão não terá tanta divulgação quanto as outras duas que postei aqui no site.

De toda maneira, um dia da caça…

VAR-Palmares planejou execução de militares

Documentos do grupo guerrilheiro, no qual militou a presidente Dilma, indicam planos para ‘justiçamento’ de oficiais do Exército

13 de abril de 2011 | 23h 00
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,var-palmares-planejou-execucao-de-militares,705934,0.htm
Felipe Recondo e Leonencio Nossa, de o Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – Documento da Aeronáutica que foi tornado público nesta quarta-feira, 13, pelo Arquivo Nacional, após ter sido mantido em segredo durante três décadas, revela que a organização guerrilheira VAR-Palmares, que contou em suas fileiras com a hoje presidente Dilma Rousseff, determinou o “justiçamento”, isto é, o assassinato de oficiais do Exército e de agentes de outras forças considerados reacionários nos anos da ditadura militar.

Com cinco páginas, o relatório A Campanha de Propaganda Militar, redigido por líderes do grupo, avalia que a eliminação de agentes da repressão seria uma forma de sair do isolamento. O texto foi apreendido em um esconderijo da organização, o chamado aparelho, e encaminhado em caráter confidencial ao então Ministério da Aeronáutica. Continuar lendo

Governo libera acesso a documentos de inteligência da Aeronáutica

O enfoque da imprensa tem sido na atuação da inteligência acompanhando organizações da sociedade civil, independentemente de algumas delas criticarem abertamente o regime democrático e proporem a quebra do estado de direito. Não se dá tampouco atenção ao fato de governos estrangeiros subsidiavam ongs e certos movimentos sociais.

A inteligência não investiga; levanta informações sobre situações, fatos, organizações ou pessoas que possam constituir alguma ameaça ao Estado ou à sociedade. E faz isso com o único objetivo de assessorar o processo decisório, de modo que o decisor/formulador de políticas públicas não seja pego de surpresa.

Se há um grupo como o MST, que tem segmentos (atenção, não falo do movimento como um todo) que propõem expressamente o uso da violência sob orientação político-ideológica para influenciar o governo e defender seus interesses, esses grupos têm sim que ser acompanhados, de modo que as autoridades possam prevenir-se contra medidas radicais dessas organizações.

Informação é poder. O Estado tem que estar bem informado sobre qualquer iniciativa que possa constituir ameça à segurança nacional, às instituições democráticas ou à sociedade. Isso acontece nas principais democracias pelo mundo.

Mas, claro, há quem prefira chamar esse trabalho da inteligência pura e simplesmente de arapongagem… 

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Notícias sobre os “papéis da ditadura” liberados pela Aeronáutica

Começou a caça às bruxas… A matéria não diz nada de concreto, mas insinua que havia significativo aparato estatal espionando os considerados oponentes do regime. Queria ter acesso aos documentos  (se é que deixaram algum) das organizações de esquerda, grupos terroristas e de luta armada com o registro de seus métodos de infiltração e espionagem e sua orientação político-doutrinária.

E se o assunto é controle da população por meio de informantes, nada se compara ao aparato dos países comunistas. A STASI, da Alemanha Oriental, contou com mais de 100 mil “colaboradores/delatores/espiões” quando a população do país era de 10 milhões de habitantes. Isso para não falar dos soviéticos. A bibliografia a respeito atualmente é extensa. E, para os que preferem cinema, indico “A vida dos outros“.

Quem quiser ter uma idéia do que era o aparato de espionagem doméstica (e repressão) do bloco soviético, procure saber como é Cuba ainda hoje – ou, em menor escala, a Venezuela…

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Homenagem a Yuri Gagarin

Foi há exatos cinqüenta anos. Em meio à disputa entre as Superpotências pela hegemonia global, os soviéticos marcaram ponto importante na corrida espacial (que apenas engatinhava): lançaram o primeiro homem ao espaço!

