O Babuíno da Grande Guerra

Jackie2A participação dos outros animais nos conflitos armados é tão antiga quanto a dos próprios humanos. Cavalos, cães, elefantes, falcões, pombos… Exércitos sempre recorreram a esses meios para alcançar a vitória nas batalhas! Pouca gente sabe, entretanto, que na I Guerra Mundial um inusitado combatente foi… um babuíno!

Jackie era o nome dele! E símio-soldado foi incorporado às forças do 3º Regimento de Infantaria Sul-Africano (Transvaal), que combateu junto das tropas britânicas nas trincheiras da Grande Guerra. Era o bichinho de estimação (coisa mais inusitada ainda!) de Albert Marr, sulafricano que, ao se apresentar como voluntário para ir combater na França, pediu a seus superiores para levar junto sua mascote! (Devia ser um tipo estranho também esse Albert!). Para a surpresa de todos, a autorização foi concedida, e lá foram  Albert, seu Regimento, e Jackie para o front. 

Foi assim que Jackie tornou-se a mascote oficial (se me permitem o trocadilho) do Regimento! Tinha uniforme completo, bolachas (badges) e até um quepe. Dizem que acompanhava a tropa nas marchas e aprendeu os comandos de ficar em pé, descansar e até a prestar continência (coisas que alguns esquerdopatas nunca aprenderiam a fazer por aqui cem anos depois)!

O babuíno participou de diversas batalhas no Norte da África e em solo Europeu durante três longos anos. Devido a sua visão e sua audição aguçadas, Jackie tinha condições de antecipar os ataques inimigos melhor que qualquer sentinela humana. Graças a isso, salvou muitas vidas em seu regimento. Continuar lendo

1314: o fim do começo

jacques.jpgOs 12 leitores de Frumentarius sabem que gosto de dedicar algumas postagens aqui a efemérides. Na próxima segunda, 18 de março, completar-se-ão 705 anos (isso, setecentos e cinco) da execução, em Paris, do último Grão-Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay. O evento marcaria o fim oficial daquela famosa Ordem de Cavalaria, a instituição mais rica do Ocidente depois da Igreja Católica, formada por monges guerreiros que protegiam os peregrinos e lutaram contra os muçulmanos pela Terra Santa, e contra todos os considerados inimigos da Cristandade. Além disso, foi graças aos Cavaleiros Templários que se desenvolveu o primeiro sistema bancário do Ocidente.

O patrimônio da Ordem do Templo incluía mosteiros, fortalezas, terras aráveis, moinhos além muito ouro e prata guardados nos cofres de suas sedes espalhadas pela Europa. Os templários tinham ainda seus próprios navios nos quais transportavam artigos de luxo do Oriente para a Europa (sedas e especiarias). Tamanha riqueza pode ter contribuído para a ruína dos Templários. Ao final do século XIII, contudo, o destino dos templários começou a mudar.
Joelza Ester Domingues, em Ensinar História

A execução na fogueira do Grão-Mestre punha fim a sete anos de perseguições, capitaneadas pelo Rei da França, Felipe IV, o Belo, e pelo Papa Clemente V (completamente subserviente ao monarca francês). Interessado nas riquezas dos Templários, Felipe IV iniciou um processo contra eles, acusando-os de heresia e de práticas condenáveis e de idolatria: negação da Cruz e do próprio Cristo, adoração a uma figura tida como demoníaca, sodomia…

execution-JacquesAssim, no dia 13 de outubro de 1307 (uma sexta-feira), todos os templários encontrados em território francês foram presos, entre eles o Grão-Mestre. Começavam sete anos de torturas e execuções, em que se buscava obter a confissão dos membros da Ordem por seus supostos crimes. A organização foi completamente debelada nos domínios de Felipe, mas a quando as forças do Rei chegaram à sede da Ordem em Paris, encontraram os cofres vazios: o tesouro dos templários havia desaparecido! O mesmo aconteceu em outros castelos e edifícios da Ordem. Ademais, a poderosa frota dos Templários, que durante séculos transportara pessoas e riquezas pelo Mediterrâneo e pela costa ocidental da Europa, estacionada no porto de La Rochelle, simplesmente sumira!

