Há 189 anos foi proclamada a independência do Brasil!
Viva Dom Pedro I!
Viva o Império do Brasil!
No dia 6 de setembro comemora-se o “dia do profissional de inteligência”. A data é referência ao Decreto n. 9.775-A, de 06/09/1946, que criou o Serviço Federal de Informações e Contra-Informações (SFICI), primeiro serviço secreto formalmente estabelecido pelo Estado brasileiro.
Apesar de instituído por Eurico Gaspar Dutra, o SFICI só foi efetivamente estrutura a partir de 1956, quando o Governo Juscelino Kubitschek enviou brasileiros aos EUA para treinamento na CIA e no FBI. Aspectos interessantes do SFICI: ele foi criado antes da CIA (estabelecida em 1947) e começou a funcionar no auge da democracia brasileira do pós-II Guerra Mundial, em um Governo considerado um dos mais democráticos de nossa história. Gosto de lembrar disso para assinalar que democracia e inteligência são plenamente compatíveis e nenhuma grande democracia pode prescindir de serviços secretos.
Apesar do pouco reconhecimento nos dias de hoje, o SFICI foi um marco da atividade de inteligência no Brasil, não só em virtude da formação de uma doutrina e de práticas adotadas até hoje, mas porque dali advieram grandes brasileiros que conduziriam o País nas décadas seguintes, como o próprio General Golbery do Couto e Silva e o Presidente João Baptista de Oliveira Figueiredo.
Passa da hora deste País dar o devido valor ao profissional de inteligência e à atividade por ele exercida.
Minha homenagem a todos os soldados do silêncio!
Mais uma prova de que no mundo da espionagem não existem anigos nem inimigos, mas sim interesses. Dois aliados tradicionalíssimos com fraturas expostas…
WASHINGTON — When Shamai K. Leibowitz, an F.B.I. translator, was sentenced to 20 months in prison last year for leaking classified information to a blogger, prosecutors revealed little about the case. They identified the blogger in court papers only as “Recipient A.” After Mr. Leibowitz pleaded guilty, even the judge said he did not know exactly what Mr. Leibowitz had disclosed.
“All I know is that it’s a serious case,” Judge Alexander Williams Jr., of United States District Court in Maryland, said at the sentencing in May 2010. “I don’t know what was divulged other than some documents, and how it compromised things, I have no idea.” Continuar lendo
Artigo excelente do NY Times indicado pelo meu amigo Alexandre A. Rocha. Como já disse em outro post, ainda demorará muito para que a China possa fazer frente ao poder militar estadunidense. Entretanto, interessante a referência ao fato de que os chineses estão vencendo a batalha sem combater e têm maneiras de abalar a hegemonia dos EUA no Pacífico. Pelo visto, o Pacífico não será mais um “lago americano”!…
NY Times -September 4, 2011 http://www.nytimes.com/2011/09/05/opinion/chinas-challenge-at-sea.html?hpPrinceton, N.J.
AMERICA’S fiscal woes are placing the country on a path of growing strategic risk in Asia.
With Democrats eager to protect social spending and Republicans anxious to avoid tax hikes, and both saying the national debt must be brought under control, we can expect sustained efforts to slash the defense budget. Over the next 10 years, cuts in planned spending could total half a trillion dollars. Even as the Pentagon saves money by pulling back from Afghanistan and Iraq, there will be fewer dollars with which to buy weapons or develop new ones. Continuar lendo
Excelente matéria sobre o problema da fome no mundo… e como tem gente ganhando muito dinheiro com isso…
Volto à minha percepção ingênua, mas continuo achando que, com o nível de progresso a que chegamos como humanidade, ninguém mais deveria passar fome neste mundo. Fome é, simplesmente, inaceitável.
Agora, sob a ótica mais realista, ainda demoraremos muito a resolver o problema da fome (se é que conseguiremos fazê-lo). Afinal, repito, tem gente que ganha muito diheiro com isso… e parte importante da população mundial que poderia tentar resolver o problema – a tal da opinião pública das democracias de Norte a Sul (inclusive nosotros) – não está realmente nem aí para o problema.
