“Obrigado Bruxelas!”, diria Kadafi…

Mais um sinal de que as forças de Kadafi não estão derrotadas e que os rebeldes são mais despreparados do que acreditavam alguns especialistas…

E a OTAN, claro, continua bombardeando os rebeldes! Muamar agradece o apoio de Bruxelas… E comemora!

Los retos que enfrenta el ejército rebelde libio

BBC Mundo- Última actualización: Viernes, 8 de abril de 2011
http://www.bbc.co.uk/mundo/noticias/2011/04/110408_libia_rebeldes_otan_desafios_rg.shtml
Entrenamiento en BengasiMuchos de los rebeldes son jóvenes e inexpertos.

En las últimas semanas, los rebeldes libios han aprendido a sangre y fuego que se necesita mucho más que entusiasmo para crear un ejército.

Los avances de las fuerzas opositoras se han visto supeditados al apoyo aéreo de las fuerzas de la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN).

Claramente los rebeldes dependen de la alianza, que con sus ataques aéreos –incluso alguno con final no deseado- les ha dado un espaldarazo vital cuando ya parecía imposible aplastar a las fuerzas de Gadafi. Continuar lendo

Líbia: desentendimentos entre a OTAN e os rebeldes – ponto para Kadafi

As tropas de Kadafi já retomaram Brega, quase tão importante quanto Bengazi. Os rebeldes questionam as ações da OTAN, que parece não estar alcançando muito êxito em esmagar as forças leais a Trípoli.

Toda essa incerteza na efetividade nas operações patrocinadas pela OTAN e a falta de coordenação entre a coalizão e os rebeldes só fortalece a Kadafi, que consegue uma sobrevida inimaginável em alguns gabinetes de Paris, Londres ou Washington.

Minha pergunta permanece: quem terá condições de substituir Kadafi? Haverá Líbia pós-Kadafi ou o país se transformará em uma Somália, dividido entre as várias tribos e clãs que o coronel cross-dressing conseguiu aglutinar em torno de seu governo? Continuar lendo

Por que intervenção na Líbia, mas não na Costa do Marfim? – Artigo BBC Mundo

 

Costa do Marfim: um país, dois presidentes, muitos problemas. Gbagbo (esq.) e Outtara: disputa pela chefia do maior produtor mundial de cacau.

Análise interessante sobre a situação da Costa do Marfim comparada com a da Líbia. Importante destacar que são cerca de um milhão de refugiados em quatro meses. Ademais, há o assassinato deliberado de mulheres com o objetivo de causar pânico na população. Gbagbo está enraizado na cadeira presidencial.

Note-se que, de forma atípica, o presidente derrotado não conta com apoio de outros líderes africanos (digo atípica porque há uma tolerância muito grande aos regimes autoritários no continente, regimes em que os “chefes” pernacem no poder durante anos). Tanto a Comunidade Econômica da África Ocidental quanto a União Africana estão com o líder oposicionista que venceu as eleições, Alassane Outtara. Também estão com Outtara a ONU, a União Européia e os Estados Unidos – diga-se de passagem, Obama acabou de pedir que Gbagbo deixe o poder.

De protestos diplomáticos para ações mais significativas é um passo enorme. Enquanto isso, mais marfinenses morrem… E assim caminha a humanidade… Continuar lendo

O risco de se armar os rebeldes na Líbia… já vi esse filme!

Já comentei o tema aqui no site. É um tiro no escuro o apoio estadunidense aos rebeldes líbios. Afinal, quem são os rebeldes? Quem os lidera? Quais seus objetivos?

Não que o Cauby de Trípoli deva permanecer no poder. Só acho que, depois da queda de Kadafi, pode ser que muita gente na alta administração pública estadunidense vá sentir saudade do sujeito e suas roupas extravagantes…

Enquanto isso, no Egito, tudo continua como dantes…

Cuando las armas que dio EE.UU. dispararon en su contra

Muyahidines.
Muchos estadounidenses dudan de la conveniencia de que su país entregue armas a los rebeldes libios, a pesar de toda una historia de operaciones similares en otros países que tuvieron efectos no deseados.

