Visita de Obama ao Brasil: entrevista ao Congresso em Foco

Achei muito valiosa essa passagam de Barack Obama pelo Brasil. Segue entrevista nossa ao Congresso em Foco, onde há uma síntese de minha percepção disso tudo… Claro que ainda postarei alguns comentários a respeito do tema, mas a matéria a seguir retrata bem minha percepção.

Uma coisa que faltou dizer… ninguém merece os “protestos contra o Presidente dos EUA” na Cinelândia, particularmente os dos partidecos, sindicatos e movimentos sociais… Ô povo chato!

Tudo bem, nada contra a liberdade de expressão. Mas que esse pessoal anacrônico é sem noção, ah isso é! Não tenho paciência para isso…

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=36438

20/03/2011 – 19h48

Brasil evolui de patamar com Obama, diz especialista

Professor de Relações Internacionais valoriza o fato de o presidente norte-americano ter insistido na visita ao país quando há um conflito em curso no Oriente Médio. Para o acadêmico, gesto reflete a importância da parceria entre as duas nações. Continuar lendo

A intervenção na Líbia e a Rússia

Só para registrar… acompanhando como os russos estão vendo isso tudo. Ok, pode ser que o urso não se mova nesse jogo, mas é bom ficar de olho… Alguma coisa Moscou vai ganhar por essa conduta.

Bom lembrar que eles se abstiveram à intervenção. Hoje, domingo, o Ministro das Relações Exteriores russo já conclamou os ocidentais a suspenderem o uso indiscriminado da força contra as tropas de Kadafi.

Esperando a nota de amanhã do Kremlin…

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Começou a intervenção na Líbia… E agora?

Demorei a atualizar o site, mas vamos aos comentários de hoje.

Sobre a situação na Líbia, agora foi!

Como já havia comentado, os aliados ocidentais, sobretudo o Sarkozy, não tinham alternativa a não ser intervir.

No caso particular de Sarkô, o único desdobramento possível é a queda de Kadafi. Se o Cauby de Trípoli permanecer no poder, o marido da Carla Bruni estará em péssimos lençóis em casa e desacreditado perante seus pares. Então, não tem jeito: ataque às forças de Kadafi e apoio ao Levante, essa é a única saída aos franceses.

O problema nisso tudo é que a guerra, qualquer que seja ela, tem a característica essencial da imprevisibilidade. Sobre a guerra, os antigos já ensinavam que “você sabe quando ela começa, mas não quando nem como terminará…”.

Há sempre o risco da Líbia virar um novo Iraque, ou um Iraque francês… E olha que os franceses têm um vasto histórico de derrotas no último século… Il faut rappeler Dîen Bien Phu!

Não acredito em intervenção por terra com tropas estadunidenses, ao menos não por enquanto. Obama não me parece que vai querer se arriscar em um novo Iraque.

Kadafi também só tem uma alternativa: permanecer no poder.

Bom lembrar também que russos e chineses, que se abstiveram no Conselho de Segurança, estão de olho nisso tudo…

Continuamos acompanhando os acontecimentos…


Matéria do G1: http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2011/03/primeiros-ataques-aliados-atingiram-22-alvos-na-libia-dizem-eua.html Continuar lendo

Eu quero ter um milhão de amigos…

Lembrei-me de um provérbio russo: “mais vale ter amigos que tesouros acumulados”…

Quem pode, pode...

 

Só não entendi aquela fotografia esquisita grudada no peito dele...

 

Compañeros!

Imagem bonita de união entre os povos…

Encontrei esta imagem… Achei tão simbólica que resolvi postá-la, sem maiores comentários…

Quem consegue viver sem amigos?

França ameaça atacar Kadafi… E tem alternativa?

