“Eu ponto eu” (e não é eu de Europa)

Será que temos realmente uma nova revolução em curso na internet? Não sei dizer e não entendo do assunto, mas achei a notícia interessante e resolvi publicar. Alguém se habilita?

Internet revolution dawns with .yournamehere domains

Reuters – 12JAN2012 

LONDON (Reuters) – A quiet Internet revolution begins on Thursday. Organizations can begin applying to name and run their own domains instead of entrusting them to the operators of .com, .org, .gov and others.

Up to 2,000 applications are expected to be made to ICANN, the body that oversees the Internet’s naming system for so-called “top-level” international domains. The window to grab some virtual real estate will close in three months’ time, probably for years. Continuar lendo

A influência dos piratas na economia da Somália

Matéria interessante da BBC referente a um estudo sobre a influência dos piratas na economia somaliana. É bom para se conhecer o outro lado da história…

Antes que alguém pergunte, já antecipo que sou terminantemente contra a pirataria ou qualquer forma de crime contra a propriedade… Isso inclui invasão de propriedades rurais produtivas ou de terrenos públicos nas cidades…

BBC – 12 January 2012

Somali piracy ‘boosts Puntland economy’

New research suggests piracy has led to widespread economic development in some parts of Somalia.

The study, published by British think-tank Chatham House, looked at detailed satellite imagery.

Regional centres have benefited from substantial investment funded by piracy, but coastal communities have missed out, the report indicates. Continuar lendo

Museu do Expedicionário – Curitiba/PR

Estive pela manhã em um ponto turístico da capital paranaense pouco conhecido da maioria dos turistas que visitam a cidade. Curitiba é pródiga em monumentos, parques, museus e locais turísticos que fazem dela uma cidade a ser conhecida pelos brasileiros que gostam/podem viajar. E são tantos sítios interessantes, que alguns (imperdíveis) acabam legados a segundo plano. O Museu do Expedicionário é um desses lugares.

Localizado na Praça do Expedicionário, no Alto da XV, esse pequeno mas intrigante museu reúne em dois andares peças das mais diversas sobre a II Guerra Mundial e a participação brasileira naquele conflito: de uniformes a armamentos, como canhões, metralhadoras e peças capturadas dos alemães. Há, inclusive, na entrada do museu, um P-47 utilizado pelo nosso 1o Grupo de Caça no conflito. Ademais, fotos, mapas e outros documentos da FEB, da FAB, de nossos pracinhas e de exércitos estrangeiros – polones, canadenses, britânicos, alemães, estadunidenses fazem do Museu do Expedicionário único no País. O acervo é rico, e dos museus militares que já visitei no Brasil, este é o melhor – recomendo também o museu do Forte de Copacabana e o Museu Aeronáutico do Campo dos Afonsos, ambos no Rio de Janeiro.

A visita ao Museu do Expedicionário é uma viagem no tempo. Por meio do que ali está exposto, é possível conhecer um pouco da vida dos homens e mulheres que viveram, lutaram e morreram no maior conflito armado da história. Também é importante pela homenagem que faz a nossos pracinhas, tão esquecidos da maioria dos brasileiros. Enfim, o museu mantém viva a memória dos que combateram na II Guerra Mundial,o que é de extrema importância neste país que tem dificuldade em cultuar verdadeiros heróis e que rende homenagem a cantores (?) de funk, jogadores de futebol e participantes de reality shows.

Para uma página com informações sobre o Museu do Expedicionário de Curitiba, clique aqui.

Tamanho do PIB

2 anos do grande terremoto do Haiti: tributo aos amigos que pereceram naquele desastre

Aconteceu há exatos dois anos. Lembro que chegava ao Chile, para uma conferência na área de Defesa e, no quarto do hotel, ao ligar a televisão, vi as notícias sobre o terremoto que acabara de acontecer. Pensei imediatamente nos amigos militares que estavam no Haiti… Claro que o lado racional se manifestou e concluí que deveriam estar bem… Afinal, seria um triste azar perder amigos em um sinistro como aquele…

No dia seguinte, pouco antes da minha apresentação, acessei a internet. Então veio a infeliz surpresa: militares brasileiros haviam perecido no terremoto sim! E entre eles, o primeiro nome da lista era o de meu caro amigo, o Coronel Emílio Carlos Torres dos Santos… Confesso que não foi fácil realizar a conferência. Emílio estava no Haiti com as forças de paz das Nações Unidas contribuindo para recuperação do país mais miserável do continente. Era um sujeito obstinado e sempre bem-humorado. Profissional competente, representava bem nossos militares. Estava no edifício do alto-comando, disseram. Quando ocorreu o terremoto, conseguiu saltar pela janela do prédio… e a parede caiu por cima dele, esmagando-o. Junto com Emílio, outros  17 militares brasileiros pereceram naquele terremoto. Estavam em missão, missão de paz.

Na semana seguinte, por ocasião da missa de sétimo dia dos mortos no terremoto, tive outra péssima notícia. Haviam identificado o corpo de mais um militar brasileiro, o Coronel João Eliseu Souza Zanin. Zanin também era um amigo. Calado, discreto, Zanin era profissional de alta competência, e o último contato que tivera com ele fora quando me havia dado a notícia que iria para um posto no exterior, aprovado em um difícil processo seletivo. O mais trágico: Zanin tinha acabado de chegar ao Haiti para uma missão de alguns dias apenas. Foi para morrer.

Na data de hoje, meu pesar pelos milhares de mortos naquele fatídico 12/01/2010 e minha homenagem aos brasileiros (e brasileira, pois Zilda Arns deve ser lembrada) que ali tombaram no cumprimento do dever. Também não posso deixar de saudar os brasileiros e brasileiras que estiveram e/ou estão no Haiti, na missão humanitária de (re)construir aquele país, especialmente nossos militares que lá se encontram. Sinto-me realmente muito honrado em conhecer alguns deles, civis e militares. Que saibam que representam muito bem o Brasil e, no caso do pessoal das Forças Armadas que lá se encontram, são o testemunho vivo do profissionalismo dos nossos militares, da grandeza dos brasileiros e do espírito solidário de nosso povo. Como disse em Halifax, em novembro último, nós nos orgulhamos muito dos homens e mulheres brasileiros que servem em missões de paz no exterior, pois cada soldado brasileiro no exterior é também um diplomata do Brasil.

Terremoto no Haiti

Por Fernando Rebouças

No dia 12 de janeiro de 2010, terça-feira, por volta das 19 horas e 50 minutos, o Haiti sofreu um terremoto de 7,0 na escala Richter. Houve temores de incidência de um tsunami na região do Caribe, que poderia atingir a República Dominicana, Cuba e Bahamas, mas logo foram negados.

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