La Casa Blanca no ha confirmado las informaciones aparecidas sobre el suministro de armas a los opositores al líder Muamar Gadafi

Y las dudas frente a esta política se extienden, al parecer, a funcionarios del gobierno del presidente Barack Obama. Continuar lendo

Líbia: 13 rebeldes mortos pelo “fogo amigo” da coalizão…

Como se não bastasse as tropas de Kadafi estarem virando o jogo, agora é o “fogo amigo” da coalizão que está causando baixas entre os rebeldes…

Eu disse que não seria fácil, eu disse…

Reuters
Coalition “friendly fire” kills 13 Libyan rebels

Photo

02APR2011 – 4:49pm EDT

By Alexander Dziadosz and Angus MacSwan

EAST OF BREGA/BENGHAZI, Libya (Reuters) – A NATO-led air strike killed 13 Libyan rebels, a rebel spokesman said on Saturday, but their leaders called for continued raids on Muammar Gaddafi’s forces despite the “regrettable incident.”

In the rebel capital of Benghazi the anti-Gaddafi council also named a “crisis team,” including the former Libyan interior minister as the armed forces chief of staff, to run parts of the country it holds in its struggle to topple Gaddafi.

The 13 fighters died on Friday night in an increasingly chaotic battle over the oil town of Brega with Gaddafi’s troops, who have reversed a rebel advance on the coastal road linking their eastern stronghold with western Libya. Continuar lendo

Obama autoriza operação de inteligência na Líbia

Obama teria autorizado o fornecimento de armas para os rebeldes na Líbia… Claro! Isso é que os estadunidenses chamam de covert actions, outros países operações especiais e por aí vai (vide nosso livro Atividade de Inteligência e Legislação Correlata)… As grandes potências seguem essas práticas não é de hoje. Surpreenderia se assim não fosse!

Agora, o mais interessante é o porta-voz da Casa Branca dizendo que “não vai comentar assuntos de inteligência…”. Note-se que ele não negou a operação de inteligência, apenas disse que não iria comentá-la.

No tabuleiro da política internacional, as potências certas vezes recorrem a medidas heterodoxas para fazer valer seus interesses (obviedade). O uso da inteligência em alguns caso serve exatamente para se evitar o recurso à força, como uma declaração de guerra ou a intervenção armada. A notícia é só um exemplo de que não há amadores no grande jogo. Nesse sentido, não é aceitável que governos se mostrem ingênuos.

Ainda que não se recorra à inteligência para influenciar governos estrangeiros e interferir em assuntos internos de outros países, é importante que todo Estado disponha de mecanismos para fazer frente às referidas ações. Isso é que se chama de contrainteligência. País que não se preocupe com inteligência e contrainteligência acaba sendo vítima de quem se preocupa (seja de outros governos, seja de organizações não-governamentais, como grupos terroristas e redes criminosas).

Yeah, baby! That’s Intelligence! That’s International Politics!

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Al Qaeda, Hezbollah e os rebeldes líbios

Essa é boa! Al Qaeda e Hezbollah apoiando os rebeldes na Líbia! Kadafi dizia isso, mas agora a inteliência estadunidense dizer o mesmo…

Pode até ser que haja elementos dessas organizações entre os grupos rebeldes (como diz meu amigo Gilberto Guerzoni, “tudo é possível, menos Deus pecar!). Mas isso me parece muito mais um balão de ensaio ou uma tentativa de plantar informação agora para desacreditar os rebeldes no futuro, quando Kadafi cair…

De toda maneira, se assim estiver acontecendo, é no mínimo surreal o apoio militar (com fornecimento de armas) dos ocidentais para a Al Qaeda e o Hezbollah… EUA, França e Reino Unido estariam literalmente armando o inimigo? Sei não, sei não…

 

http://br.reuters.com/articlePrint?articleId=BRSPE72S0LP20110329

Dados sobre rebeldes da Líbia indicam sinais da Al Qaeda

terça-feira, 29 de março de 2011 16:48 BRT

Por Missy Ryan e Susan Cornwell

WASHINGTON (Reuters) – Informações da inteligência sobre as forças rebeldes que combatem o líder líbio Muammar Gaddafi indicam sinais da presença da Al Qaeda e do Hezbollah, mas ainda não há um quadro detalhado sobre a oposição emergente, disse o principal comandante de operações da Otan na terça-feira. Continuar lendo

Forças de Kadafi rechaçam os rebeldes

Como já havia dito, a guerra não é algo simples. As tropas de Kadafi repelem os rebeldes, apesar do apoio da coalizão aos insurgentes. Logo alguns líderes ocidentais podem ser instigados a uma ação com forças terrestres… Aí a coisa complica um pouco mais…

Brevemente, com o passar do tempo, começará a pesar muito a capacidade de resistência (endurance) de cada lado: a de Kadafi em se manter no poder; e a da coalizão em fazer frente ao desgaste causado pela duração do conflito e pela pressão internacional contra a intervenção.

