ONU: intervenção em assuntos internos do Brasil

E o que a ONU tem com isso? Inadmissível que uma organização internacional queira se meter em assuntos internos dos países. Tem feito isso com a Síria, agora vem com discurso semelhante para com o Brasil.

Acho que os burocratas de Nova York deve buscar questões mais importantes para se preocupar. Ademais, uma organização que já foi um seleto clube de ditaduras não tem que se meter por aqui. A Lei de Anistia é um aspecto importante da redemocratização do Brasil, com uma abertura lenta, gradual e progressiva. É isso que precisam aprender da nossa história.

ONU pede para Brasil levar à frente denúncia contra Curió

Coronel é acusado de cinco sequestros na região do Araguaia durante a ditadura militar

O Globo, Juliana Castro, Bruno Góes, Publicado:16/03/12 – 9h43

RIO – A Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra divulgou na manhã desta sexta-feira um comunicado em que pede que o Judiciário Brasileiro leve à frente a denúncia do Ministério Público Federal contra o coronel Sebastião Curió Rodrigues de Moura por cinco sequestros na região do Araguaia, durante o período da ditadura militar. Continuar lendo

Vinte anos dos atentados contra a embaixada israelense em Buenos Aires

Neste fim-de-semana, lembra-se, com tristeza, o aniversário de 20 anos do atentado contra a embaixada israelense em Buenos Aires. Foi o maior ato terrorista no continente até então. E ocorreu, bom lembrar, aqui ao lado, no país vizinho, no país irmão.

Passadas duas décadas, os culpados ainda não foram encontrados nem punidos. Dicilmente o serão. Há suspeitas sobre a extremistas islâmicos, e mesmo homens que ocupam posições importantes em países do Oriente Médio.

Além do lamento pelos mortos e feridos, o atentado de 17 de março de 1992 serve para lembrar que o terrorismo é algo mais próximo do que muitos queiram imaginar, admitir. Aconteceu, repito, muito perto de nós.

Ao ocupar posição de maior destaque internacional, o Brasil se torna alvo. Teremos aqui grandes eventos nos próximos anos e, como lembro sempre, ainda que não sejamos alvo, receberemos delegações e turistas de países que o são. Será que precisamos esperar que aconteça algo semelhante ao fatídico evento de 17 de marçco de 1992 para agirmos?

Una gran herida que no cicatrizó

Por Alberto Amato, Especial para Clarin

Memoria – 17/03/12

Otra vez el horror, no.

A las 14.45 del 17 de marzo de 1992, cuando estalló la Embajada de Israel el país parecía lamer sus heridas, las viejas y las nuevas, en uno de esos raros momentos de paz que siguen a las catástrofes.

Había superado apenas la revelación de los crímenes de la dictadura luego del juicio a las juntas militares en 1985; intentaba borrar de la memoria los alzamientos carapintadas de 1987 y 1988, que llenaron al país de sangre y de ridículo; había padecido el ataque guerrillero al Regimiento 3 de La Tablada en enero de 1989 y había asistido, atónito y aturdido, a la debacle del gobierno de Alfonsín, a la hiperinflación y a los saqueos; había confiado en Carlos Menem y en su slogan facilongo y efectivo, “Síganme, no los voy a defraudar”, con las ansias de sosiego de un boxeador contra las cuerdas; había soportado, otra vez, una hiperinflación y un congelamiento de depósitos en enero de 1990 y disfrutaba ahora de un oasis en el desierto de su desesperación: la convertibilidad, consagrada por el ministro de Economía Domingo Cavallo, había sofrenado al monstruo de la inflación. Continuar lendo