Com mais esse “ministério”, o Ministério da Defesa perde poder, perdendo INFRAERO e ANAC de uma vez. Por falar nisso, alguém viu o Ministro Jobim na recepção a Obama? Achei estranho não vê-lo na hora em que a Presidente Dilma apresentava seus ministros ao mandatário estadunidense.
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Terrorismo Internacional: sete anos dos atentados de Madri
Já se passaram sete anos… Mas, para muitos madrilenhos, o 11 de março de 2004 ainda é uma lembrança recente. Segue o link com a cobertura do El País sobre aqueles acontecimentos nefastos. Nada, absolutamente nada justifica o terrorismo (seja de Estado, seja de organizações não-estatais). Na verdade, trata-se de ameaça que tem que ser combatida e neutralizada sem tergiversação.
Preocupa o fato do Brasil estar completamente despreparado para lidar de maneira eficiente, eficaz e efetiva com essa ameaça. Ilusória a idéia de que isso nunca vai acontecer por aqui. É só uma questão de tempo, pouco ou muito tempo…
De toda maneira, grandes eventos ocorrerão nos próximos anos. Se os brasileiros não são alvo, como digo sempre em minhas aulas, virão delegações de países que são alvo. Virá público de países que são alvo. É importante que estejamos preparados. Não acontecendo nada, ótimo. Fizemos a nossa parte.
Eis o link para a cobertura: http://www.elpais.com/todo-sobre/tema/matanza/11-M/122/
Nós e o terrorista italiano
Artigo interessante, publicado no ESP, acerca do caso Battisti.
Depois de estudar o caso, lendo parte dos autos, fica evidente o equívoco do Governo brasileiro nesta questão. Battisti agiu como assassino frio e matou sem piedade. Vai escapar impune porque tem bons amigos (companheiros) no Brasil.
Terrorista
Almir Pazzianotto Pinto (*)
Os brasileiros jamais aderiram ao terrorismo. Bakunin, para quem “o impulso de destruir é também um impulso criativo”, não fez escola entre nós. Influenciou um ou outro pervertido. Chacinar autoridades ou pessoas comuns, detonar bombas na multidão, explodir instalações públicas, como sucede rotineiramente em países conhecidos pela irracionalidade de minorias políticas e religiosas, não integram os nossos costumes. O povo mais de uma vez manifestou repugnância a facínoras insensíveis que, em nome de ideologia extremista, ou por mera propensão homicida, não vacilam em sacrificar homens, mulheres e crianças, em sangrentos atentados a tiros ou à bomba.
Marcelino Bispo de Melo, o soldado que, em 5 de novembro de 1897, ao atacar o presidente Prudente de Morais no cais do Rio de Janeiro, feriu de morte o ministro da Guerra, marechal Machado Bittencourt, e o coronel Mendes de Morais, ou Manso de Paiva, desempregado que, em 8 de setembro de 1915, apunhalou pelas costas o senador Pinheiro Machado, integram o diminuto número de terroristas assumidos da nossa História.
A Primeira República (1889-1930) ficou marcada por episódios de rara violência: a Revolta da Armada (1893-1894); a Campanha de Canudos (1896-1897); a Guerra do Contestado (1912-1916); fuzilamentos e a degola, praticada no Sul como forma de eliminação de adversários políticos e soldados inimigos (a vítima indefesa era posta de joelhos, com a cabeça entre as pernas do carrasco, que com golpe de adaga lhe abria o pescoço). Atos terroristas, todavia, foram poucos e isolados.
Jacob Gorender, autor de Combate nas Trevas – A Esquerda Brasileira: das ilusões perdidas à luta armada, descreve o surgimento do terror após 1964, utilizado como instrumento de reação ao regime militar Continuar lendo
Grande Guerra: o tanque, essa arma sem sentido!
Artigo muito enriquecedor publicado no “the War Illustrated”, de 9 de dezembro de 1916. Na opinião do autor, o tanque “não vinha para ficar”…
‘Cruising in a Tank’
by Max Pemberton
It is evident that the “tank” has not come to stay. It is here to go on. When it first burst upon the astonished Germans like a dragon upon children from a wood of fables our critics were a little doubtful about its future. “It is experimental,” they said. “Famous things have been done, but we do not know how far it will go.” Well, it has gone a long way already, and we may say in all moderation that it has but begun.