O problema é que, exatamente como aconteceu no Iraque, as tropas de Kadafi não são tão fracas como se imaginava (ou talvez os rebeldes não sejam tão fortes). Ponto para Muamar.

Reuters

Libya troops push rebels; powers want Gaddafi out

Photo

29/03/2011 – 6:24pm EDT

By Maria Golovnina and Michael Georgy

TRIPOLI (Reuters) – Muammar Gaddafi’s better armed and organized troops reversed the westward charge of rebels and world powers meeting in London piled pressure on the Libyan leader to end his 41-year rule. Continuar lendo

Manifestação do Governo Russo sobre as operações na Líbia

Já tinha chamado a atenção ao problema na semana passada. Agora é uma manifestação oficial de Moscou. Com a OTAN à fente das operações, a coisa fica mais interessante, pelo simples fato de ser “a  OTAN”. Os russos, naturalmente, têm uma antipatia tradicional pela aliança militar do Ocidente (o Pacto de Varsóvia acabou há quase vinte anos, é verdade, mas ainda permanece no imaginário russo a rivalidade com a OTAN).

Sergei Lavrov

De toda maneira, a decisão russa de se abster na Resolução 1973 (2011) do Conselho de Segurança não foi mero capricho. Não se faz um movimento como esse em Política Internacional sem razões muito claras para quem tomou a decisão e sem se adicionar algum ganho pela decisão (pelo menos é assim que fazem as grandes potências).

Agora os russos já estão afirmando que o apoio militar da OTAN aos insurgentes na Líbia é ingerência em assuntos internos, afrontando o Direito Internacional. Eis as palavras do Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov:

“Consideramos que a ingerência da coligação numa guerra que, no fundo, é interna, civil, não foi sancionada pela resolução do Conselho de Segurança da ONU. (…)”A defesa da população civil continua a ser a nossa prioridade, (…) [mas] há uma diferença sensível entre ataques aéreos contra os meios de defesa anti-aéreos líbios e contra colunas de tropas [fiéis ao dirigente da Líbia].”

De toda maneira, deve-se buscar também entender as razões para a abstenção russa no Conselho de Segurança e para esse pronunciamento de Moscou, ou seja, o que é que o Kremlin pretende auferir com isso. Continuar lendo

Líbia: jogo virando novamente?

Rebeldes virando o jogo? (Reuters)

Parece que a coisa começa a virar novamente na Líbia… Entretanto, não será tão fácil arrancar Kadafi do poder como imaginam algunas…

Ademais, ninguém fala com clareza sobre quem poderia substituir Kadafi à frente do Governo líbio…

Rebeldes líbios expulsam forças de Gaddafi de cidade estratégica

sábado, 26 de março de 2011 10:39 BRT
Por Angus MacSwan

AJDABIYAH, Líbia (Reuters) – Rebeldes líbios, apoiados por ataques aéreos das forças aliadas, retomaram neste sábado a estratégica cidade de Ajdabiyah, depois de uma batalha que durou toda a madrugada e que sugere que a maré está mudando contra as forças do líder Muammar Gaddafi no leste do país. Continuar lendo

Quem é Muamar Kadafi…

Segue artigo que apresenta o perfil de Kadafi. De jovem líder revolucionário a ditador sanguinário, de Paulo Beti na juventude a Cauby Peixoto quarenta anos depois.

Chama atenção como Kadafi consegue ainda angariar a simpatia de tanta gente pelo mundo. Assim como Fidel, ele carrega um “quê” de “líder revolucionário romântico, cavaleiro defensor dos oprimidos dos países pobres contra as potências imperialistas”. Exatamente como Fidel, o cross-dressing de Trípoli revelou-se um algoz de seu povo, comandando um regime autoritário e mantendo seu país atrasado.

Vale a pena saber um pouco mais sobre essa figura!

