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Sobre Joanisval

Brasiliense. Doutor em Relações Internacionais e Mestre em História. Graduou-se em Relações Internacionais e em Direito. É advogado, professor universitário e consultor legislativo do Senado Federal. Monarquista convicto. Contato: joanisval@gmail.com.

Pena de morte a fonte do WikiLeaks

Sim, terá que pagar por seu crime. Vazamento de informação é coisa séria.

Fonte do WikiLeaks pode pegar pena de morte

Justiça americana apresenta 22 novas acusações contra o soldado Bradley Manning, preso desde julho, entre elas a de ‘ajudar o inimigo’

04 de março de 2011 | 0h 00

Denise Chrispim Marin – O Estado de S.Paulo

Principal suspeito de deixar vazar documentos secretos dos EUA para o site WikiLeaks, o soldado ` foi acusado ontem pelo Exército de cometer 22 crimes, entre os quais o de “ajudar o inimigo”. A punição prevista é a pena de morte. A Promotoria do caso, porém, comprometeu-se a aplicar, como punição máxima, a prisão perpétua. Manning, de 23 anos, foi preso no Kuwait em julho e está detido na brigada do Corpo de Marines de Quantico, Virgínia.

“As novas acusações, mais precisas, refletem o amplo leque de crimes supostamente cometidos por Manning”, afirmou o porta-voz do Exército, capitão John Haberland.

Apesar da desconfiança do Exército de haver mais pessoas envolvidas no vazamento para o WikiLeaks, Manning é o único preso e acusado. Ele servia no Kuwait quando foi delatado por um amigo, a quem contara ter enviado ao WikiLeaks 260 mil telegramas secretos do Departamento de Estado e um vídeo com o registro de um ataque aéreo americano no Afeganistão, em 2009. Continuar lendo

Grande Guerra: submarinos e encouraçados

Uma vez que esta semana foi dedicada primeiramente à I Guerra Mundial, inserimos mais um post que pode interessar aos estudiosos de História Militar. Aspecto importante naquele conflito foi a guerra no mar. Nesse sentido, algumas palavras acerca de submarinos e encouraçados, duas inovações que revolucionaram as batalhas marítimas. Enquanto aqueles (cujo primeiro protótipo já havia sido testado na Guerra Civil estadunidense) se desenvolveriam ao longo do século XX, estes surgiram no final do século XIX, reinaram pelas primeiras décadas do século seguinte, mas começariam a ver-se limitados já na II Guerra Mundial, quando perderiam para o porta-aviões (navio aeródromo) a posição de nau capitânia de uma frota e se evidenciariam vítimas fáceis do poder aéreo. Continuar lendo

Grande Guerra: o tanque, essa arma sem sentido!

Artigo muito enriquecedor publicado no “the War Illustrated”, de 9 de dezembro de 1916. Na opinião do autor, o tanque “não vinha para ficar”…

‘Cruising in a Tank’

by Max Pemberton

It is evident that the “tank” has not come to stay. It is here to go on. When it first burst upon the astonished Germans like a dragon upon children from a wood of fables our critics were a little doubtful about its future. “It is experimental,” they said. “Famous things have been done, but we do not know how far it will go.” Well, it has gone a long way already, and we may say in all moderation that it has but begun.

O começo...

There have been new things in this war—as perhaps in all wars—but the “tank” was both a new and à humorous thing. When Hannibal introduced the Roman to the elephant there may have been laughter in Carthage, but no historian has recorded it. Gunpowder about the time of Crécy does not appear to have inspired the Harry Tates of the time. The first man in armour may have amused his relatives at home, .and no doubt the small boy of the period had observations to make upon his appearance. For all that, the man in armour is ever historically a gentle knight sans peur et sans reproche. Even throwing back to the East and the coming of the Juggernaut, it has needed a twentieth- century artist to hitch laughter to that singular coach. Yet I suppose the Juggernaut is the true forbear of the “tank.”

Some people will tell you that it all arose from the employment, both by us and the Germans, of the armoured car at the beginning of the war. We put machine-guns upon fine Rolls-Royce chassis, sent them into France and Flanders, and often left them in a few weeks hut rusted wrecks upon a roadside. They were not new, for, oddly enough, in the very earliest days of the motor movement inventors came forward with contraptions of the kind; and so closely did they resemble the machines which fought in Flanders that one must look twice at the picture to discover their lack of modernity. Continuar lendo

Pra frente, Brasil!!!