Afinal, continuamos podendo ir a nosso glorioso templo do consumo (as catedrais do século XXI, nossos shopping centers) render culto ao grande deus que guia a vida da maioria das pessoas: o Mercado.
Longe de um discurso socialista (argh, não tenho absolutamente nada de socialista… e quem quiser gostar de mim, que goste como sou!), apenas constato um problema que ultrapassa qualquer concepção político-ideológica: o fato de que há milhões de seres humanos – tão humanos quanto eu e você (tudo bem, talvez eu não seja tão humano) – que estão a passar fome enquanto outros milhões desperdiçam água e comida… Isso, repito, é intolerável.
E assim caminha a humanidade…
O governo iraniano anunciou a decisão de colocar o país completamente fora da internet. A iniciativa parece surreal. Entretanto, não supreende diante de um regime como o que se estabeleceu na região que já foi um foco de desenvolvimento e prosperidade do Oriente Médio/Ásia Central.
Lembrei de uma conversa que tive ontem com uma amiga que passou alguns meses na China. Ela comentou quão complexo era acessar sites como o google e, se não me engano, o gmail. Incrível foi o relato dela sobre a censura na televisão: estava vendo os canais internacionais (BBC, CNN, Fox News) e quando aparecia a matéria sobre o dissidente chinês que ganhou o Nobel, a tela da tv simplesmente escurecia….
Preocupante o regime iraniano. Precupante a censura na China. Preocupantes os modelos cubano e norte-coreano, em que a população (nacionais e estrangeiros) tem acesso limitado (muitas vezes, limitadíssimo) à informação, em especial à internet, que para nós ocidentais parece hoje tão natural.
Pois é, parte importante do mundo ainda vive nas sombras da ignorância e sob os limites do censor. Estamos no século XXI?
(Boa entrevista sobre o caso do Irã de Armandinho, nosso motorista de táxi novaiorquino…)
Der Spiegel online – 09/02/2011 02:47 PM
Mais uma excelente análise de Fyodor Lukyanov. Realmente, a China tem-se posicionado de maneira muito particular diante das transformações internacionais. Mais uma prova de que o país, apesar de grande potência, dificilmente será um antagonista dos EUA como foi a União Soviética.
O silêncio dos chineses revela uma conduta prudente em política externa (uma vez que no campo econômico o país é um voraz dragão). Gostei dos comentários sobre a situação na Líbia e a maneira como Estados como Brasil e Rússia podem ser descredenciados na reconstrução pós-Kadafi.

Wars and public unrest across North Africa and the Middle East, political and economic standoff in the United States, a feverish financial climate in Europe and chaos in Japan all overshadowed the fact that China has become all but invisible on the international stage, even though all the above have a direct bearing on it. Continuar lendo
Aconteceu há sete anos. No primeiro dia do ano letivo, na pequena cidade de Beslan, o mundo presenciou estarrecido a momentos trágicos em que terroristas tomaram centenas de pessoas (a maioria crianças) como reféns.
Passados três dias, uma operação malajambrada de forças especiais russas pôs fim ao seqüestro, com o nefasto saldo de 334 mortos, mais da metade crianças.
Primeiro de setembro é um dia triste para a Rússia e para mundo. Marca um momento da História da humanidade em que a inocência e a doçura foram vítimas do terror e do ódio.
Nossa homenagem às vítimas de Beslan.

The three-day siege, which ended when special forces stormed the building, claimed the lives of 334 people, more than half of them children. Many others were crippled for life. Continuar lendo
Excelente entrevista como Mikhail Gorbachev. Considero-o, junto com Mandela, dois dos grandes estadistas do século XX ainda vivos.
Recomendo, pois trata-se da História contada por quem a fez. Perspectiva muito interessante, particularmente para alguns de meus alunos que (pasmem!) nasceram após o fim da URSS! (Estou ficando velho…)
In a SPIEGEL interview, Mikhail Gorbachev, 80, discusses the last days of the Soviet Union, his failure to resolve problems with the Communist Party and the ensuing bloodshed he says still troubles him today. He also accuses Vladimir Putin of pulling the country “back into the past.”
SPIEGEL: Mikhail Sergeyevich, you turned 80 this spring. How do you feel? Continuar lendo