A Guerra dos Chimpanzés

Compartilho aqui artigo interessante, publicado pela BBC News Brazil, sobre um fenômeno identificado entre chimpanzés, os primatas mais próximos dos seres humanos: a guerra.

Chimpanzès de GombeSim! Ao contrário do que se comumente imagina, a guerra não é algo que se restrinja aos seres humanos. De fato, os estudos da Dra. Jane Goodall, hoje octagenária, que dedicou toda a sua vida a trabalhar junto a esses fantásticos seres, muitas revelações trouxeram sobre o comportamento e as práticas de nossos primos.

jane-goodall.jpgFoi graças à Dra. Goodall, por exemplo, que se descobriu que os chimpanzés são capazes de desenvolver ferramentas rudimentares, as quais facilitam suas atividades diárias. Também foi Goodall quem mapeou o perfil de dezenas de indivíduos do Parque Nacional de Gombe, na Tanzânia, sendo responsável pelos mais importantes estudos sobre primatas superiores nos últimos cinquenta anos, estudos que atestam a personalidade de cada chimpanzé, seus anseios, medos e até vontades e interesses. Acompanho o trabalho dessa grande mulher desde que eu tinha meus dez anos…

Indubitavelmente, graças a Jane Goodall, descobriu-se que a guerra é algo atávico nos seres humanos, e que a compartilhamos com nossos parentes mais próximos do mundo animal. A guerra, ousaria dizer, está em nosso DNA, fazendo parte de nossa ancestralidade. Talvez seja isso que faz com que alguns de nós sejamos fascinados por esse fenômeno e queiramos tanto compreendê-lo…

Segue o link para a matéria da BBC News Brasil: Os motivos por trás da Guerra dos Chimpanzés, a única registrada entre animais.

Recomendo, ainda, o Jane Goodall Institute, que pode ser acessado clicando-se aqui.

Tomada de Três Pinos: sua hora vai chegar…

A famigerada

A famigerada…

Depois da decisão pelo fim do (famigerado) horário de verão, da placa do Mercosul, e daquele Cruzeiro do Sul em nosso passaporte (o que deixava os atleticanos furiosos), ouso recomendar novas alterações que devem ser feitas para pôr uma pedra às mazelas criadas por alguma mente perversa no governo do PT (e como havia mentes perversas ali!): a hedionda tomada de três pinos!

Típica jaboticaba tupiniquim, esse torvo apetrecho criado durante o (des)governo petista é algo que só existe aqui em Pindorama, e que foi concebida para atormentar nossas vidas. Quanto não se gastou para trocar milhões de tomadas e para se comprar outros tantos adaptadores?

Já escrevi aqui condenando essa aberração, que certamente encheu o bolso de muita gente… Agora passa da hora de colocá-la em um passado a ser esquecido. O ideal é retornarmos a um padrão universal ou, ao menos, adotado na maior parte do planeta…

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Um amigo sugeriu uma lista de pequenas barbaridades da era petista que poderiam ter um fim:

  1. o acordo ortográfico;
  2. a tomada de três pinos;
  3. celulares com mais número no prefixo do que na parte que vem depois do traço (coloquei aqui para preservar o texto do amigo);
  4. campeonato brasileiro de pontos corridos (idem);
  5. frases que começam com “então” (boa também);
  6. cobrança de bagagem despachada (isso eu acrescentei);
  7. bandeira vermelha na conta de luz (acrescentei também).

Esses são apenas alguns exemplos… Muita coisa ainda há a ser alterada (em breve farei meus comentários sobre a farra das companhias aéreas). Mas começar pela tomada de três pinos já seria bem bacana!

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O fim do Horário de Verão: amém!

Na última semana, nosso Presidente Jair Bolsonaro anunciou (viva!) o fim do horário de verão. Afinal, a economia de energia é ínfima perto dos transtornos causados pela mudança no relógio.

Comentei da minha satisfação em algumas redes sociais e muita gente assinalou que gosta desse horário do Capiroto… Meus amigos argumentam que “essa hora a mais de luz” é algo bom para aproveitar o dia, que dá para ir para a academia no final da tarde ainda com sol, que até se aproveita uma praia depois do expediente. Tudo bem! Há quem goste… e que bom que isso acontece!

Eu, particularmente, detesto e sempre detestei horário de verão. Mas isso, repito, é uma questão de foro íntimo, como se gostar desse ou daquele time de futebol ou dessa ou daquela escola de samba. Porém, contudo, todavia e entretanto, minha alegria em ver essa coisa ruim acabando repousa em uma preocupação coletiva…

Quem gosta do famigerado horário de verão porque pode aproveitar a praia depois do expediente já pensou nos milhões de trabalhadores que têm que acordar cedo para pegar o ônibus ou o trem das quatro ou cinco da madrugada? Imaginemos o cidadão que tem que estar na estação ou na parada às 5h da manhã (sim, milhões de brasileiros passam por isso todos os dias), e que, portanto, desperta, muitas vezes, 4h da matina (no horário de D’us)? Esses homens e mulheres batalhadores terão que acordar às 3h da manhã com um horário de verão. Isso tem impacto não só sobre o sono e o rendimento dessas pessoas, mas também sobre sua segurança (quantas pessoas no tenebroso horário do Tinhoso não têm que sair para trabalhar ainda no escuro, enfrentando nossas ruas pouco seguras?).

E pensemos também nas crianças e adolescentes (e em seus respectivos responsáveis) que devem estar na escola às 7h, 7h30 da manhã? No horário do Coisaruim, isso seria 6h ou 6h30… A que horas os pobres e seus genitores teriam que acordar?

Assim, repito, ainda que individualmente se ache maravilhoso o tal horário de verão, pensando-se no coletivo a medida veio em muito boa hora (hora regular, de D’us, não hora de verão)! E vida que segue!

Obrigado, novamente, às autoridades federais por essa sábia decisão. Certamente virão outras! (A tomada de três pinos que se cuide…)

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