Começou a intervenção na Líbia… E agora?

Demorei a atualizar o site, mas vamos aos comentários de hoje.

Sobre a situação na Líbia, agora foi!

Como já havia comentado, os aliados ocidentais, sobretudo o Sarkozy, não tinham alternativa a não ser intervir.

No caso particular de Sarkô, o único desdobramento possível é a queda de Kadafi. Se o Cauby de Trípoli permanecer no poder, o marido da Carla Bruni estará em péssimos lençóis em casa e desacreditado perante seus pares. Então, não tem jeito: ataque às forças de Kadafi e apoio ao Levante, essa é a única saída aos franceses.

O problema nisso tudo é que a guerra, qualquer que seja ela, tem a característica essencial da imprevisibilidade. Sobre a guerra, os antigos já ensinavam que “você sabe quando ela começa, mas não quando nem como terminará…”.

Há sempre o risco da Líbia virar um novo Iraque, ou um Iraque francês… E olha que os franceses têm um vasto histórico de derrotas no último século… Il faut rappeler Dîen Bien Phu!

Não acredito em intervenção por terra com tropas estadunidenses, ao menos não por enquanto. Obama não me parece que vai querer se arriscar em um novo Iraque.

Kadafi também só tem uma alternativa: permanecer no poder.

Bom lembrar também que russos e chineses, que se abstiveram no Conselho de Segurança, estão de olho nisso tudo…

Continuamos acompanhando os acontecimentos…


Matéria do G1: http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2011/03/primeiros-ataques-aliados-atingiram-22-alvos-na-libia-dizem-eua.html

Primeiros ataques aliados atingiram 20 de 22 alvos na Líbia, dizem EUA

Zona de exclusão aérea autorizada pela ONU foi instalada, diz Pentágono.
Ataques às forças do ditador Muammar Kadhafi continuam neste domingo.

Do G1, com agências internacionais

Os primeiros bombardeios aliados naLíbia atingiram 20 alvos no sábado à noite, informou neste domingo (20) o capitão da operação, James Stockman, porta-voz do Comando dos Estados Unidos na África, com base em Suttgart, Alemanha.

“Um total de 20 alvos foram atingidos e outros dois estão sendo analisados”, declarou o porta-voz do quartel geral americano encarregado da coordenação das operações aliadas contra a Líbia, que completou que foram atacados “sistemas-chave da defesa antiaérea e mísseis SAM perto de Trípoli (capital), Misrata e Sirte”.

(Inicialmente, o G1 informou, erradamente, que 22 alvos foram atingidos; a informação foi corrigida às 13h04.)

O almirante Michael Mullen explicou, por sua vez, que a primeira fase dos bombardeios teve “êxito” e permitiu “instaurar uma zona de exclusão aérea”, conforme pedido pela resolução da ONU contra o regime do ditador Muammar Kadhafi. Eles também interromperam os avanços de Kadhafi em Benghazi, cidade do país que serve de sede dos rebeldes, e removeram as defesas anti-aéreas do governo.

Rebelde líbio observa veículos das forças pró-Kadhafi queimando após ataque aéreo da coalizão, na estrada entre Benghazi e Ajdabiyah, neste domingo (20). (Foto: Reuters)Rebelde líbio observa veículos das forças pró-Kadhafi queimando após ataque aéreo da coalizão, na estrada entre Benghazi e Ajdabiyah, neste domingo (20). (Foto: Reuters)

Mullen também disse que aviões do Qatar estão se movendo em posição para posições próximas á Líbia para participar da operação militar ocidental.

O militar também negou que a operação tenha necessariamente o objetivo de derrubar Kadhafi. O objetivo imediato, segundo ele, é proteger os civis com uma zona de exclusão aérea.

Ele afirmou que não há prazo para terminar a operação contra as tropas de Kadhafi.

A coalizão retomou neste domingo (20) os ataques ao território líbio.

Ao menos 19 aviões americanos, entre eles três bombardeiros furtivos B2 (“Stealth bomber”), atacaram alvos na Líbia neste domingo pelo amanhecer, declarou à France Presse Kenneth Fidler, um porta-voz do Comando África dos Estados Unidos (Africom) em Stuttgart, Alemanha.

As operações aéreas francesas também continuavam, segundo uma fonte militar.

Dezenas de veículos militares do líder líbio, entre eles tanques, foram destruídos neste domingo por bombardeios aéreos no oeste de Benghazi, reduto dos insurgentes, segundo jornalistas da France Presse e rebeldes.

O ministro britânico das Finanças, George Osbone, afirmou que “foram tomadas todas as precauções” para evitar vítimas civis durante os bombardeios.

O secretário-geral da Liga Árabe, o egípcio Amr Mussa, criticou os bombardeios da coalizão internacional contra a Líbia, considerando que se afastam do “objetivo de impor uma zona de exclusão aérea”.

A resolução da ONU exige fim dos ataques contra civis, impõe uma zona de exclusão aérea na Líbia, e permite ataques para que as tropas pró-Kadhafi cessem sua repressão, que deixou centenas de mortos e levou em torno de 300 mil pessoas a fugir do país desde 15 de fevereiro.

Kadhafi
Na segunda mensagem de áudio desde o início do ataque, Kadhafi voltou a falar que não vai se entregar.

“Nós somos os vitoriosos, vocês, os vencidos. Jamais abandonaremos o campo de batalha, pois defendemos nossa terra e nossa dignidade”, assegurou Kadhafi.

O líder líbio previu também uma “longa guerra”, e assegurou que “todo o povo está armado” e “vencerá”.

Mapa localiza ataques da coalizão internacional na Líbia (Foto: Arte/G1)

coalizao força bélica (Foto: Arte G1)