O Sarkô se viu diante do que poderíamos chamar de “sinuca de bico”: foi um dos primeiros líderes a se pronunciar contra o regime de Kadafi, logo que o Levante chegou à Líbia; retirou seu embaixador de Trípoli e reconheceu as lideranças rebeledes; e encabeçou a Resolução do Conselho de Segurança da ONU que autoriza o uso da força contra Kadafi… Enquanto o Levante estava vencendo, tudo parecia bem. Agora que as forças leais ao coronel-apreciador-de-música-pop-ocidental estão virando o jogo, a França terá que agir.

De fato, o Governo francês não tem alternativa… necessita que Kadafi deixe o poder. Se o clone do Cauby continuar a mandar na Líbia, a França terá um grande problema de política externa, em uma região muito sensível para os interesses franceses. Daí a justificativa para um eventual recurso à força…

Por enquanto, os franceses se restringiriam a ataques aéreos… sei não, mas acho que quando o primeiro avião francês cair (sendo abatido ou por “problemas técnico-operacionais”), a popularidade do marido de Carla Bruni vai cair mais que Rafale no Mediterrâneo…

Enquanto isso, a sexta foi marcada por manifestações e confrontos em vários países árabes, tendo chegado à Síria. O Levante não acabou… Continuar lendo

Líbia: suspensão das operações militares contra o Levante

A coisa virou novamente… Mas agora não há justificativa para uma ação militar ocidental, né? Kadafi estaria ganhando tempo? Ou a suspensão dos ataques aos rebeldes é só para inglês ver (literalmente)?

BBC – B R A S I L
Atualizado em  18 de março, 2011 – 10:22 (Brasília) 13:22 GMT.

Líbia anuncia suspensão de operações militares contra oposicionistas

O governo da Líbia anunciou nesta sexta-feira a suspensão imediata de sua ofensiva militar contra os oponentes do regime do líder Muamar Khadafi.

O ministro do Exterior líbio, Moussa Koussa, disse que a medida foi tomada para proteger civis, de acordo com a resolução tomada pelo Conselho de Segurança da ONU na noite da última quinta-feira, que aprovou uma zona de exclusão aérea no país.

“Decidimos por um cessar-fogo imediato e uma imediata paralisação de todas as operações militares”, disse o ministro a jornalistas.

Na quinta-feira, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que estabelece uma zona de exclusão aérea na Líbia e autoriza “todas as medidas necessárias” para “proteger civis e áreas habitadas por civis” de ataques das forças do coronel Khadafi. Continuar lendo

Yankees, Welcome!

Artigo nosso publicado no Inforel.

Yankees, Welcome!

Joanisval Brito Gonçalves*, 18/03/2011 – 14h48

É grande a expectativa em torno da visita ao Brasil do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Fala-se no aumento da cooperação nas áreas econômica, energética, de segurança e, também, em matéria de meio ambiente, educação e cultura. Com a agenda a ser divulgada apenas no último momento, há especulações das mais diversas, até mesmo sobre o fim da exigência de vistos de turismo e negócios para cidadãos dos dois países. Entretanto, mais que todos esses aspectos práticos da viagem de Obama, é importante que se perceba o caráter simbólico dessa visita.

A decisão do Presidente dos Estados Unidos de, ao visitar a América do Sul, eleger Brasil e Chile como destino, envolve mais que grandes acordos econômicos ou energéticos. Especificamente, no caso Brasil, é sinal da importância crescente do País não só em termos regionais, mas, sobretudo, globais. Também evidencia o interesse de aproximação entre duas grandes economias, países com valores coincidentes e parceiros que têm muito a ganhar retomando laços tradicionais.

O Brasil que Obama encontrará é muito diferente daquele com que seus antecessores se depararam quando aqui estiveram. Já somos a sétima economia do planeta, nossa democracia está consolidada, uma classe média se estrutura e ganha força, assim como melhoram as condições gerais de vida da população, aumentando sua capacidade de consumo. O País também se mostra mais aberto ao mercado externo e, portanto, atraente parceiro comercial: de fato, o comércio de mão dupla entre Brasil e Estados Unidos mais que dobrou na última década, chegando a US$ 80 bilhões em 2010, e somente no referido ano, as exportações estadunidenses para o Brasil cresceram 35% em relação a 2009. Outro dado importante: nossas exportações para lá incluem commodities, mas também bens de valor agregado, como aviões e peças. Empresas brasileiras estão presentes no mercado estadunidense. E o Brasil já é o décimo parceiro comercial da Superpotência, com infinitas possibilidades de parceria e cooperação nos mais distintos setores que não podem ser descartadas. Certamente, Obama tratará desses assuntos em sua vinda ao Brasil.