Quando os senescais do Rei foram para os castelos templários para cumprir a ordem de prisão encontraram muitos deles abandonados e a grande força naval que estava ancorada na base dos Templários no porto de La Rochelle havia simplesmente sumido assim como todo o tesouro templário.
David Hatcher Childress- (http://greyfalcon.us/), 
“A Frota Naval dos Cavaleiros Templários e seu Império Marítimo”
(Traduzido por  Thoth3126, in https://thoth3126.com.br/a-frota-naval-dos-cavaleiros-templarios-1/)

O processo dos templários durou, portanto, sete anos. Muitos cavaleiros foram torturados e executados, chegando-se, a 18 de março de 1814, à execução de Jacques de Molay, que resistira aos maus-tratos e morreu negando a culpa pelas acusações que lhe eram imputadas e à Ordem.

JacquesDeMolayRestingPlaceAntes de morrer, enquanto o fogo o consumia, Jacques de Molay lançou uma maldição contra seus algozes: “Eu vos amaldiçoo até a 13ª geração, e vos intimo a comparecer perante o Tribunal do Juiz de todos nós dentro de um ano para receberdes o vosso julgamento e o justo castigo!”. Quarenta e cinco dias depois, Clemente V morreria vítima de uma infecção intestinal. E em 29 de novembro de 1314 seria a vez de Felipe, que morreria de uma queda de cavalo durante uma caçada.

Não cabe aqui entrar em maiores detalhes nem sobre a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo do Templo de Salomão, nem de seu último Grão-Mestre (deixo alguns links que podem ser interessantes para começar a conhecer mais). Entretanto, se foi extinta oficialmente por Clemente V, a Ordem continuou existindo em outros lugares da Europa, como na Inglaterra, na Escócia, na Catalunha e em Portugal (país, de fato, fundado por templários). Os reis daqueles lugares continuariam protegendo a Ordem e seus membros, sob o manto de novas organizações como a Ordem de Cristo portuguesa.

Também o fim dos templários em 1314 daria ensejo a uma série de histórias e lendas sobre aqueles monges guerreiros, seus tesouros, o conhecimento e o segredo que protegiam. E, no século XXI, a Ordem continua sendo objeto da curiosidade e da pesquisas por todo o globo. Seu legado jamais será extinto.

Non nobis, Domine, non nobis, sed Nomini tuo da gloriam…

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Retornando… Será?

Meus queridos 12 leitores (se é que sobrou alguém depois de todo esse tempo parado),

Tento retomar minhas publicações aqui em Frumentarius. Vamos ver se consigo. Minha ideia é publicar algo ao menos uma vez por semana, aos sábados ou domingos, e preparar publicações para lançar toda quarta.

Quero retomar a discussão sobre alguns temas, sobretudo de política internacional. Sobre política interna, não me manifestarei. Aqueles que me acompanham em redes sociais sabem de meu apreço pelo Governo que aí se encontra e de minha esperança de um Brasil melhor em novos tempos! 

Críticas ao Presidente Bolsonaro e a seu Governo chegam de todos os lados. Deixem que falem! Eu prefiro concentrar minhas energias (e orações) para tentar, de alguma forma, contribuir para que se consiga alcançar um Brasil melhor.

Claro que trarei para Frumentarius alguns assuntos domésticos que acho que precisam ser tratados: revisão das regras sobre desarmamento, propostas para a Educação, considerações sobre cultura e, naturalmente, minhas observações sobre temas quotidianos, como a maneira nefasta com que companhias aéreas como a famigerada LATAM tratam seus passageiros e a campanha pelo fim da tomada jabuticaba de três pinos.

