Muito bem, meus caros seis leitores (talvez tenha havido algumas baixas nesses dias em que deixei de atualizar o site…)! Estou de volta! Duas semanas fora e já me colocaram a par de tanta coisa que aconteceu em Pindorama, como a questão dos livro didáticu em portuguêis erradu distribuído pelo Mininstério da Educassão, a briga pelos direitos dos homossexuais como o tal do beijaço, a história do mamaço em São Paulo, enfim, tudo isso que faz desse nosso País uma terra bem singular!

Realmente, é bom estar de volta ao Brasil! E já começou com uma recepção no aeroporto de Guarulhos… a visão do inferno! Você desce a escada rolante e se depara com uma gigantesca fila de imigração (claro, antes disso, já em frente à escada, um sujeito em um jaleco amarelo aos berros “estranjeros, foiregeneeers, fila da isssquerda! brasileiros, a outra fila! – é que ainda não inventaram painel eletrônico por aqui!), uma caracol de gente se espremendo para chegar ao controle da Polícia Federal (que, por sinal, é feito por terceirizados) para poder entrar oficialmente no Brasil, pisar nessa terra abençoada! E a fila de estrangeiros estava bem menor! Calor humano… Pânico nos olhos de alguns (certamente temendo não conseguir a conexão). Gente comentando sobre a Copa do Mundo de 2014… Acabei não tirando foto, mas encontrei uma na internet que retrata um pouco do caos em que se encontrava o ponto de entrada do principal aeroporto do Brasil. Parecia rodoviária de cidade do entorno das grandes capitais… Lembrei da nossa rodoviária de Brasília!

O mais interessante é que o Brasil deve ser um dos poucos países do mundo onde a fila dos nacionais na imigração é maior, mais lenta e mais confusa que a dos estrangeiros! Repito, a visão do inferno! Lembro de um senhor desesperado com uma criança de colo perguntado se havia fila preferencial… e a reposta: “senhor, a fila é essa mesmo!”

Passado o transtorno da imigração, começou a batalha pela malas: dois objetivos precisavam ser alcançados: 1) encontrar a esteira correta (já que eram sete vôos internacionais ao mesmo tempo e quem menos sabia qual seria a esteira para cada um eram os funcionários do aeroporto); 2) identificada a esteira, conseguir um carrinho para as bagagens (claro que isso estava bem difícil por uma questão de oferta e demanda).

Resolvida a bagagem (ao menos chegou! Yes!), havia o Duty Free… passei direto, pois o horário do vôo para Brasília não me permitia arriscar aquela parada comercial.

Sobe-se com as malas para despachar para a capital… fila e mais fila, claro… Mas aí informam que é preciso descer para despachar lá por baixo em um guichê especial (nesse até que não tinha fila, mas apenas uma funcionária e dois atletas que parecia que iam despachar a casa inteira).

Malas devidamente enviadas! Mas aí a moça do check-in informa que meu vôo estava no horário, mas que eu tinha que verificar o portão lá nos painéis porque ela ainda não tinha o número (isso no balcão da companhia). Fui nos painéis e nada (Guarulhos tem dois terminais de embarque doméstico e uma decisão errada seria fatal).  Passado um tempo, fui ao balcão de informações da Infraero. Ali, registre-se, fui muito bem atendido e o rapaz muito atencioso (mesmo, parabéns pelo atendimento!) anotou o número do portão: 3. Lá fui eu!

Cheguei lá e era o 3 mesmo! Yes! Só que, depois de algum tempo, mudaram para o 11 e não avisaram… Ainda bem que estou escolado… Imagino se fosse um gringo perdido! Estaria até hoje “asking for help” – como não se fala inglês no aeroporto internacional…

Consegui chegar a Brasília são e salvo (e com as malas!), depois de quase um dia de viagem!

A conclusão desse passeio pelos aeroportos brasileiros: realmente, estamos mais que preparados para os grandes eventos…  do século XXII! D’us nos ajude!

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