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Excelentes comentários do meu amigo Marcus Reis sobre terrorismo. Recomendo seu site para quem tiver interesse no tema (www.marcusreis.com). Reis tem publicado coisas muito interessantes por lá.

Resiliência e Terrorismo

Por mvreis

Apesar da atividade de inteligência, das ações de antiterrorismo e de contraterrorismo, existe uma probabilidade de que o evento negativo ocorra, ou seja, que o atentado terrorista seja bem sucedido. Como já falamos, é impossível prever todas as situações (muitas vezes dependentes de muitos fatores internos e externos), proteger todos os alvos (vivemos em uma sociedade multi alvos – target-rich society), estar em todos os locais a todo tempo, logo existe a possibilidade de que os terroristas consigam atacar o Estado e a sociedade. Hoje, a resposta ao terror é baseada não somente na proteção e prevenção, mas principalmente na resiliência.

Resiliência significa uma resposta flexível a uma ameaça, demonstrando a capacidade de reagir a um evento danoso. Pode ser entendida quando uma organização, uma sociedade, um Estado absorve um evento não esperado (danoso) e se recupera, segue adiante. A resiliência é proativa, pensada a longo prazo, mas com imediata preparação. Participa da política de Estado e não de governo (apesar de estar dentro desta também). Tem caráter interdependente, envolvendo diversos setores e órgãos.

A nova Estratégia dos EUA de Segurança (National Security Strategy, 2010) tem um novo direcionamento baseado na continuidade da vida, na resiliência. Esse país percebeu que é impossível evitar todo e qualquer atentado (1% Doctrine – se há um por cento de chance de acontecer, devemos estar preparados como se fosse acontecer) , motivo pelo qual deve-se privilegiar também as atividades de reconstrução da vida social, econômica, política do Estado.

Nesse caso, o Estado atacado deve estar pronto. Deve estar preparado para socorrer as vítimas, reconstruir a estrutura física e virtual afetada, acalmar a sociedade para que volte a trabalhar e a produzir etc. A vida deve continuar, por mais duro que tenha sido o ataque.

Destaco que neste caso também deve haver uma norma de organização, com mandatos estabelecidos e competências distribuídas entre os órgãos do governo e privados. Devemos saber quem está no comando, qual o papel das polícias, do corpo de bombeiros, da defesa civil, dos serviços sociais, da previdência social, dos serviços de engenharia, dos sistemas de transporte, da previsão do tempo, dos hospitais públicos e privados, da mídia etc.

http://marcusreis.com/2012/05/23/resiliencia-e-terrorismo/

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