BBC News Africa

26 March 2011 Last updated at 01:03 GMT

By Martin Asser BBC News

Montage of Col Gaddafi

How can you adequately describe someone like Muammar Gaddafi? During a period that has spanned six decades, the Libyan leader has paraded on the world stage with a style so unique and unpredictable that the words “maverick” or “eccentric” scarcely do him justice.

His rule has seen him go from revolutionary hero to international pariah, to valued strategic partner and back to pariah again. Continuar lendo

O significado dos vários nomes dados pela Coalizão à operação militar na Líbia

Muito instrutivo este artigo, sobretudo para quem se interessa por assuntos militares.

Transcrevo o comentário, sempre brilhante, de um amigo diplomata:

A lista de “nomes” vai crescendo….e.g., a componente aeronáutica do Canadá é a “Libaccio” um vento da Córsega, que significa “líbio”. Os espanhóis, também com certo ânimo poético, escolheram “Operación El Amanecer de la Odisea”, que  parece ser quase a exata tradução da seca  “Odyssey Dawn”.

Gosto da criatividade na escolha dos nomes (os britânicos são sem-graça). E me lembro de “Tempestde no Deserto” (Golfo I, 1991) e da confusão com escolha do nome da operação que derrubaria o regime de Saddam Hussein (Golfo II, 2003).

http://www.bbc.co.uk/news/magazine-12831743?print=true
Libya: What do the military operation names mean?

Operation ELLAMY is the name given to UK military action in Libya, while the US, Canada and France all have their own monikers. But what do they mean?

With a coalition of international Allies, backed by Nato, carrying out air strikes to enforce a no-fly zone and other objectives in Libya, the eyes of the world are on them – and their operation names. Continuar lendo

À espera de Lawrence…

Artigo interessante que chama atenção para o fato de que os opositores a Kadafi (ou seja, os “rebeldes”) não constituem uma força organizada sob liderança única. Bom, até aí não há novidade. Entretanto, permanece a questão: após a queda de Kadafi (sim, porque se todo esse aparato bélico empregado pela coalizão não conseguir por fim ao governo despótico do cross-dressing de Trípoli, que vai conseguir?), quem governará a Líbia? Sobrará Líbia para ser governada?

Vale lembrar que a Líbia nunca experimentou essa maravilha da geniosidade ocidental que é a democracia representativa. Ademais, a sociedade líbia se divide em algo em torno de 140 clãs ou famílias, muitos com interesses bastante antagônicos. É, portanto, uma sociedade tribal.

Somente Kadafi conseguia garantir alguma unidade nacional conciliando os interesses das diversas tribos e elegendo um inimigo externo comum. Saindo o Cauby do Saara do poder, não sei se haverá alguém com real capacidade de substituí-lo. Aí o país mergulha ainda mais profundamente no caos.

Atente-se também para o fato de que os aliados não se mostram tão articulados para cooperar entre si nem com os rebeldes. Gostei especialmente da parte do artigo em que o autor assinala possíveis medidas a serem tomadas pela coalizão para melhorar seu desempenho na guerra, como o recurso à inteligência e às forças especiais. O problema é que, para isso, precisariam de gente capacitada não só para lidar com as particularidades dos povos da região, mas que dominasse a língua, conhecesse os costumes e pudesse conduzir operações especiais com comandos naquele teatro. O ideal seria um árabe (uma vez que a coalizão reúne países árabes), mas nem os árabes estão dispostos a ir tão fundo, nem os ocidentais confiariam em um agente assim. Daí alguns clamarem por um Lawrence da Arábia para a Líbia (ou seja, um ocidental com alma de líbio).

Exatamente como os portugueses esperavam Dom Sebastião, os ocidentais esperam um “Lawrence da Arábia” para liderar o levante contra Kadafi… O problema é que não é facil encontrar um Lawrence assim…

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Nota do Governo Brasileiro sobre a situação na Líbia

Postei esta nota em especial para meus alunos que estudam para a carreira diplomática. Brilhante capacidade de dize tudo e não dizer nada (sem qualquer sentido pejorativo nesse comentário, que fique claro!).

Bom lembrar que foi do Brasil que Obama anunciou o início das ações militares contra a Líbia, exatamente no mesmo dia em que, oito anos antes, Geroge W. Bush informava ao mundo que o ataque ao Iraque havia começado. Continuar lendo

Resolução 1973 (2011)- CS/ONU

Texto da Resolução 1973, de 2011, do Conselho de Segurança da ONU – Para o arquivo em pdf, clique aqui.