There have been new things in this war—as perhaps in all wars—but the “tank” was both a new and à humorous thing. When Hannibal introduced the Roman to the elephant there may have been laughter in Carthage, but no historian has recorded it. Gunpowder about the time of Crécy does not appear to have inspired the Harry Tates of the time. The first man in armour may have amused his relatives at home, .and no doubt the small boy of the period had observations to make upon his appearance. For all that, the man in armour is ever historically a gentle knight sans peur et sans reproche. Even throwing back to the East and the coming of the Juggernaut, it has needed a twentieth- century artist to hitch laughter to that singular coach. Yet I suppose the Juggernaut is the true forbear of the “tank.”
Some people will tell you that it all arose from the employment, both by us and the Germans, of the armoured car at the beginning of the war. We put machine-guns upon fine Rolls-Royce chassis, sent them into France and Flanders, and often left them in a few weeks hut rusted wrecks upon a roadside. They were not new, for, oddly enough, in the very earliest days of the motor movement inventors came forward with contraptions of the kind; and so closely did they resemble the machines which fought in Flanders that one must look twice at the picture to discover their lack of modernity. Continuar lendo
Cortes no orçamento de Defesa de Pindorama
E de volta à Pindorama, os cortes no orçamento federal atingiram a fundo o Ministério da Defesa! Absurdo como se lida com essa questão!
Sinceramente, não consigo admitir a quantidade de dinheiro que se gasta com alguns dos 869 ministérios… Gastos com publicidade, eventos sem o menor sentido, patrocínio de folhetins, apoio a produções artístico-culturais duvidosas, etc.
Gasto com marqueteiros então! Sinceramente, acho que dinheiro federal com publicidade só deveria ser usado em campanhas educativas ou orientações à população (por exemplo, em anúncios sobre vacinação). Deprimente se cortar dinheiro da Defesa quando já temos um orçamento irrisório diante das proporções e pretensões internacionais do Brasil!
Amanhã publico mais sobre nosso orçamento de defesa…
16 de fevereiro de 2011, em Divulgação, Ministério da Defesa
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou hoje (15/02) o valor provável do corte no orçamento da Defesa para 2011. Ao todo, deverão contigenciados R$ 4,024 bilhões, o que corresponde a uma redução de 26,5% em relação ao valor total de R$ 15,165 bilhões previsto para a pasta na Lei Orçamentária Anual (LOA).
O corte ocorrerá sobre a parcela contigenciável do Ministério, que engloba despesas com manutenção operativa e projetos das Forças Armadas e demais órgãos vinculados à pasta. Essa parcela era originalmente de R$ 10,292 bilhões. Os R$ 4,873 bilhões restantes, diferença entre o saldo contingenciável e o valor total do orçamento do Ministério, refere-se ao montante fixado na lei orçamentária que não pode ser contingenciado por cobrir despesas obrigatórias e ressalvadas, a exemplo dos gastos com o controle do espaço aéreo. Continuar lendo
300 no chão!
Luiz Carlos Azedo comentou em seu blog (http://blogdoazedo.blogspot.com) que “enquanto a novela da compra dos caças de última geração para a Força Aérea Brasileira (FAB) continua, estão sem condições de voar, por falta de peças e dinheiro para revisão, cerca de 300 aeronaves.”
A situação, realmente, não é das melhores. De fato, o investimento em Defesa no Brasil é ínfimo, sobretudo se forem consideradas as proporções físicas e econômicas do País e os interesses regionais e globais.
Díficil qualquer pretensão de se tornar protagonista no cenário intenacional com Forças Armadas fragilizadas. Nesse sentido, vale a lembrança do velho Barão do Rio Branco, que defendia que o Brasil não poderia se destacar no concerto das nações sem capacidade diplomática… e militar! E isso há mais de cem anos…
Das 706 aeronaves da Força Aérea, se 300 estão no chão, isso representa 42% do Poder Aéreo inoperante.
Segue uma tabela interessante para ilustrar o que é a Força Aérea do maior país da América do Sul e do quinto do globo em território:
