Big Brother e democracia

Pode o Estado acessar dados e comunicações pessoais do cidadão para protegê-lo? Direitos fundamentais podem ser mitigados sob o imperativo da segurança? Escrevi sobre isso hoje na Folha de São Paulo.

Para o artigo na Folha, clique aqui.

E, a seguir uma versão um pouco mais completa do artigo…

big brother

BIG BROTHER E DEMOCRACIA

Joanisval Gonçalves

Quando, em 1949, George Orwell escreveu o romance “1984”, tratou de uma sociedade futurística, na qual o Estado controlava os cidadãos de maneira absoluta, vigiando-os no mais íntimo de sua privacidade, conhecendo suas ações mais particulares e determinando sua maneira de pensar. A obra de Orwell, que se tornou um clássico, retratava com maestria um Estado onipresente, controlador e repressor, representado pela figura do Big Brother, o Grande Irmão, que tudo via e tudo sabia. Entretanto, “1984” tratava de um regime totalitário. No século 21, porém, o Grande Irmão chegou às democracias.

Nas últimas semanas, com a revelação de que o governo dos Estados Unidos estaria reunindo dados a partir de interceptações telefônicas e acessos irregulares a mensagens e contas na internet de milhões de pessoas, o tema do Estado controlador do cidadão voltou à tona. Pode o Estado, sob o imperativo da segurança, violar a intimidade do indivíduo? E o direito de o cidadão ter suas informações pessoais e comunicações preservadas é absoluto? Essa é uma discussão complexa, sobretudo por vivermos uma época em que o mundo digital está cada vez mais presente e a segurança da sociedade se vê diante de ameaças como o terrorismo. Na era da informação e da insegurança, teremos que nos submeter ao Big Brother para nos proteger? Continuar lendo

Inteligência estadunidense ajuda bancos contra hackers

Atuação estatal para lidar com essa ameaça. A NSA é o maior orçamento de inteligência dos EUA. Isso é sinal de efetiva preocupação com um problema de significativas dimensões.

Reuters
WASHINGTON | Wed Oct 26, 2011 1:24pm EDT
 

Exclusive: National Security Agency helps banks battle hackersThe National Security Agency (NSA) logo is shown on a computer screen inside the Threat Operations Center at the NSA in Fort Meade, Maryland, January 25, 2006.  REUTERS/Jason Reed

The National Security Agency (NSA) logo is shown on a computer screen inside the Threat Operations Center at the NSA in Fort Meade, Maryland, January 25, 2006.   Credit: Reuters/Jason Reed

 
 (Reuters) – The National Security Agency, a secretive arm of the U.S. military, has begun providing Wall Street banks with intelligence on foreign hackers, a sign of growing U.S. fears of financial sabotage.

The assistance from the agency that conducts electronic spying overseas is part of an effort by American banks and other financial firms to get help from the U.S. military and private defense contractors to fend off cyber attacks, according to interviews with U.S. officials, security experts and defense industry executives. Continuar lendo