É isso aí… Apesar de tudo, estamos avançando… Quem sabe um dia não alcancemos os índices de 13% de crescimento dos anos setenta (período militar, diga-se de passagem)! Pra frente, Brasil! (Fim do surto ufanista)

03/03/2011 09h00 –

Economia brasileira cresce 7,5% em 2010, mostra IBGE

No último trimestre do ano, expansão foi de 0,7% sobre trimestre anterior.
Na comparação com um ano antes, alta foi de 5%.

Do G1, em São Paulo e no Rio

A economia brasileira fechou 2010 com crescimento de 7,5%, conforme revelou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (3). Em valores correntes, a soma de todas as riquezas produzidas pela economia no ano passado alcançou R$ 3,675 trilhões. O PIB per capita ficou em R$ 19.016.

Na comparação do IBGE com outros 16 países, o ritmo de expansão do Brasil só perde para China (10,3%) e Índia (8,6%). Supera, no entanto, a taxa de crescimento de países como Coréia do Sul (6,1%), Japão (3,9%), EUA (2,8%), e a da região da zona do euro (1,7%).

Em comunicado, o instituto diz que o resultado foi “beneficiado pela baixa base de comparação do ano anterior”, já que, em 2009, ano abatido pelos efeitos da crise financeira mundial, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve recuo de 0,6%, de acordo com dado revisado pelo IBGE. Continuar lendo

Grande Guerra: Armas I

Perto de se completar um século de sua deflagração, a I Guerra Mundial (1914-1918) continua fascinando os historiadores e todos os que se interessam por assuntos militares. Sem dúvida, aquele conflito trouxe mais inovações em termos tecnológicos que qualquer confronto que o precedeu. E um dos campos com maiores novidades foi o de armamentos.

Nesse sentido, duas armas primeiramente usadas na Grande Guerra e que mudariam o pensamento militar a partir de então foram  o avião e o carro de combate.

Com o avião, a guerra adquiriu mais uma dimensão. Já naquele conflito a nova arma foi usada para reconhecimento aéreo, para orientar o fogo de artilharia e para bombardear as posições do inimigo. No entre-guerras desenvolveu-se a doutrina do domínio do ar como condição necessária e suficiente para assegurar a vitória. Isso foi atestado na II Guerra Mundial (1939-1945).

Já o carro de combate, outra importante inovação, empregado inicialmente como arma tática de apoio à infantaria, cresceria de importância no entre-guerras: a mecanização passou a ser defendida por alguns doutrinadores, e os carros de combate funcionariam como uma cavalaria moderna. Imprimiriam vigor e velocidade na II Guerra Mundial.

De fato, essas duas armas somadas constituíram a base doutrinária da guerra relâmpago, que se tornou a referência no conflito de 1939-1945.

Democracia ou Teocracia?

Esta recebi de um amigo. Reflete bem a atual situação de mudanças no mundo islâmico e as alternativas para aqueles países…

Alternativa turca ou iraniana? Não, democracia não é uma opção fácil...

Grande Guerra: o Exército alemão (que nunca existiu)

Pouca gente sabe, mas a Alemanha não tinha um Exército único na I Guerra Mundial.

O Império Alemão de 1914 (o II Reich) era composto por 26 Estados: 4 reinos, 6 grão-ducados, 5 ducados, 7 principados, 3 cidades livres e as antigas províncias francesas da Alsácia e Lorena, conquistadas na Guerra Franco-Prussiana (1870-71). Até o armistício de 1918, o Reich tinha uma Marinha Imperial (menina dos olhos do Kaiser), mas nenhum Exército.

De fato, a força terrestre alemã era constituída de 4 exércitos: os dos reinos da Prússia, Baviera, Saxônia e Württemberg. Antes da guerra, relata H.P. Willmott (Primeira Guerra Mundial, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008), estes eram organizados em 217 regimentos de infantaria, dos quais 166 eram prussianos, 24 bávaros, 17 saxões e 10 de Württemberg. Isso explica a diferença entre os uniformes que podem ser identificadas em imagens das tropas alemãs na Grande Guerra. De toda maneira, convém assinalar que à frente desses exércitos estava o bem-estruturado Grande Estado-Maior Alemão, uma herança da tradição prussiana e exemplo de organização e eficiência.

