Luiz Carlos Azedo comentou em seu blog (http://blogdoazedo.blogspot.com) que “enquanto a novela da compra dos caças de última geração para a Força Aérea Brasileira (FAB) continua, estão sem condições de voar, por falta de peças e dinheiro para revisão, cerca de 300 aeronaves.”
A situação, realmente, não é das melhores. De fato, o investimento em Defesa no Brasil é ínfimo, sobretudo se forem consideradas as proporções físicas e econômicas do País e os interesses regionais e globais.
Díficil qualquer pretensão de se tornar protagonista no cenário intenacional com Forças Armadas fragilizadas. Nesse sentido, vale a lembrança do velho Barão do Rio Branco, que defendia que o Brasil não poderia se destacar no concerto das nações sem capacidade diplomática… e militar! E isso há mais de cem anos…
Das 706 aeronaves da Força Aérea, se 300 estão no chão, isso representa 42% do Poder Aéreo inoperante.
Segue uma tabela interessante para ilustrar o que é a Força Aérea do maior país da América do Sul e do quinto do globo em território:
Enquanto isso, os gastos do governo federal com publicidade no primeiro semestre de 2010 foram de R$ 362 milhões.
Coisa que ainda tento entender é por que a INFRAERO gasta com publicidade se detem um monopólio! Isso é Brasil…
Quando comparamos nossos gastos em defesa com vizinhos como Chile, Peru, Colombia, Venezuela etc. podemos perceber que ainda nossa sociedade não leva a sério a importância em se ter capacidade militar para os interesses do país
Pois é Joanisval, se 42% da frota aérea está em terra por falta de manutenção (por absoluta falta de destinação de recursos para tal), o que dirá quando as caras manutenção e peças se fizerem necessárias aos novos caças após adquiridos pela Força(??) Aérea ou Ministério da Defesa(??) ?
Não se consegue entender o processo (i)lógico e incoerente das decisões governamentais brasileiras. Um abraço e parabéns pelo blog!!