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É com satisfação que informo do lançamento do livro Defesa Nacional para o Século XXI: Política Internacional, Estratégia e Tecnologia Militar, obra conjunta publicada pelo IPEA, sob a coordenação dos pesquisadores Edison Benedito da Silva Filho e Rodrigo Fracalossi de Moraes. Recomendo efusivamente a obra, que reúne um leque de especialistas para tratar de diversos assuntos de Segurança Nacional e Defesa. Diga-se de passagem, o IPEA tem feito um ótimo trabalho de pesquisa nesse campo.

Segue matéria da DefesaNet sobre o evento que ocorreu na ECEME, no último dia 6, em que a obra foi lançanda. O livro está diponível gratuitamente em formato digital. Para acessá-lo, clique aqui.

PS: Há um capítulo de nossa autoria sobre Atividade de Inteligência…

07 de Novembro, 2012 – 22:19 ( Brasília )

IPEA – Política de Defesa Nacional é discutida em livro

Publicação do IPEA foi apresentada na ECEME

“É emblemático estarmos lançando o livro do IPEA sobre defesa em uma época de mudanças nas duas maiores economias do mundo, com a eleição presidencial nos Estados Unidos e as alterações no Partido Comunista da China”, afirmou o diretor de Desenvolvimento Institucional doIPEA, Luiz Cezar Loureiro de Azeredo, durante o lançamento do livro Defesa nacional para o século 21, ocorrido na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), nesta terça-feira, 6, na cidade do Rio de Janeiro.
O evento contou com a participação de oficiais das forças armadas, pesquisadores do IPEA e acadêmicos de todo o país, e foi marcado por um ciclo multitemático de palestras. A ideia era situar o Estado brasileiro na conjuntura política internacional e lançar uma discussão sobre a importância do aparato tecnológico militar para a defesa do território.
Para Azeredo, o país tem de estar atento às mudanças e compreender a atual conjuntura e, para isso, três questões são fundamentais: o aprofundamento da globalização e a consequente intensificação das relações comerciais que ainda favorecem as nações desenvolvidas; a questão do meio ambiente, na qual os países centrais gozam de flexibilidade, como por exemplo na emissão de CO2, e cerceiam os bens naturais dos países periféricos, considerados mundiais e intocáveis; e a governança internacional que, apesar da crescente afirmação dos BRICS, ainda está nas mãos das nações mais ricas.
Em seu discurso, Azeredo destacou a importância de uma base material forte autônoma, centrada no desenvolvimento e na avaliação cuidadosa dos nossos aliados estratégicos no mundo. Segundo ele, o momento atual pode abrir oportunidades para o Brasil consolidar as estratégias de defesa na região, em conjunto com os vizinhos da América do Sul, e desenvolver parcerias no setor de tecnologia com outros países, como a África do Sul e a Índia.
Loureiro lembrou que a reconfiguração do cenário político internacional tem pressionado os países a avaliar a mudança de posicionamento sobre domínio da tecnologia nuclear e intervenções das grandes potências em nações com menor estrutura militar e econômica. ”Não se trata de defender a não intervenção quando um país ruir, mas de não se permitir mais que alguns países intervenham quando quiserem, segundo seus interesses”, destacou.
Logo depois, o pesquisador do IPEA e um dos organizadores do livro, Rodrigo Fracalossi, defendeu a aproximação entre militares e civis para a efetividade das políticas de defesa. ”Quanto mais instituições debaterem a defesa, sejam civis ou militares, dentro ou fora do governo, mais diversas serão as perspectivas acerca dos problemas que nós temos de enfrentar na área. Países que têm uma defesa forte conseguiram envolver a sociedade civil no debate em torno do tema”, disse.
Link para Download da Íntegra do livro: Defesa Nacional para o Século XXI: Política Internacional, Estratégia e Tecnologia Militar

Conteúdo
ORGANIZADORES E AUTORES        11
INTRODUÇÃO        13
PARTE I: SEGURANÇA E POLÍTICA INTERNACIONAL
CAPÍTULO 1 SEGURANÇA INTERNACIONAL NA DÉCADA DE 1990 Williams da Silva Gonçalves       21
CAPÍTULO 2 POLÍTICA DE DEFESA E SEGURANÇA DO BRASIL NO SÉCULO XXI: UM ESBOÇO HISTÓRICO Francisco Carlos Teixeira da Silva          49
CAPÍTULO 3 DOS “DIVIDENDOS DA PAZ” À GUERRA CONTRA O TERROR: GASTOS MILITARES MUNDIAIS NAS DUAS DÉCADAS APÓS O FIM DA GUERRA FRIA – 1991-2009 Edison Benedito da Silva Filho Rodrigo Fracalossi de Moraes              83
CAPÍTULO 4 TERRORISMOS: UMA CONTEXTUALIZAÇÃO DO FENÔMENO POLÍTICO Marcial A. Garcia Suarez   131
CAPÍTULO 5 O PODER MILITAR BRASILEIRO COMO INSTRUMENTO DE POLÍTICA EXTERNA Fernando José Sant’Ana Soares e Silva   149
PARTE II: ESTRATÉGIA E TECNOLOGIA NA DEFESA E NA SEGURANÇA INTERNACIONAL
CAPÍTULO 6 CONSIDERAÇÕES SOBRE O CONCEITO DE CULTURA ESTRATÉGICA Reginaldo Mattar Nasser    185
CAPÍTULO 7 A CONDUTA DA GUERRA NA ERA DIGITAL: CONCEITOS, POLÍTICAS E PRÁTICAS Érico Esteves Duarte     201
CAPÍTULO 8 AS FUNÇÕES TECNOLÓGICAS DE COMBATE EM GUERRAS DO PASSADO, DO PRESENTE E DO FUTURO José Carlos Albano do Amarante  247
CAPÍTULO 9 AS CIDADES E AS “NOVÍSSIMAS GUERRAS”: A MILITARIZAÇÃO DO ESPAÇO URBANO Reginaldo Mattar Nasser    271
CAPÍTULO 10 BRASIL, SERVIÇOS SECRETOS E RELAÇÕES INTERNACIONAIS: CONHECENDO UM POUCO MAIS SOBRE O GRANDE JOGO Joanisval Brito Gonçalves      295
CAPÍTULO 11 O PRESENTE E O FUTURO DA DISSUASÃO BRASILEIRA Luiz Eduardo Rocha Paiva      317

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