Conto com a colaboração e os sempre ótimos comentários, críticas e sugestões daqueles que ainda permaneçam meus leitores!

Bom, é isso! Vamos lá novamente!

E que D’us nos ajude!

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A Madonna de Stalingrado

Screenshot_20181224-075114_Instagram (1).jpgNeste Natal, junto com os votos de Paz, Alegria e Prosperidade, gostaria de compartilhar uma história e uma foto.

Aqueles que me conhecem sabem o quanto gosto de Berlim, onde já estive algumas vezes. Da capital alemã conheço bem a parte oriental, e praticamente nada da antiga Berlim Ocidental, para onde fui pouco.

Um dos raros locais do setor ocidental que conheço é a Igreja do Kaiser Guilherme. Lá se encontra um quadro fascinante: a Madonna de Stalingrado.

Resumidamente, a história desse quadro é a seguinte: no Natal de 1942, na frente de batalha de Stalingrado, o médico Kurt Reuber, usando um pedaço de carvão, desenhou no verso de um mapa soviético uma imagem marcante e envolvente de Nossa Senhora com Jesus bebê no colo. Além de médico, Reuber era também teólogo. A notícia do quadro logo se espalhou entre os soldados alemães e viria a ser um símbolo de conforto para todos aqueles que passavam o inverno a milhares de quilômetros de casa, longe da família, e vivendo os horrores de uma guerra sem sentido para a grande maioria. O quadro deixou o bolsão meses depois, em um dos últimos aviões que escapavam do cerco soviético de Stalingrado. Seu autor, ao contrário, não teria a mesma sorte. Kurt Reuben faleceria em 1944, como um dos 1 milhão de alemães prisioneiros de guerra dos soviéticos feitos naquela que seria a batalha mais importante da II Guerra Mundial.

Um soldado, um pedaço de carvão e um mapa velho, e a inspiração divina: e ali estavam as condições para uma obra de arte marcante, símbolo ao mesmo tempo do horror de um conflito, da solidão do combatente distante de casa, e da esperança de um Feliz Natal e de um ano seguinte de Paz.

Para os rosacruzes, chamaram-me atenção os dizeres no quadro: de um lado “Natal de 1942 no Kessel”, e do outro, as palavras “Luz, Vida, Amor” (nessa ordem).

Sempre que vou a Berlim, visito a Igreja do Kaiser Guilherme e a Madonna de Stalingrado. E minhas orações se elevam pelos milhões que sucumbiram nas grandes guerras do século XX e nos conflitos de hoje.

Feliz Natal e um 2019 de saúde, alegria, prosperidade, amor e, sobretudo, PAZ PROFUNDA!

Eu vim, e vi!

20181111_221459.jpgNeste aniversário de cem anos do armistício que pôs fim à I Guerra Mundial, praticamente ninguém mais que vivenciou o conflito está entre nós (os poucos centenários encontravam-se, no máximo, na primeira infância quando a Guerra acabou). Entretanto, a memória daquela geração de 1914-1918 deve permanecer viva nos corações e mentes de sua descendência, de modo que o sacrifício que foi feito jamais seja esquecido.

20181111_221547.jpgParis, assim como diversas cidades pelo mundo, celebrou o centenário do fim da Grande Guerra. Na manhã do domingo, 11/11/2018, um grande evento reuniu cerca de 80 Chefes de Estado no Arco do Triunfo: Markron, Trump, Putin, Merkel, Felipe VI… Estes e tantos outros vieram à capital francesa para prestar tributo aos que viveram e morreram durante aquele conflito.

