O discurso está até bom. Entretanto, o corte de 4,4 bilhões (25% do orçamento da pasta) foi mantido. Admiro a capacidade das Forças em lidar com orçamento tão reduzido.
E, repito, incomodam-me os gastos com alguns dos 865.312 ministérios e secretarias, bem como o patrocínio a blogs de artistas e a projetos artístico-culturais duvidosos. Alguém um dia conseguirá me explicar a razão da INFRAERO gastar tanto com publicidade se detém um monopólio…
Um governo que tenta cortar gastos deveria, primeiramente, enxugar a máquina, reduzir sua estrutura, e parar de torrar milhões em patrocínio a organizações não-governamentais e em projetos sem sentido. Bom, mas isso é assunto para outro post…
É triste como as autoridades brasileiras tratam a Defesa… Espero que o quadro mude com a nova Presidente… Espero mesmo…
Brasil “corrigiu seus caminhos”, diz Dilma a militares
BRASÍLIA (Reuters) – A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta terça-feira os gastos do governo com a defesa do país e, numa referência aos anos do regime militar, disse que o Brasil corrigiu seu caminho, atingindo maturidade institucional.
“Um país que conta, como o Brasil, com Forças Armadas caracterizadas pelo estrito apego a suas obrigações constitucionais é um país que corrigiu seus próprios caminhos e alcançou um elevado nível de maturidade institucional”, discursou Dilma durante condecoração de militares no Palácio do Planalto, em Brasília.
Foi a primeira participação de Dilma como presidente em evento com militares. Durante o regime militar (1964-1985), ela ficou presa por três anos por participação em uma organização que lutou contra o regime.
Dilma leu um discurso e não conversou com jornalistas. Em sua fala, defendeu o investimento em modernização das Forças Armadas e considerou um “grande engano” a “tentação” de classificar tais gastos como “esforço ocioso”.
“Um Brasil plenamente desenvolvido precisará de Forças Armadas equipadas, treinadas, modernas para o cumprimento de suas funções”, declarou. “A defesa não pode ser considerada elemento menor da agenda nacional.”
Apesar do discurso, o Ministério da Defesa foi um dos mais afetados pelo contingenciamento do Orçamento para 2011, com um corte de 4,4 bilhões de reais –26,5 por cento do Orçamento total da pasta.
A decisão sobre a compra de caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), um dos principais assuntos na pauta do Ministério da Defesa e cujo processo foi iniciado em 2008, não deverá ocorrer este ano.
Dilma declarou que a proteção das reservas de petróleo da camada pré-sal, no oceano Atlântico, e as fronteiras da Amazônia são as prioridades da estratégia de defesa nacional.
“As riquezas do pré-sal, descobertas nas profundezas do Atlântico, que impõem um no estágio para as forças de defesa, a garantia efetiva da soberania nacional pela proteção das nossas fronteiras, tanto no oceano como também na Amazônia, se transformaram na prioridade da nossa estratégia de defesa”, afirmou.
(Reportagem de Hugo Bachega)