Soldados de um regimento bávaro da I Guerra Mundial. O primeiro sujeito sentado à esquerda era um cabo austríaco que se tornaria chanceler da Alemanha em 1933, e que seis anos depois iniciaria a II Guerra Mundial...

Rebeldes enfrentam ofensiva de Gaddafi no oeste da Líbia

Como disse, acho muito difícil que ele deixe o poder sem matar muita gente… De fato, não sei se está disposto a sair ele mesmo vivo dessa confusão toda…

Folha.com

01/03/2011 – 11h14

Rebeldes enfrentam ofensiva de Gaddafi no oeste da Líbia

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O ditador líbio, Muammar Gaddafi, lançou nesta terça-feira uma ofensiva na parte oeste do país, em um esforço para reverter o avanço dos rebeldes da oposição que já controlam a faixa leste do país. Moradores relataram batalhas com tropas leais a Gaddafi em Nalut, Misrat e Zawiyah.

Moradores disseram que forças pró-Gaddafi se mobilizaram para reafirmar o controle de Nalut, a cerca de 60 quilômetros da fronteira com a Tunísia, e impedir que ela caia em poder dos rebeldes.

As forças de Gaddafi reforçaram ainda sua presença na remota localidade de Dehiba, também na fronteira com a Tunísia, e decoraram o posto de passagem com as bandeiras verdes do regime.

Repórteres que estão no lado tunisiano viram veículos do Exército da Líbia e soldados armados com fuzis Kalashnikov. No dia anterior, não havia presença militar líbia nesse posto fronteiriço.

Forças leais ao ditador líbio lançaram ainda uma batalha de seis horas na madrugada desta terça-feira para tentar reconquistar a estratégica Zawiya, apenas 50 km ao oeste da capital Trípoli. Gaddafi chegou a ameaçar bombardear os opositores em Zawiya, segundo o canal de TV Al Jazeera.

Os rebeldes, que incluem militares desertores, estão armados com tanques, metralhadoras e bateria antiaérea. Eles reagiram ao avanço das tropas de Gaddafi, que levava as mesmas armas e atacaram de seis direções. Não há relatos de vítimas no combate.

“Nós não desistiremos de Zawiya a nenhum custo”, disse uma testemunha, que preferiu não se identificar. “Nós sabemos que ela é estrategicamente importante. Eles lutarão para consegui-la, mas nós não desistiremos. Nós conseguimos derrotá-los porque nossos espíritos são nobres e os espíritos deles são nada”.

As testemunhas disseram que os jovens de Zawiya estão nos telhados dos prédios na cidade para monitorar os movimentos das forças pró-Gaddafi e acionar alerta em caso de ataque iminente. Elas disseram ainda que o regime Gaddafi chegou a oferecer generosas quantias para os rebeldes entregarem o controle da cidade de volta para as autoridades.

As forças do ditador, que resiste à forte pressão interna e internacional, também tentaram reconquistar Misrata, a terceira maior cidade líbia, localizada 200 km a leste de Trípoli. As forças rebeldes conseguiram derrotá-las, mas um dos porta-vozes dos chamados ‘jovens da revolução de 17 de fevereiro’ garantiu ao canal Al Jazeera que ao menos três pessoas morreram.

Arte/Folha

 NERVOSISMO

Gaddafi, que está no poder há mais de 41 anos, já perdeu o controle da metade leste do país desde que os protestos pedindo sua queda começaram há duas semanas. Continuar lendo

Grande Guerra: uniformes

Ainda no contexto das homenagens aos combatentes da I Guerra Mundial, pretendo inserir alguns posts com curiosidades sobre aquele conflito de cerca de 8 milhões  de mortos (há quem estime 10 e até 12 milhões de vítimas) e outros tantos feridos e inválidos.

Uniformes franceses do início da Grande Guerra.