Não obstante, repita-se, se nada disso fosse tratado, a visita de Barack Obama ao Brasil já seria de importância capital por seu simbolismo. O evento demonstra o interesse dos estadunidenses em tratar o Brasil em nova relação, como parceiro. Ainda que condições de igualdade sejam difíceis, ao menos as relações entre Brasil e Estados Unidos passam a se constituir como relações entre potências mundiais, e não mais sob uma ótica regional. Note-se que é no Chile, outro parceiro importante para os estadunidenses na América Latina, onde Obama anunciará sua política para a região. A política externa para o Brasil não será a mesma para o restante do subcontinente, o que é natural. Em outras palavras, com o Brasil a conversa é distinta, exatamente devido às novas dimensões de nosso país.

Passa da hora de reatarem-se os laços entre Brasil e Estados Unidos, as duas principais economias das Américas. Passa da hora desses países, com muito mais semelhanças que diferenças, com valores compartilhados, e grandes possibilidades de cooperação, fomentarem uma relação mais harmônica e produtiva. O discurso “yankees, go home!” é anacrônico e sem sentido para o Brasil de hoje. Nada o justifica, sobretudo porque país nenhum do mundo tem condições de submeter o Brasil a uma política imperialista. A idéia agora deve ser de aproximação com os Estados Unidos e qualquer outra Potência que queira nos tratar com o devido respeito: “yankees, welcome!”.

* Joanisval Brito Gonçalves. Os conceitos e opiniões aqui emitidos são exclusivamente do autor e não refletem necessariamente as posições de entidades às quais esteja eventualmente vinculado. E-mail para contato: joanisval@gmail.com. Website: www.joanisval.com.

Medidas do Conselho de Segurança contra a Líbia

Direto do UN News Centre… Resta saber se a medida terá alguma efetividade, em um momento em que as forças de Kadafi estão vencendo os rebeldes e retomando o controle do país.

Benghazi pode cair em breve. Se isso acontecer, Kadafi venceu. As lideranças rebeldes terão sido aniquiladas, o Levante fracassado e o mundo vai encarar um Kadafi ressentido e disposto a se vingar de quem considere inimigos.

Parece que a manifestação da comunidade internacional por meio dessa Resolução do Conselho de Segurança vem tardia e desesperadamente. Questiono a efetividade da iniciativa.

Em tempo: dos 15 membros do Conselho, dez votaram a favor e cinco se abstiveram. E as abstenções foram de países importantes como Rússia, China (ambas com poder de veto e assento permanente), Alemanha e Índia, além do Brasil. Esse é um dado que não pode ser desconsiderado.

Indago se as potências vão realmente usar a força militar contra a Líbia… Não me parece muito lógico, muito menos com a participação dos Estados Unidos. Os estadunidenses não teriam condições (ou, melhor dizendo, disposição) para abrir mais uma frente depois do Afeganistão e do Iraque.

No Afeganistão, as forças da OTAN comandadas pelos EUA estão longe de um desfechos no confrontos. E o Iraque ainda não foi desocupado…

Será que alguém acha realmente que os EUA iriam mandar tropas para a Líbia e abrir uma nova frente, um novo Iraque? Será que a opinião pública americana compraria essa causa? Será que o Presidente Obama (que está com baixos índices de popularidade) ousaria se arriscar em um empreitada no Norte da África? Sinceramente, não estou seguro de que a Líbia vale tanto assim para as potências ocidentais.

