Certamente, o que de fato está acontecendo na Costa do Marfim não é o que se tem divulgado. Afinal, o cerco ao palácio presidencial já entra no seu quarto dia… E, apesar do bombardeio francês às instalações onde Gbagbo se encontra, o presidente resiste. Note-se o retorno ao funcionamento da TV estatal e o comunicado na tela (“O governo de Gbagbo ainda está no poder, pede-se uma forte mobilização da população.”). As forças leais a Gbagbo permitem que ele defenda a posição, entrincheirado no palácio.
A própria capacidade de Outtara de governar o país pós-Gbagbo começa a ser questionada. E, à medida que suas tropas também cometem atrocidades contra a população, o presidente eleito vê sua legitimidade ameaçada. De toda maneira, o massacre está em curso, e logo se admitirá que o conflito já virou uma guerra civil, com atrocidades sendo cometidas por ambos os lados e rivalidades étnicas e tribais atávicas emergindo.
Cresce o número de mortos (executados com requintes de crueldade). Refugiados são milhares…
E pensar que a Costa do Marfim já foi um dos mais estáveis países do continente… Bom, nesse caso, difícil culpar o antigo colonizador pelos problemas marfinenses…














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