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A qualidade do Supertucano é indiscutível, bem como sua competitividade. O episódio, entretanto, como bem descrito pelo meu caro Marcelo Rech, ilustra como se usar um programa de aquisição de equipamentos de Defesa nesses moldes para atender a interesses domésticos. Goste-se ou não, é assim que funciona o jogo. E que nos sirva de lição.

O Brasil poderia aproveitar seus programas de reaparelhamento das Forças Armadas para defender seus interesses lá fora. Por exemplo, temos negociado bilhões de dólares com países da União Européia. Com esse dinheiro todo em jogo, seria o momento, v.g., de se exigir uma abertura maior dos mercados europeus a nossos produtos – inclusive os agrícolas. Fica a reflexão.

EUA suspende compra do Super Tucano

www. inforel.org. – 05/01/2012 – 15h28

Brasília – O governo dos Estados Unidos suspendeu temporariamente a compra de 20 aeronaves Super Tucano da EMBRAER. O negócio de US$ 355 milhões está sendo questionado na Justiça norte-americana pela Hawker Beechcraft, concorrente da brasileira.

De acordo com o Pentágono, o Super Tucano será destinado ao Corpo Aéreo do Exército do Afeganistão no combate aos guerrilheiros do Talibã. Os A-29 devem ser utilizados no treinamento avançado em vôo, vigilância, interdição aérea e apoio aéreo.

O Pentágono explicou que o LAS (Apoio Aéreo Leve), é um programa desenhado para o governo afegão.

A parceira da EMBRAER nos Estados Unidos, Sierra Nevada Corporation, informou que recebeu uma “ordem de paralisação” por parte da Força Aérea dos Estados Unidos.

Para a Hawker Beechcraft, a Força Aérea dos Estados Unidos agiu sem transparência ao excluir a empresa norte-americana do processo. A empresa participou da concorrência com o AT-6 que não tem nenhum combate no currículo.
A venda do AT-6 é a grande aposta da Hawker Beechcraft que enfrenta sérias dificuldades financeiras. O negócio lhe permitiria criar 1,4 mil empregos em 20 estados.

A empresa conta com o poderoso lobby de congressistas norte-americanos num ano que é eleitoral nos Estados Unidos, para reverter a situação.

O mercado para esse tipo de avião deve movimentar cerca de US$ 3,5 bilhões até 2020 com a comercialização de 300 aeronaves.

A empresa vencedora terá 60 meses para entregar as 20 aeronaves e este foi o primeiro contrato firmado entre a EMBRAER e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Oficialmente, a EMBRAER não se pronunciou, mas fontes da empresa explicaram que o imbróglio deve ser resolvido nos próximos dias e que não há chance de perder o negócio até porque, 88% dos componentes da aeronave são fabricados por empresas norte-americanas e o Super Tucano será montado em Jacksonville, na Flórida.

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