O rosto que se tornou mundialmente conhecido foi o do jovem cosmonauta (como chamavam os russos) Yuri Gagarin, um pequeno grande homem (tinha apenas 1,57m de altura) que, aos 27 anos, entraria definitivamente para a história da humanidade ao orbitar por 108 minutos a terra dentro da cápsula Vostok 1. E aquele garoto simples e sorridente virou o primeiro ídolo pop da sisuda União Soviética. A propaganda da disputa bipolar se encarregou de transformá-lo em  herói e símbolo do êxito soviético!

Gagarin passou a rodar o mundo (se permitem o trocadilho), só que agora divulgando o grande feito do programa espacial soviético e de como o “Estado proletário” se mostrava também como potência tecnológica. Chegou mesmo a vir ao Brasil, onde foi recebido pelo Presidente Jânio Quadros, que o condecorou com a Ordem do Cruzeiro do Sul.

Mas a fama subiu-lhe à cabeça (poder-se-ia esperar algo diferente em um país em que a individualidade jamais poderia sobrepor-se ao espírito coletivo? – imagine como não ficou a cabeça daquele homem de hábitos simples!). Gagarin perdeu-se na bebida; acabou seu casamento. Tornou-se deputado e depois voltou à Cidade das Estrelas para se tornar piloto de caça.

Exatamente em um treino em um MiG-15 que o primeiro homem no espaço perdeu a vida, em um acidente até hoje mal explicado. Tinha apenas 34 anos. Morria o homem, nascia o mito.

Na celebração dessas cinco décadas desde o vôo de Gagarin, minha homenagem àqueles que participaram da corrida espacial, em especial dos que deram a vida tentando alcançar as estrelas, fossem cosmonautas ou astronautas.

Gagarin virou um símbolo. Ele próprio tornou-se um astro. E sua memória conduz à lembrança de um tempo romântico, em que o mundo estava divido pela disputa entre União Soviética e Estados Unidos por corações e mentes, e em que as relações internacionais eram mais simples e charmosas, e que “a Terra era azzul”. Bons tempos que não voltam mais…


Nazistas no início do Serviço Secreto Alemão

Bom artigo sobre o recrutamento de nazistas para compor os quadros do serviço de inteligência externa da Alemanha Ocidental (o BND – Bundesnachrichtendienst) em seus primeiros anos.

Não é novidade que a República Federal da Alemanha contou com ex-membros do Partido Nazista e apoiadores do regime de 1933 a 1945 em seus quadros na Administração Pública e nas empresas no pós-guerra. De toda maneira, pouco se fala da presença de antigos SS, SD e Gestapo no BND…

02/16/2011 09:19 AM
Intelligence Agency’s Murky Past

The Nazi Criminals Who Became German Spooks

By Klaus Wiegrefe

Germany’s foreign intelligence agency, the BND, is having historians look into its shadowy early years, when the organization hired former Nazi criminals. The coming revelations could prove embarrassing for Chancellor Merkel’s Christian Democrats and may even tarnish the legacy of former Chancellor Konrad Adenauer. Continuar lendo

O silêncio de Heleno

O General Heleno é uma das personalidades mais respeitadas no Exército Brasileiro. Quatro estrelas, tríplice coroado, reconhecido internacionalmente, foi Comandante Militar da Amazônia. Na reserva, será mais difícil fazer com que ele se cale.

Não imaginava que fôssemos chegar a esse ponto… O 31 de março é uma data importante para a memória militar do País. Há mais de quatro décadas esses acontecimentos são lembrados nos quartéis, inclusive, porque foi um evento importante na História do Brasil, com todos os seus desdobramentos. Não dá simplesmente para passar em branco…

O próximo passo deve ser riscar qualquer referência ao movimento de 1964 dos livros escolares e das lembranças do País – ah, não! Estou enganado… isso não deve acontecer, já que ainda há muita gente que vive de indenizações referentes ao período militar…

