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Como hoje é aniversário dele, reproduzo o texto de Isabel Lustosa, citada no post anterior, sobre o perfil de nosso primeiro monarca, Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, Pedro I do Brasil, Pedro IV de Portugal:

“[…] d. Pedro I foi um governante muito à frente da elite brasileira do seu tempo. Ele afrontou os valores da escravidão, combatendo com vigor o hábito de alguns funcionários públicos de mandar escravos para trabalhar em seu lugar; concedendo lotes aos escravos que libertou na Fazenda de Santa Cruz; no Rio de Janeiro e na Bahia, onde os ricos circulavam em liteiras e qualquer pessoa que pudesse ter dois escravos tinha condições de se fazer transportar pelas ruas numa rede amarrada num pau que os escravos sustentavam nos ombros, lembra Macaulay, d. Pedro andava a cavalo ou circulava numa carruagem puxada por cavalos ou mulas e dirigida por ele mesmo; e, como foi visto, não permitiu que seus súditos lhe prestassem a homenagem tradicional de carregar sua carruagem nas costas por ocasião do Fico.”

Personalidade polêmica, sem dúvida. Com muitos vícios (quem não os tem?), mulherengo (não era santo, oras!), impulsivo (precisávamos de alguém assim), contestador (como todo jovem), Dom Pedro foi chamado no Brasil de déspota autoritário, enquanto na Europa o criticavam por ser demasiadamente liberal e democrata! Figura singular de nossa História, Pedro I foi um homem que amou o Brasil e nos deixou muitas preciosidades: a independência, a integridade e a unidade territorial, uma bela Constituição e, sobretudo, seu filho, que se tornou monarca e o maior Estadista que já esteve à frente deste País!

Seu título ilustra bem sua condição:

Por Graça de Deus e Unânime Aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.

Viva Dom Pedro I! Viva o Império do Brasil! Pela restauração!

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