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Para os meus 12 leitores que estavam reclamando da minha demora em comentar um pouco de tudo, digo que I’m back, baby! E retomo os trabalhos com a constatação sobre a qual há muito se trata referente aos estreitos vínculos de segmentos importantes da esquerda brasileira com grupos terroristas.

Em que pese ser notícia da Veja, vale pelo registro factual e fotográfico. Certamente, meus amigos de esquerda (sim, tenho amigos – e bons amigos – de esquerda) protestarão e dirão mesmo alguns que o Foro de São Paulo representa a integração dos vários segmentos que lutam pela democracia e contra a opressão na América Latina (sei!): FARC, chavistas, evistas (fica melhor que “moralistas”, bolivarianistas em geral… Alto lá! Há muito desapareceram os últimos idealistas! Claro que se meus amigos de esquerda (sim, repito, tenho amigos – e bons amigos – de esquerda) quiserem continuar pensando assim, paciência, o alerta foi feito!

O pior de tudo é a relação desse pessoal com autoridades brasileiras (disso ninguém reclama!)… D’us nos ajude…

Vejaonline 07 de Julho de 2012 – América Latina

Membros do partido de Chávez distribuem folhetos das Farc

O grupo terrorista colombiano manteve presença no Foro de São Paulo, o encontro anual da esquerda, que acabou na sexta-feira

Por Duda Teixeira, de Caracas
Manifesto das Farc e biografia de Manuel Marulanda são divulgados no encontro da esquerda em Caracas

Manifesto das Farc e biografia de Manuel Marulanda são divulgados no encontro da esquerda em Caracas                      (Alexandre Schneider)

Desde que Lula tornou-se presidente do Brasil, o Partido dos Trabalhadores tentou impedir a presença das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Foro de São Paulo, o encontro anual da esquerda. A norma nunca foi efetivamente cumprida, porque partidos ligados ao grupo terrorista continuaram participando. Com o evento sendo realizado em Caracas e com o presidente venezuelano Hugo Chávez no comando, o controle que já era fraco ficou totalmente frouxo.

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A ex-senadora Piedad Córdoba, flagrada nos e-mails de Raúl Reyes aconselhando o grupo nas negociações com o governo de seu país, sentou-se na mesa principal durante a assembleia do Foro. Além disso, um livreto com o Manifesto das Farc e outro com a biografia de Manuel Marulanda foram distribuídos por integrantes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, o partido de Chávez), no salão onde ocorreu a assembleia principal. Perguntados sobre quem tinha trazido os panfletos, eles respondiam: “Foram os nossos irmãos colombianos”.

Chávez já disse que as Farc tem um projeto político. Centenas de membros do grupo estão escondidos atualmente na Venezuela, onde realizam sequestros, assaltos e se preparam para incursões armadas na Colômbia. Com o presidente venezuelano no comando do Foro, que acabou na sexta-feira, dia 7, os terroristas ficam ainda mais livres.

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