Defesa Nacional: a percepção do brasileiro I

As mortes de Havel, do Chico César de Pyong Yang (ou Kim Jong Il), e saída do Iraque das últimas tropas estadunidenses regulares (insisto no termo “regulares”) postergaram os comentários que iria fazer neste site sobre o excelente relatório publicado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) sobre a percepção do brasileiro em matéria de Defesa. 

Segundo o próprio documento, o objetivo é oferecer informações aos atores que trabalham com o tema da  Defesa Nacional, sejam estes militares das Forças Armadas, técnicos do governo, parlamentares, acadêmicos, integrantes de organizações da sociedade civil, empresários. Para isso, o IPEA realizou, entre os dias 8 e 29 de agosto de 2011, uma pesquisa acerca da percepção da sociedade brasileira sobre o presente e o futuro da Defesa Nacional. Ainda segundo o documento:

A abrangência assegurada pelo alcance da amostra permite a elaboração de um retrato da percepção do brasileiro acerca da Defesa Nacional. Foram aplicadas 30 questões, estruturadas em torno de quatro eixos temáticos: i) percepção de ameaças; ii) percepção sobre a Defesa Nacional e as Forças Armadas; iii) poder militar do Brasil e inserção internacional; e iv) Forças Armadas e Sociedade. Foram ouvidas 3.796 pessoas, em todas as unidades da federação.

A primeira parte, sobre a percepção de ameaças, já está disponível online. Para acessá-la, clique aqui.

Parabéns ao pessoal do IPEA pela iniciativa. Precisamos de mais gente discutindo Defesa Nacional neste País e, certamente, esse trabalho do IPEA será de grande utilidade. Nos próximos dias comentarei alguns aspectos dessa interessante pesquisa. Continuar lendo

Imagem que diz mais que mil palavras…

Quem já teve a oportunidade de ir à Coréia do Norte (sim, vejo como oportunidade conhecer um regime que parou no tempo e existe em outra realidade) volta destacando as ruas limpas, o controle permanente do aparato governamental sobre o dia-a-dia das pessoas, e estado precário da economia do país – o que se reflete, por exemplo, na constituição física mirrada da população (bem diferente da silhueta do Grande Sucessor, Bob Filho), na falta de produtos básicos, e na ausência de eletricidade à noite, inclusive na capital.

A pobreza e a fome são generalizadas. Associe-se a isso o obscurantismo (não sei se é esta a palavra mais apropriada) em que vive a população, que só sabe aquilo que o Estado totalitário quer que ela saiba. O desconhecimento sobre a realidade do mundo exterior é significativo e quase absoluto. 

Regimes totalitários funcionam assim… Sim, a Coréia do Norte não pode ser considerada um modelo autoritário, mas sim totalitário, quando o Estado controla a vida privada das pessoas e, de fato, suas idéias, ditando-lhes a maneira de pensar.

Encontrei esta imagem de satélite que registra a noite na Península Coreana. Acho que ela ilustra bem a diferença entre os dois países: o do sul, capitalista e desenvolvido; o do norte, comunista e… bem, tirem suas próprias conclusões…