Biden 2020

Resultado de imagem para joe bidenA imprensa noticiou há pouco que Joe Biden, que foi vice-presidente dos Estados Unidos no Governo Obama, será candidato em 2020 à Casa Branca! Biden é um sujeito equilibrado (já tinha ameaçado partir para as vias de fato com o um candidato republicano há alguns anos, salvo engano), e tem a experiência de ter sido vice de Obama (sem maiores comentários). Troquei uma vez rápidas palavras com ele, que usou meu telefone para fazer um selfie – e ele é bom de selfie!

Não sei se a candidatura de Biden decola, até porque, por mais que critiquem Trump por aqui, e apesar de um certo desgaste dele por lá, o fato é que a economia norte-americana vai bem (desemprego zero), e o atual presidente tem cumprido o que prometeu. Não vou me meter em política dos EUA, mas, como já assinalei aqui outras vezes, Donald Trump é, na minha humilde opinião, um bom presidente e melhor candidato que a grande maioria dos nomes democratas. 

De toda maneira, será interessante acompanhar as eleições estadunidense de 2020! As primárias começam daqui a pouco! Portanto, a conferir…

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Príncipes soldados

Passados 100 anos da Grande Guerra, aquele período continua fascinando a muitos de nós, apesar de uma parcela significativa da população brasileira vergonhosamente não saber nada sobre o conflito. Como eu não sou de desistir de divulgar conhecimento, segue uma publicação que pode agradar os amantes de Clio…

Familia Imperial no Exilio

A Princesa Isabel e o Conde D’Eu com a família no exílio.

Em 2014, O Globo publicou uma matéria sobre os príncipes brasileiros que combateram na I Guerra Mundial. E o jornal destaca:

Pouca gente sabe, por exemplo, que, muito antes de o país enviar equipe médica, embarcações e alguns oficiais apenas na reta final do confronto, dois príncipes brasileiros atuaram na guerra e até morreram em consequência disso. Filhos da Princesa Isabel com o francês Conde D’Eu, os nobres D. Luís Maria e D. Antônio Gastão, netos do ex-imperador D. Pedro II, serviram ao lado do Império Britânico. [Aqui um comentário nosso: não existe “ex-Imperador”, caro jornalista. Uma vez Imperador, sempre Imperador!]

Chama a atenção o fato dos príncipes exilados (em razão do famigerado golpe de 15 de novembro de 1889), filhos do Conde D’Eu (com sangue francês que remonta a antes mesmo da França existir) não terem sido aceitos pela República Francesa (ah, sempre ela!) para combater em suas fileiras contra as Potências Centrais (pelas quais lutavam muitos de seus primos e onde eles mesmos haviam feito serviço militar).

Dom Luís de Orléans e Bragança

Dom Luís de Orléans e Bragança (1878-1920)

Assim, os Príncipes Dom Luís e Dom Antônio Gastão, netos de Dom Pedro II, nascidos no Brasil e, portanto, oriundos da família real brasileira, eram também franceses (descendiam dos reis da França), foram treinados pelos austríacos (também eram Habsburgos, como os Imperadores da Áustria-Hungria) e serviriam na guerra lutando junto com os britânicos. Situação inusitada, não?

O fato é que os príncipes combateram na Grande Guerra, e combateram com galhardia e coragem. Foram reconhecidos pelos seus pares como bravos soldados. E, como outros tantos milhões de jovens de sua geração, sofreriam diretamente os dissabores do conflito: nas trincheiras da França, Dom Luís contrairia uma doença que o levaria à morte logo depois do conflito, em 1920 (pouco antes do centenário da Independência, proclamada por seu bisavô). Já Dom Antônio, reconhecido por sua coragem, teria participado de batalhas aéreas (teria sua paixão pelo avião vindo da proximidade de sua família com o grande Santos Dumont?) e, em 29 de novembro de 1918 (portanto, alguns dias depois do armistício de 11 de novembro), sofreria um acidente de avião e viria a óbito.