De toda maneira, se ocorrer uma remota hipótese de intervenção armada por parte de uma coalizão da ONU (e, nesse caso, será comandada pelos EUA e não contará com efetivos russos, chineses, alemães, indianos ou brasileiros), não se poderá parar até a derrubada de Kadafi (exatamente como ocorreu com Saddam Hussein).

Só que a intervenção não seria fácil, ainda mais agora que as forças do Governo estão com o moral mais elevado. E, claro, Kadafi não parece estar muito disposto a largar o osso…

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Kadafi vencendo o Levante…

Pois é… Pelo visto, parece que as forças leais ao Muamar estão virando o jogo e vencendo os rebeldes… Isso acontecendo será tremendamente danoso para o Levante.

As lideranças rebeldes serão eliminadas. E o regime deve endurecer mais ainda. Kadafi não parece que será condescendente para com seus adversários na Líbia. E as populações das áreas que se rebelaram também pagarão…

Imagino como ficará a Líbia no cenário internacional. O país, que havia passado por uma distensão com as potências ocidentais, certamente terá a uma relação mais difícil com o restante do mundo (inclusive com os países árabes) depois que acabar a guerra civil, e muitos defenderão o isolamento da Líbia.

Não será fácil a Kadafi manter-se no poder. De fato, a única forma de o cross-dressing de Trípoli governar a Líbia a partir de agora será endurecendo ainda mais o regime, aniquilando completamente a oposição e arranjando um inimigo externo para responsabilizar por todos os males que afligem seu povo. Continuamos acompanhando essa história… Continuar lendo

Brasil-EUA: parceria estratégica

Já passa da hora de fortalecermos mais ainda os laços com a maior potência mundial. Nada de americanofobia ou americanofilia, mas uma relação de respeito mútuo entre duas grandes nações do Hemisfério.

Os EUA são tradicionalmente um parceiro fundamental do Brasil. São consumidores de bens com valor agregado por nós produzidos. Gostem seus críticos ou não, são “a” liderança mundial (só lamento o fato de serem uma República presidencialista, mas, como sempre digo, é o lugar onde o presidencialismo deu certo e funciona – na minha modesta opinião, exatamento porque foi criado lá). Qualquer iniciativa refratária a uma aproximação com os estadunidenses seria muito mais prejudicial ao Brasil. Continuar lendo

Curso Relações Internacionais e Poder Legislativo

Caríssimas e caríssimos,

Informo que estão abertas as inscrições para o nosso curso presencial Relações Internacionais e Poder Legislativo, oferecido pelo Instituto Legislativo Brasileiro. Trata-se de curso introdutório, que tem por objetivo apresentar aspectos teóricos e histórico de Relações Internacionais, de modo a capacitar os alunos a um melhor entendimento de grandes questões da agenda internacional contemporânea.

O curso é oferecido para servidores dos três Poderes das três esferas e de outros órgãos e agências que tenham convênio com o ILB. Havendo disponibilidade de vagas, particulares também podem se inscrever.

Para maiores informações sobre o curso e para fazer a inscrição, clique aqui.

 

Número de mortes no terremoto no Japão ultrapassa 3.000

Como lembrou um amigo há pouco, com a estrutura que tem o Japão para fazer frente a catástrofes, uma calamidade que consiga causar 3.000 mortos no Império do Sol Nascente teria acabado com a população inteira de países como Haiti. Faz sentido…

Número de mortes no terremoto no Japão chega a 3.373

Tóquio, 15 mar (EFE).- Pelo menos 3.373 pessoas morreram e 7.558 estão desaparecidas por consequência do impacto do terremoto que atingiu o nordeste do Japão na sexta-feira passada, conforme a última apuração publicada nesta terça-feira pela Polícia japonesa.

O número final de vítimas pode ainda aumentar em alguns municípios das províncias mais afetadas, Iwate, Miyagi e Fukushima, onde ainda há milhares de pessoas desaparecidas.

