Presos no (de)gelo

article-2531159-1A5767C300000578-22_634x415E já que se falou no frio do Ártico, segue comentário de Rodrigo Constantino sobre a situação dos cientistas na Antártica que ficaram presos no gelo quando iam estudar os efeitos do aquecimento global na região… E tudo isso aconteceu durante o verão antártico! Os pesquisadores passam bem (a não ser talvez por algum dano ao ego).

Não sou conhecedor dessas questões de aquecimento global. A única coisa que sei é que não há consenso a respeito. Já vi estudos, inclusive, que contestam que a temperatura do planeta estaria aumentando fora dos padrões naturais. Sinceramente, não sei… Mas que tem muita gente na Sibéria e no Canadá feliz com as novas fronteiras que poderão surgir para a agricultura com o tal do aquecimento global, ah isso tem!

02/01/2014 – Veja –Ciência e Tecnologia

Cientistas tentam provar aquecimento global e acabam presos na geleira do Antártico

Nada como a ironia do destino, ou como os duros fatos da realidade para derrubar, na prática, as teorias. Um time liderado pelo cientista Chris Turney estava tentando documentar as “mudanças climáticas” no Antártico, na expectativa de mostrar o derretimento das geleiras. Essa era sua previsão documentada em entrevistas.

Seu navio, MV Akademik Schokalskiyacabou preso nas geleiras do polo, com espessura bem maior do que a esperada. Tiveram que pedir resgate às 5 horas da madrugada do dia de Natal, após ficarem presos no gelo. O navio Aurora Australis, para a retaguarda do grupo, tampouco conseguiu atravessar a barreira de gelo.

Eis o resumo da história: cientistas partem para o Antártico em busca de evidências do derretimento de geleiras e acabam sendo forçados a abandonar a expedição… pois ficaram presos em enormes geleiras! Algo incomum nessa época do ano.

Por essas e outras que eu digo: não seria melhor se os ambientalistas deixassem o complexo fenômeno climático um pouco de lado e tentassem cuidar da poluição das praias, algo bem mais concreto, especialmente nas viradas de ano?

Ano Novo

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Frio e Solidão

poustozersk468Matéria da Gazeta Russa sobre uma cidade daquele país, localizada no Ártico e fundada um anos antes do descobrimento do Brasil, mas que acabou abandonada no século XX. Interessante como o homem consegue chegar a lugares inóspitos e ali se estabelecer para, algum tempo depois, ver tudo se esvair não pela força da natureza, mas pelo retrocesso econômico. Sim, a vida é efêmera! Achei curioso!

Cidade fantasma no Ártico atrai visitantes por sua história

2/01/2014 Semion Kvachá, especial para a Gazeta Russa

Pustozersk foi fundada em 1499 por ordem do Grão-Duque Ivan III para consolidar a presença do Ducado de Moscou nas recém-conquistadas terras de Nóvgorod e garantir a segurança da circulação de pessoas e mercadorias pela rota comercial ártica, uma vez que os outros caminhos para a Sibéria eram controlados pelos tártaros.

Fundada no final do século 15, a cidade ártica russa de Pustozersk foi completamente abandonada em meados do século 20. Ao local só se chega de barco ou de bicicleta no verão, sempre curto, e de moto de neve no inverno, muito longo. Mesmo assim, o local é digno de visita.

Narian-Mar é a capital da Região Autônoma de Nenents, uma unidade transpolar da Federação Russa. A região é coberta pela tundra (um tipo de vegetação rasteira típica de regiões polares), rica em petróleo e tem cerca de 40 mil habitantes, dos quais cerca de 7.000 de origem nenets (povo autóctone nômade). Desses, cerca de 1.000 vivem na tundra sustentados por rebanhos de rena, acampando em tendas construídas com varas e peles de animais. Os nenets preferem contornar Pustozersk. Não gostam do local.

A cidade foi abandonada há 50 anos. A última moradora deixou o local no início dos anos 1960. Desmontou sua casa de madeira para transportá-la rio abaixo e remontá-la na aldeia de Ustie. Como resultado, a cidade foi retirada da lista de aglomerados populacionais e teve sua história de quase 500 anos acabada. Continuar lendo