A queda do Muba

Chegou o fim-de-semana! A imprensa brasileira agradece pelas notícias que chegam do Egito! Se os protestos continuarem a pauta de sábado e domingo está garantida! Agora, se Mubarak cai no domingo… bom, segunda-feira teremos aquela retrospectiva sobre “o ditador do Egito”, com sua biografia, ascensão depois da morte de Sadat e o colapso de sua autoridade sob os protestos pela “democracia”! Não sei se isso é de conhecimento geral, mas todos esses grandes veículos televisivos têm uma equipe que passa o tempo preparando matérias com biografias de autoridades ou celebridades para quando morrerem ou saírem do poder! Isso é que é profissionalismo!
Bom, quando o velho Muba (intimidade forçaaaaaaada, diz o leitor) cair, o que preocupa é quem tomará seu lugar… Não parece que a democracia nos padrões ocidentais seja uma forte alternativa para aquela região. E o risco do fundamentalismo sempre deve ser considerado. De toda maneira, o Egito é uma potência regional, de grande relevância para a geopolítica da África do Norte e do Oriente Médio. Se não cair em uma guerra civil, alternativas são uma democracia mais ocidentalizada (como a Turquia – laica, por sinal) ou um regime autoritário fundamentalista (ao estilo iraniano do Armadinejahd – ou como costumo carinhosamente chamar, Armandinho, o taxista novaiorquino).

  

 Há muitos motivos para Israel se preocupar, pois ficará entre o Hisbollah, a Síria, o Irã e um Egito com tendência antagônica. O fogo está chegando ao barril de pólvora…

Uma resposta em “A queda do Muba

  1. Os jornalistas estão falando muito na Irmandade Muçulmana mas atualmente no Egito o grupo mais preocupante é o dos Salafistas já que a Irmandade tem adotado posições mais moderadas. No entanto desta vez, se os militares forem espertos, vão “sair” o Mubarak e colocar no poder um deles que seja menos polêmico. O Egito teria tudo para ser tornar uma Turquia, já que o papel do exército é muito semelhante entre os dois países. E como a maioria de seus muçulmanos tb é sunita, pode contrabalançar o Irã e não se aliar a ele. Mas realmente é difícil de adivinhar, a estas alturas, como as coisas vão ficar.

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