Cerca de 100 mil soldados japoneses, apoiados por voluntários estrangeiros especialistas em resgate, continuam procurando na zona devastada em busca de sobreviventes debaixo dos escombros e arrastados mar adentro por uma onda gigante que alcançou 10 metros de altura.

O Governo japonês informou nesta terça-feira que resgatou 25 mil pessoas depois do terremoto de 8,9 graus na escala Richter, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).

Mais de 500 mil pessoas evacuadas vivem agora em 2,5 mil refúgios temporários, muitos dos quais não têm água potável nem energia elétrica. EFE

 

Pesadelo Nuclear chega a Tóquio

Fukushima fica a 250 km da capital do Japão. Nessas horas, só lembro que Angra está entre o Rio e São Paulo…

Medo de radiação causa pânico e provoca fuga de Tóquio

Reuters
Por Jason Szep e Terril Yue Jones | Reuters – ter, 15 de mar de 2011 12:04 BRT

TÓQUIO (Reuters) – Várias pessoas deixaram Tóquio nesta terça-feira e moradores permaneceram dentro de suas casas em meio a temores de que a radiação de uma usina nuclear atingida pelo terremoto de sexta-feira afete uma das maiores e mais densamente povoadas cidades do mundo.

Apesar das garantias do governo municipal de que os baixos níveis de radioatividade detectados até o momento na capital japonesa “não são um problema”, moradores e turistas decidiram que permanecer na cidade era simplesmente arriscado demais. Continuar lendo

Pesadelo Nuclear em Fukushima

Seqüência de imagens da explosão em Fukushima.

As notícias são desencontradas, mas parece que realmente há o risco de um desastre nuclear maior. De fato, atualizando a ninformação do El País, o acidente já chegou ao nível 6 (em uma escala em que Chernobyl foi 7). Quando as comedidas autoridades japonesas começam a afirmar que a situação está “alarmante” é porque a coisa está preta.

Muito complicado conter o vazamento de radiação na usina. Até a Sétima Frota dos EUA teve que recuar…

Impressionantes as imagens da explosão do segundo reator: http://eskup.elpais.com/1300148217-2af16181f9f76871d024d4063b49e43c

Vale lembrar que mais de 300 tremores já aconteceram desde o grande de sexta-feira e que o risco de novos terremotos (e tsunamis) é real. Continuar lendo

Debate interessante no NY Times sobre a estabilidade da Arábia Saudita

Deu no NY Times! O jornal estadunidense traz uma discussão interessante sobre a situação na Arábia Saudita. Será que aquela monarquia absolutista resistirá ao Levante? A família Saud (veja que o país tem o nome da família que o governa – governa literalmente, com seus milhares de príncipes nos postos-chaves) vai abrir mão de seu controle absoluto do Estado em favor de um regime mais democrático? E como ficam os aliados dos sauditas, como os EUA?

A mídia brasileira carece de espaços como esse…

Vale a pena conferir: http://www.nytimes.com/roomfordebate/2011/03/14/how-stable-is-saudi-arabia?ref=middleeast Continuar lendo

Tropas do Conselho de Cooperação do Golfo entram no Barein

Estive impossibilitado de atualizar o site no fim-de-semana. Peço desculpas por isso. Vamos a algumas notícias, então.

Apesar das atenções estarem (justificadamente) no Japão (minha solidariedade aos japoneses) e na Líbia (as forças de Kadafi parecem estar virando o jogo, o que não será bom para ninguém a não ser para o próprio Kadafi), convém lembrar que o Levante continua acontecendo no mundo islâmico.