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Dom Antônio Gastão de Orléans e Bragança (1881-1918)

Cabe destacar que ambos os príncipes-soldados, que mostraram sua bravura no maior confronto que o mundo já conhecera, morreram longe de sua terra natal. Exilados com o golpe de 1889, foram para o Oriente Eterno sem nunca mais ver o Brasil que tanto amavam… Duas décadas depois, a belíssima Canção do Expedicionário expressaria essa preocupação de todo aquele que combate por sua pátria: “não permita D’us que eu morra sem que volte para lá”.

Essa foi mais uma das histórias da Grande Guerra. Belíssima contribuição de nossos príncipes imperiais à liberdade, contribuição essa que deveria ser digna de respeito e gratidão por todos oa brasileiros.

Importante que saibamos, como brasileiros, que os filhos da (legítima) nobreza  brasileira, que aqueles homens que poderiam simplesmente nada ter feito enquanto milhões combatiam nas trincheiras, foram nobres também em sua decisão de lutar e dar a vida pela causa em que acreditavam. Pergunto-me quais filhos da nossa elite republicana de hoje se prestariam a tão altivo sacrifício…

(E ainda tem gente que me pergunta o porquê de eu ser monarquista…)

Para acessar a reportagem, clique aqui.

Emoções passadas…

Dia desses, a BBC publicou uma matéria sobre “7 emoções humanas do passado que já não sentimos mais“. Achei interessante em razão dos aspectos linguísticos, pois aquelas palavras, mais que as emoções, é que me pareceram acabar em desuso (e isso assinala a evolução do idioma…). Afinal, não me parece razoável dizer que não sentimos mais hoje “melancolia”, “nostalgia” ou que a “hipocondria” deixou de existir (eu mesmo sou hipocondríaco – tudo bem que sou “old school”, utilizo o smartphone para fazer chamadas e emprego o termo “transparências” para me referir aos slides das minhas aulas…

De fato, devem ser velhas emoções com novas roupagens. O importante mesmo é ter consciência do que se sente e saber lidar com isso para evitar excessos. E há aquelas emoções que ainda existem, mas que deveriam ter ficado na memória: rancor, raiva, inveja… Melhor seria se não as conhecêssemos mais…

Bom, segue a matéria que achei, no mínimo, curiosa…

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7 emoções humanas do passado que já não sentimos mais

Tendemos a pensar que as definições das emoções são fixas e universais. Porém, variam de país a país e também mudam com o tempo.

Considere, por exemplo, a palavra schadenfreude, que só existe em alemão e que descreve o desfrute da desgraça alheia.

Além disso, novos tipos de emoções surgem a todo momento – vide as novidades constantes nos emoticons, que tanto usamos para expressar nossos sentimentos.

A BBC Radio 3 conversou com Sarah Chaney, especialista do Centro para a História das Emoções, no Reino Unido, sobre as emoções do passado e como elas podem nos ajudar a entender como nos sentimos hoje.

Essas são algumas delas.

1 – Acédia

A acédia era uma emoção sentida por homens muito específicos na Idade Média: monges que viviam em monastérios. Esta emoção surgia, em geral, devido a uma crise espiritual. Quem era acometido pela acédia sentia inquietação, desânimo, apatia e, sobre tudo, um forte desejo de abandonar a vida santa.

“É possível que, hoje em dia, isso seja catalogado como depressão”, explica Chaney. “Mas a acédia estava especificamente associada a uma crise espiritual e à vida no monastério.”

Certamente, era uma fonte de preocupação para os abades, que ficavam desesperados com a indolência que acompanhava a acédia.

Com o passar do tempo, o termo “acédia” foi se tornando intercambiável com “preguiça”, um dos sete pecados capitais.

A acédia era uma emoção vinculada a monges que passavam por uma crise espiritual

2 – Frenesi

“Esta é outra emoção medieval”, diz Chaney. “É como a ira, mas é mais específica que a ira – da forma que a compreendemos hoje. Alguém que sentia frenesi ficava muito agitado. Tinha ataques violentos de fúria, fazendo birra e muito barulho.”

Assim, era impossível sentir frenesi e ficar quieto.

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