Pois bem,  o exército francês possuía, no início da Grande Guerra, 777.000 combatentes franceses e  46.000 homens das forças coloniais. Havia, ainda, a Legião Estrangeira, sempre atuante em todos os conflitos em que a França participou desde sua criação (1831).

Muitos desses bravos combatentes que foram para as trincheiras naquele fatídico verão de 1914 vestiam o uniforme tricolor clássico. Isso, em uma guerra estática (de trincheiras) e com armas modernas (em termos de precisão e alcance) era prato cheio para os atiradores alemães. Bastava mirar naquele alvo escarlate (as calças dos soldados franceses) que era difícil errar.

Difícil errar um alvo assim...

A decisão do Alto Comando francês de manter o uniforme com as cores nacionais por meses após a deflagração do conflito custou as vidas de milhares de combatentes.

Finalmente, resolveu-se pela adoção do tradicional uniforme azul-acinzentado… Mas aí já muitos haviam perecido…

E ainda sobre a I Guerra Mundial…

E ainda tratando da Grande Guerra, interessante o romantismo com que milhares de jovens europeus seguiram para os combates como voluntários ansiosos por viver a experiência da guerra! Era uma época em que se tratava de questão de honra para muitos filhos de famílias ricas e nobres a participação em um conflito. E isso acabou se estendendo às outras classes.

O romantismo se fazia presente nas salvas das multidões nas ruas das grandes cidades da Europa em apoio à decisão de seus governantes de conduzir o país à guerra… Também se mostrava na decisão do Estado-Maior francês de manter o uniforme tricolor (com destaque para a calça vermelha) ainda durante meses até que no número de baixas deixou claro que não seria mais possível continuar com ele naquele novo tipo de guerra. E, ainda, na ida de muitos jovens franceses para o front em taxis!

Entretanto, se há uma figura que me parece bastante ilustrativa do imaginário do conflito na época é este cartaz britânico, que conclamava os homens a se alistarem para combater no continente contra “os hunos” e seus aliados. A garotinha questiona o pai sobre o que ele havia feito na Grande Guerra (o melhor é a cara do pai!). Sem dúvida, um cenário muito distinto dos conflitos que se seguiriam no século que se iniciava!

Não se deve jamais esquecer a Grande Guerra! Somos hoje fruto dos acontecimentos que foram influenciados pelo sangue de milhões de militares e civis que pereceram naqueles anos!

Memória da Grande Guerra: Morre o último veterano norte-americano da Primeira Guerra Mundial

Chegamos aos estertores das lembranças daqueles que viveram o conflito que marcou a entrada do mundo no século XX. Para os que se interessam por assuntos militares, a Grande Guerra é um campo infindável de estudos, tão ou mais fascinante que a Segunda Guerra Mundial. Para os que se interessam por História em geral, o conflito de 1914-1918 é um divisor de águas. Para os que se interessam em compreender as relações internacionais contemporânes, impossível fazê-lo sem um boa compreensão daquele confronto.

A Grande Guerra fascina por seu caráter de transição de um mundo romântico e de ilusões de paz e prosperidade para outro em que a guerra perdia seu formato clássico e no qual a Revolução Industrial e as inovações tecnológicas dos cem anos de paz da Europa aperfeiçoaram a capacidade de matar e causar danos como nunca se vira. Era o fim da Belle Époque e o começo do colapso da Era dos Impérios. Era o começo de um mundo novo e muito menos pacífico.  

Convém observar que quase um século já se passou desde o fatídico atentado de Sarajevo, no qual foi assassinado o herdeiro do trono da Áustria, estopim do conflito. Como sempre lembro a meus alunos, a deflagração do conflito se deu a partir de um atentado terrorista realizado por um jovem nacionalista sérvio. Sim! Um atentado terrorista!

E o mundo mudaria drasticamente…

28/02/2011 – 12:25 | Efe | Washington

Morre o último veterano norte-americano da Primeira Guerra Mundial

Frank Woodruff Buckles, o último sobrevivente dos soldados dos Estados Unidos que lutaram na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), morreu aos 110 anos de idade, informou nesta segunda-feira (28/02) o seu site. Continuar lendo

Definição da palavra “tenso”

Nesses tempos de Levante, a foto abaixo ilustra bem a definição da palavra “tenso”…

Tenso, eu?