Engraçado, quem praticou terrorismo àquela época pode tratar disso abertamente… Também ainda há movimentos no Brasil saudosos de regimes autoritários (que nunca conheceram), como o estalinista, o cubano ou outros do lado de lá da cortina de ferro, e podem abertamente balançar bandeiras vermelhas, gritar palavras de ordem e receber, inclusive, subsídios públicos – o meu, o seu, o nosso dinheiro. Não venham me dizer que esse pessoal não recebe dinheiro do Estado para promover suas idéias…

Os militares não podem lembrar o 31 de março de 1964… Daquia a pouco, vão acabar com o Dia do Soldado (comemorar para quê?), o Dia do Exército e, por fim, acabarão apagando os nomes das lideranças militares do período iniciado em 1964, ou seja, a memória será suprimida.

Preocupo-me com o busto de Castello Branco lá na ECEME… Será que ele resiste?

De toda maneira, a ordem para que não se comemore o 31 de março veio do Ministro da Defesa, e deve ser cumprida… Hierarquia e disciplina. Minha solidariedade ao General Heleno. Meus respeitos à liberdade de pensamento e à preservação da História. Minha saudação às Forças Armadas brasileiras.

Marcha da família com Deus pela liberdade - 1964

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Parabéns, Gaspadin Gorbachev!

No último dia 30, Mikhail Gorbachev completou 80 anos. Sem a menor sombra de dúvida, o senhor Gorbachev foi um dos grandes líderes e uma das personalidades mais importantes do século XX (e olha que o século foi pródigo em figuras importantes!).

Graças a Gorbachev e a suas reformas, a cortina de ferro caiu, chegaram a termo sete décadas de autoritarismo soviético na Rússia, e os regimes do bloco socialista colapsaram.

Gorbachev é um homem que muito admiro, pela coragem que teve de promover mudanças pela democracia às custas de sua própria permanência no poder. A História ainda terá que ser mais justa para com ele!

Nesses oitenta anos de vida, só posso dizer “Pazdravlenie, Gapadin Gorbachev!” Continuar lendo

47 anos da Revolução de 31 de março: com a palavra, o Presidente Lula

Palavras de Luís Inácio Lula da Silva, sobre o período militar…

Depoimento de Luiz Inácio Lula da Silva, em 03/04/1997, a Ronaldo Costa Couto e publicado no livro “Memória Viva do Regime Militar. Brasil: 1964-1985 – Editora Record 1999”.

“(…) o regime militar impulsionou a economia do Brasil de forma extraordinária. (…) Se houvesse eleições, o Médici ganhava. E foi no auge da repressão política mesmo, o que a gente chama de período mais duro do regime militar. A popularidade do Médici no meio da classe trabalhadora era muito grande. Ora, por quê? Porque era uma época de pleno emprego. Era um tempo em que a gente trocava de emprego na hora que a gente queria. Tinha empresa que colocava perua para roubar empregado de outra empresa (…)” Continuar lendo

47 anos da Revolução de 31 de março: Elio Gaspari

Estas são de Elio Gaspari, sobre a probidade de nossos ex-presidentes militares. Não me recordo de nenhum que tenha falecido deixando um grande patrimônio…


– Elio Gaspari

Quando Lula defendeu o filho, que recebeu R$ 5 milhões da Telemar para tocar sua empresa, o jornalista Elio Gaspari, do Jornal O Globo, um dos maiores críticos dos governos militares, publicou a seguinte história:

“Em 1965, o marechal Castelo Branco leu no jornal que um de seus irmãos, funcionário da Receita Federal, ganhara em cerimônia pública um automóvel Aero Willys! Era o agradecimento de sua classe pela ajuda que dera na elaboração de uma lei que organizava a carreira. Paulo Castelo Branco, filho do presidente, costumava contar que o marechal telefonou para o irmão, dizendo-lhe que deveria devolver o carro. Ele argumentou que se cada fiscal da Receita tivesse presenteado uma gravata, o valor seria muito maior.

Castelo interrompeu-o:

– Você não entendeu. Afastado do cargo você já está! Estamos decidindo agora se você vai preso ou não”. Continuar lendo