Crise européia e a emigração para os emergentes…

Recebi de uma pessoa muito querida que levantou questão interessante: se continuarem a crise e o desemprego na Europa, será que veríamos novo surto de emigração a partir daquele continente? E para onde iriam, para os países de riqueza e crescimento, mas carentes em recursos humanos de qualidade (digo, mão de obra especializada)? De toda maneira, a crise continua nas terras européias e seria, no mínimo, interessante nova vaga de migração.

Acho que ainda demorará para os europeus emigrarem (já fizeram isso em outros momentos de turbulência). Entretanto, a conseqüência dessa crise toda pode ser o aumento da animosidade contra os imigrantes que lá se encontram (provenientes da África, da América Latina e da Ásia). E isso não é nada bom…

Muitos dos problemas por que passam os europeus no momento relacionam-se ao modelo social-democrata de bem-estar social construído nas últimas décadas. Nos países da Europa, cidadãos e trabalhadores têm muitos direitos e garantias, difíceis de serem sustentados pelo Estado nesses momentos de crise. A Europa parou e o modelo social europeu faliu, se é que me permitem a sinceridade na constatação.

(Em tempo: acredito na capacidade de recuperação da Europa, mesmo. Cedo ou tarde, os europeus vão conseguir resolver esse problema. Já passaram por situações difíceis anteriormente. E, como crise e oportunidade são duas faces da mesma moeda, passa da hora do Brasil estreitar as relações com a Europa e contribuir para a solução da crise deles…)

Europa corta previsão de crescimento e se prepara para uma década perdida

Segundo dados do gabinete da presidência da Comissão Europeia, o bloco acumula perdas de 2 trilhões desde 2008, enquanto o governo francês já admite: a Europa parou 

Estadão – 29 de outubro de 2011 | 16h 12 

Um Brasil inteiro já desapareceu da economia da Europa. O continente revê pela metade seu crescimento em 2011 e admite que poderá levar uma década para compensar os prejuízos de apenas três anos. Segundo dados do gabinete da presidência da Comissão Europeia, o bloco acumula perdas de 2 trilhões desde 2008, enquanto o governo francês já admite: a Europa parou. Continuar lendo

Europa Muçulmana

Quem me enviou esta foi meu amigo Antônio Vandir. Achei interessante, pois um dos fundamentos da perspectiva européia sempre foi a chamada “Cristandade”. Ora, o cenário atual é de redução no número de católicos e protestantes no Velho Mundo e de aumento de muçulmanos, em especial no continente europeu.  Será, no mínimo, interessante ver a proliferação de mesquistas nas cidades européias diante de igrejas cada vez mais vazias (fui a algumas igrejas recentemente, participando inclusive de uma missa em Bruxelas, e o cenário era mesmo esse…).

Estariam a “Cristandade” e os valores tradicionais europeus ameaçados pelo Islã? Como isso afetará as relações (sociais, culturais, política e econômicas) na Europa? Muito contribuiriam para este post e nossos leitores os comentários dos especialistas, como minha amiga Carmen Lícia Palazzo. Aguardemos!

Vale a pena conferir as estatísticas. Al salam maleikum!

Queda vertical de católicos e protestantes na Europa

29 de outubro de 2011, em Noticiário Internacional

1. Estudo de uma equipe de sociólogos do EVS mostra que, em 1999, havia 62,1% de católicos e 25,8% de protestantes no continente. Em 2008, data do último relatório, registrou-se queda vertical nas proporções, para 36,7% e 14,5%, respectivamente. Entre os franceses, eram 70% os que se diziam católicos em 1981, e não mais que 43% em 2008. No Reino Unido, os protestantes passaram de 56,6% para 38,7% e os católicos, de 13,6% para 10,8%. Na Alemanha, os protestantes caíram de 34,5% para 27%, e o número de católicos permaneceu praticamente inalterado, em torno de 22%. Continuar lendo