Essa vai para a página de humor…

Cortes no orçamento de Defesa de Pindorama

E de volta à Pindorama, os cortes no orçamento federal atingiram a fundo o Ministério da Defesa! Absurdo como se lida com essa questão!

Sinceramente, não consigo admitir a quantidade de dinheiro que se gasta com alguns dos 869 ministérios… Gastos com publicidade, eventos sem o menor sentido, patrocínio de folhetins, apoio a produções artístico-culturais duvidosas, etc.

Gasto com marqueteiros então! Sinceramente, acho que dinheiro federal com publicidade só deveria ser usado em campanhas educativas ou orientações à população (por exemplo, em anúncios sobre vacinação). Deprimente se cortar dinheiro da Defesa quando já temos um orçamento irrisório diante das proporções e pretensões internacionais do Brasil!

Amanhã publico mais sobre nosso orçamento de defesa…

16 de fevereiro de 2011, em Divulgação, Ministério da Defesa

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou hoje (15/02) o valor provável do corte no orçamento da Defesa para 2011. Ao todo, deverão contigenciados R$ 4,024 bilhões, o que corresponde a uma redução de 26,5% em relação ao valor total de R$ 15,165 bilhões previsto para a pasta na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O corte ocorrerá sobre a parcela contigenciável do Ministério, que engloba despesas com manutenção operativa e projetos das Forças Armadas e demais órgãos vinculados à pasta. Essa parcela era originalmente de R$ 10,292 bilhões. Os R$ 4,873 bilhões restantes, diferença entre o saldo contingenciável e o valor total do orçamento do Ministério, refere-se ao montante fixado na lei orçamentária que não pode ser contingenciado por cobrir despesas obrigatórias e ressalvadas, a exemplo dos gastos com o controle do espaço aéreo. Continuar lendo

Os navios de Armandinho…

A noticia já é antiga (da semana passada), mas não poderia deixar de comentar… Mais uma provocação de Ahmadinejad (o Armandinho de Teerã), demonstração de força, ameaça a antagonistas tradicionais como Israel e o próprio Egito, ou tentativa de desviar a atenção de críticos internos? Como se a situação já não estivesse para lá de complicada por ali, ainda mais essa dos iranianos!

E o mais estranho é que são navios de guerra iranianos indo para a Síria! Sei não…

 

Navios iranianos passam por Suez e Israel considera provocação

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 18:37 BRT

Por Yusri Mohamed

ISMAILIA, Egito (Reuters) – Dois navios militares iranianos passaram na terça-feira pelo Canal de Suez, no Egito, seguindo para o mar Mediterrâneo rumo à Síria, disse uma fonte da administração do canal. A medida foi classificada por Israel como uma “provocação”. Continuar lendo

Kai-dafi ou não kai-dafi? E o Levante chega à Líbia…

Façam suas apostas: quanto tempo o Cauby Peixoto da Líbia se agüenta no poder?
Chegou a vez de Kadafi? Aguardemos as venas dos próximos capítulos… De toda maneira, é bom assinalar que o ditador Líbio reage aO Levante de forma muito mais violenta e agressiva que nos outros países. Tenta negar que haja qualquer protesto contra ele, culpa o grande Satã por tudo e até afirmou que quem estava insuflando o povo nas ruas não eram líbios, mas sim “agentes israelenses”…  Proibiu a imprensa estrangeira de trabalhar na Líbia, e diz que dará a vida (de quem?) para defender “a Revolução” e permanecer no poder. Em termos de conduta violenta, Kadafi lembra muito o comportamento de Saddam Hussein no auge do poder no Iraque. 

“Muamar Kadafi não é o presidente, ele é o líder da revolução. Ele não tem nada a perder. Revolução significa sacrifício… Não tenho cargo para renunciar. Tenho minha arma, meu rifle para lutar pela Líbia.” Muammar Kadafi

Que ninguém se engane: em que pese aquela aparência de estrela pop decante, o coronel Kadafi é tudo menos idiota. E ainda conta com muita gente que lhe é fiel. Em suma: o Levante na Líbia pode ser marcado por muito mais violência e repressão que nos outros países árabes.