Avião norte-americano cai na Líbia

Saiu há pouco esta notícia… Caio o primeiro avião da coalizão contra a Líbia: um F-15 da USAF. “Falha mecânica” é forçar a amizade, né?

Mais cedo ou mais tarde ia acontecer. Isso é guerra.

Ponto para Kadafi…

Reuters

U.S. Air Force fighter crashes in Libya

22/03/2011 – 6:45am EDT

WASHINGTON (Reuters) – A U.S. Air Force F-15E fighter crashed in Libya overnight and one crewmember has been safely rescued and the other is “in the process of recovery,” a spokesman for the U.S. military’s Africa Command said on Tuesday.

The crash was likely caused by mechanical failure and not hostile fire, the spokesman, Vince Crawley, told Reuters.

Crawley said the crash occurred “overnight.” He declined to give the location of the crash and also would not say how the rescued crewman was picked up.

(Reporting by Eric Beech; Editing by Matthew Jones)

 

Mundo dividido sobre ação militar na Líbia…

Os ataques começaram no sábado e hoje, segunda-feira, já há questionamentos a respeito do uso da força contra o regime de Kadafi. Lembro sempre que os cinco membros do Conselho de Segurança (de um total de quinze) que se abstiveram foram Rússia, China, Alemanha (que é membro importante da OTAN), Índia e Brasil.

Putin disse o que disse (vide post anterior). Os chineses já estão acusando a coalizão de “violar leis internacionais”. A Alemanha falou que não pretende se envolver (o que, com o ceticismo da Turquia, pode dificultar um pouco que a OTAN se envolva diretamente, o que pode acabar acontecendo mesmo). E Obama já demonstrou a intenção de transferir o comando das operações para aliados (em outras palavras, deu o recado de que não vai mandar tropas no caso de uma intervenção por terra).

Muamar continua resistindo. Com aquele jeitinho simpático e o talento para se vestir, vai acabar angariando simpatia para sua causa (de permanecer no poder oprimindo os oprimidos).

E isso tudo apenas no terceiro dias dos confrontos… Continuar lendo

Putin compara intervenção na Líbia a uma chamada para as cruzadas

Já tinha cantado essa pedra! Putin falou, e falou em uma fábrica russa de mísseis balísticos! Será que tem algum significado o contexto desse pronunciamento ou foi só coincidência?

Dessa declaração de Putin para a transformação dos ataques em “nova cruzada” basta um bom jogo de marketing e a disposição ao conflito!

Respeito muito Vladimir Putin, é só o que digo…

21/03/2011

Putin: Libya Intervention Is like ‘Crusades’

VOTKINSK, Russia (Reuters) – Russian Prime Minister Vladimir Putin on Monday likened the U.N. Security Council resolution supporting military action in Libya to medieval calls for crusades.

“The resolution is defective and flawed,” Putin told workers at a Russian ballistic missile factory. “It allows everything. It resembles medieval calls for crusades.”

(Reporting by Gleb Bryanski; editing by Steve Gutterman)

A Liga Árabe, o Levante e a Líbia…

Encontro da Liga Árabe em 2010 - olha quem ficou bem na foto!

Vamos ver até quando a Liga Árabe manterá o apoio aos ataques da coalizão sob a égide da Resolução nº 1973/2011 do Conselho de Segurança da ONU.

O Conselho de Cooperação do Golfo (que integra, entre outros, Arábia Saudida e Barein) também já havia se manifestado favoravelmente a medidas mais enérgicas por parte do Conselho de Segurança da ONU.

Relembro que o Levante continua em curso no Mundo Árabe. Com as atenções voltadas para a Líbia, fica mais fácil conter as manifestações populares em outros países, inclusive com o uso (ou abuso) da força contra os manifestantes…

Tudo tem um propósito em Política Internacional. Continuar lendo

China lamenta intervenção militar na Líbia…

São 17:45h na Rússia, e até o momento não há nada no portal oficial do governo, nem no do Primeiro Ministro.

China também se pronunciando… Interessante que na página oficial do Governo da República Popular da China não há qualquer referência aos acontecimentos na terra de Kadafi. Continuar lendo