Esta notícia sobre o Barein é importante, pois o país, estrategicamente localizado, é a sede da Quinta Frota dos EUA. Lembrando que o problema lá de uma grande maioria xiita (sob certa influência de Teerã) governada por uma minoria sunita.Mas ninguém por aqui fala do Barein… Continuar lendo

Japão: risco nuclear

Reator 1 da usina nuclear de Fukushima fica a 250 quilômetros ao norte de Tóquio (Kim Kyung Hoon - Reuters)

Já passam de 1.700 mortos e desaparecidos na tragédia japonesa. Por mais pesar que esses números causem, é importante lembrar que é uma cifra baixa diante da gravidade dos eventos. Mérito do povo japonês, que tem em suas veias correndo a disciplina, organização, planejamento, preparo e noção de coletividade.

O perigo agora, além de novo terremoto e tsunami, é o de acidente nuclear… Continuar lendo

A Tragédia no Japão e o (des)preparo de Pindorama

Japão 2011 - Terremoto e tsunami - previsíveis, mas inevitáveis...

Além do pesar pelas vítimas da tragédia e de nos solidarizarmos com o povo japonês, esses terríveis acontecimentos no Império do Sol Nascente nos fazem pensar no despreparo aqui em Pindorama frente a grandes tragédias… Ok, país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza… Não temos vulcões ativos, furacões nem terremotos (ainda que meus amigos do Rio Grande do Norte insistam que não é bem assim)… Mas temos nossas enchentes e desmoronamentos de encostas… nesses casos, todos eventos previsíveis e, de certa forma, controláveis… Mas as mortes por aqui são a única certeza.

Os japoneses se mostraram (como era de se esperar) tremendamente preparados para enfrentar catástrofes. O problema ali é que, realmente, o terremoto e a tsunami que o sucedeu foram muito intensos. É exatamente o inverso do cenário por aqui.

Região Serrana do Rio, 2011 - enchentes e desmoronamentos: evitáveis, mas não previstas...

Em Pindorama, não temos que nos preocupar com desastres naturais das proporções dos ocorridos no Japão. Nossos terremotos e nossas tsunamis estão relacionados à má administração dos recursos públicos, à falta de planejamento e ao descaso das autoridades para com os interesses gerais. E essas catástrofes também matam e causam graves prejuízos…

Tudo bem, diriam alguns… mas é o Japão, não é? Terceira economia do globo, índices de desenvolvimento sociais altíssimos… Bom, aqui no Hemisfério Ocidental tivemos dois casos marcantes no ano passado, os terremotos do Haiti e do Chile. Não preciso comentar a tragédia haitiana (onde, inclusive, perdi dois amigos). Mas vale lembrar a eficiência com que os chilenos lidaram com a catástrofe por lá. Eu estava em Santiago quando ocorreu o terremoto do Haiti e lá, conversando com os amigos, percebi como os chilenos estavam preparados para um evento cuja única certeza é que iria acontecer. Resta saber por aqui se em Pindorama estamos mais para Haiti do que para Chile e Japão. Deus nos ajude!

Imagens da tragédia no Japão: http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/terremoto-no-japao/

Cobertura: http://topicos.estadao.com.br/terremoto

 

Terrorismo Internacional: sete anos dos atentados de Madri

Já se passaram sete anos… Mas, para muitos madrilenhos, o 11 de março de 2004 ainda é uma lembrança recente. Segue o link com a cobertura do El País sobre aqueles acontecimentos nefastos. Nada, absolutamente nada justifica o terrorismo (seja de Estado, seja de organizações não-estatais). Na verdade, trata-se de ameaça que tem que ser combatida e neutralizada sem tergiversação.

Preocupa o fato do Brasil estar completamente despreparado para lidar de maneira eficiente, eficaz e efetiva com essa ameaça. Ilusória a idéia de que isso nunca vai acontecer por aqui. É só uma questão de tempo, pouco ou muito tempo…

De toda maneira, grandes eventos ocorrerão nos próximos anos. Se os brasileiros não são alvo, como digo sempre em minhas aulas, virão delegações de países que são alvo. Virá público de países que são alvo. É importante que estejamos preparados. Não acontecendo nada, ótimo. Fizemos a nossa parte.

Eis o link para a cobertura: http://www.elpais.com/todo-sobre/tema/matanza/11-M/122/