Segue matéria do G1, de hoje:

Kadhafi afirma que ainda é ‘chefe da revolução’ e que não deixará a Líbia

Ditador ameaçou manifestantes e prometeu lutar ‘até última gota de sangue’.
Repressão a protestos contra o governo deixou centenas de mortos no país.

Do G1, com agências internacionais

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EUA destinam US$ 671 bilhões para as Forças Armadas

Notícia do www.inforel.org. Enquanto isso, em um grande país do Hemisfério Sul, cortes de gastos atingem diretamente o orçamento da Defesa…

EUA destina US$ 671 bilhões para as Forças Armadas

15/02/2011 – 11h19

 Nesta segunda-feira, o presidente norte-americano Barack Obama, enviou ao Congresso dos Estados Unidos, o Orçamento para 2012 que pretende reduzir o déficit do país em US$ 1,1 bilhão em dez anos.

Obama qualificou os cortes promovidos em praticamente todas as áreas como doloroso, mas necessários e revelou que os gastos do governo representam dois terços da economia que se pretende alcançar. Continuar lendo

Amigo dos amigos

Tunísia, Egito, Iêmen, Barein, Argélia… E protestos também se intensificam no Irã dos aiatolás e na Líbia de Kadafi… Nunca antes na história desse mundo tantos regimes autoritários nos países islâmicos se viram ameaçados pela força das ruas… Imagino que se acontecer com Muammar Kadafi o que aconteceu com Mubarak, um certo ex-presidente da República por estes lados e bom amigo de ditadores como o líbio, Chávez, Fidel ou Mugabe ficará incomodado… Afinal, são todos bons companheiros, não é?

Dize-me com quem andas...

O Levante

Estou, efetivamente, surpreso com o que está acontecendo no mundo islâmico… As manifestações por democracia, iniciadas nos países árabes chegaram ao Irã fundamentalista… E agora, no Norte da África, parece ser a vez de Kadafi… É incrível como o regime autoritário e antiocidental da Líbia (em que pese a distensão dos últimos anos) se veja afrontado por manifestações legitimamente democráticas! Parece um anseio que vem realmente de dentro, das ruas, da população do país! É endógeno, tudo leva a crer!

O levante por reformas (não gosto do termo onda revolucionária) é algo sem precedentes nessa parte do mundo! Será que a democracia realmente chegará aos mundos árabe e islâmico? Ou, sendo mais pessimista, é só uma mudança de cadeiras? Continuar lendo

A importância do Bahrein – artigo interessante da BBC

Artigo interessante da BBC sobre o Bahrein… O país, com maioria (70% da população) xiita é governado pela minoria sunita (em uma monarquia absolutista). É parceiro estratégico para os EUA, mas corre o risco de migrar para a esfera de influência iraniana. Ao contrário do Egito, país rival do Irã e que, até o momento, não desenvolveu antiamericanismo ou antisemitismo após a queda de Mubarak, a ingerência de Teerã poder provocar efeitos bastante distintos no Barein. Não vi ainda , entretanto, bandeiras americanas ou israelenses queimadas nos protestos pelas ruas do pequeno país do Golfo. A situação, de toda maneira, é diferente da do Egito.

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Manifestações no Mundo Islâmico e Bandeiras

Em uma agradável conversa no almoço de hoje com Humberto Formiga, Luiz Araújo e Márcio Tancredi, este último, dentre as várias observações pertinentes, fez uma que julguei assaz interessante: já repararam que, em todas essas manifestações populares que estão ocorrendo no Mundo Islâmico, não se viu (talvez de forma inédita) qualquer queima de bandeiras dos Estados Unidos ou de Israel!?! Indiscutivelmente, uma vitória para a tolerância e os princípios democráticos e de boa convivência entre os povos! 

Manifestação no Egito: sem a queima de bandeiras de Israel ou dos EUA, felizmente.

 Não obstante, acabei de ver representantes do parlamento iraniano gritando, no plenário da assembléia daquele país, palavras de ordem contra os opositores do regime, inclusive (segundo informou a imprensa e não posso confirmar pois não entendo farsi) clamores pela “morte aos líderes da oposição”! Isso é que é democracia!

Oxalá a opção egípcia seja pelo modelo turco…