Claro que, além dos líderes mundiais, a celebração se completou com milhares de homens e mulheres comuns, de diferentes raças e credos, que se aglomeraram perto das cercas colocadas para restringir a circulação dos transeuntes na Avenida mais famosa de Paris. O que foram fazer ali? Cada um tinha sua história, seu motivo para estar lá… E eu, que neste domingo fui uma dessas pessoas, também tinha os meus…

Decidi estar em Paris no Centenário do Armistício porque queria presenciar esse momento único no coração da nação que, há cem anos, venceu a Guerra de 1914-1918 à custa de mais de 1 milhão de vidas… Decidi estar em Paris no Centenário do Armistício porque a Grande Guerra sempre me fascinou, uma vez que pôs fim a uma era e deu início ao admirável mundo novo em que se transformaria o século XX. Decidi estar aqui para me unir em pensamento e pela minha presença física a todos os que entendem a importância da Grande Guerra. Enfim, se havia um lugar em que gostaria de estar no Centenário do Armistício era em Paris! Assim, eu vim! 

20181111_221404.jpgDaqui a muitos anos poderei dizer a meus netos que estive em Paris no Centenário do Armistício. Contarei o que vi. Contarei do dia frio e chuvoso, das ruas fechadas, da impecável organização para garantir a segurança daqueles que vieram celebrar a paz. Contarei que vi que nem de longe a cidade deveria estar como estivera há cem anos, com multidões pelas ruas em festa, mas que havia sim quem queria festejar a paz, cem anos depois… Contarei que vi que não houve desfile militar, o que me causou estranheza (não me convenço do argumento de que desfiles seriam incompatíveis com a celebração da paz…) e, de certo modo, frustração.

Daqui a muitos anos, poderei contar a meus netos que vim a Paris e ouvi os sinos de toda a cidade começaram a badalar exatamente às 11:00, pois há cem anos a Guerra acabou na décima-primeira hora, do décimo-primeiro dia, do décimo-primeiro mês… E contarei da dificuldade de descrever a emoção que preenchia o coração deste que, desde menino, era fascinado pela guerra, algo tão inerente à natureza humana…

Cinco gerações se passaram. Certamente, a história daqueles que viveram a hecatombe de 1914-1918 também passou despercebida a muitos dos que estavam hoje em Paris – no metrô, nos jardins e até na Avenida dos Campos Elíseos… Isso também vi. Enquanto ia em direção ao Arco do Triunfo, olhava para a diversidade de rostos que embelezam a capital francesa e me perguntava se essas pessoas tinham consciência de que dia seria hoje… Talvez não tivessem (não as culpo por isso, que fique claro…). Talvez estivessem mais preocupadas com sua guerra diária pela sobrevivência (poderia ser diferente? Não creio…)…

De toda maneira, eu tinha consciência do momento… Eu vim para ver. E sei que outros que estavam ali comigo nos Campos Elíseos também o tinham, é também vieram para ver…

E sempre que pensar na Guerra de 1914-1918, a partir de hoje poderei dizer que  eu vim, vi e, de alguma maneira, acabei me inserindo na história daquele conflito, na história daqueles pessoas.

Assim, quando algum dia me perguntarem o que estava fazendo em 11/11/2018, poderei dizer que, cem anos depois do Armistício, com a Paris, vi Paris, e entrei em comunhão com milhões de outros seres humanos, de ontem e de hoje, na capital francesa.

Sim! Vim a Paris para comungar, para me unir em pensamento àqueles que viveram e morreram há um século na Grande Guerra. E estive aqui para reunir impressões que só poderiam ser reunidas se aqui estivesse e se visse tudo que vi. E, diante do Arco do Triunfo, a alguns metros dos líderes de todo o mundo, prestei minha homenagem aos mais de 9 milhões de seres humanos que não viram o Armistício de 11/11/1918. E direi: “vim e vi”!

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Últimas horas antes do fim…

Há exatos cem anos, centenas de milhares de homens, de distintas nacionalidades, viviam os momentos finais daquela que seria a maior guerra até então travada, com mais de 9 milhões de vidas ceifadas em quatro sangrentos anos…
Pelas regras do armistício celebrado algumas horas antes, os combates cessariam à décima-primeira hora do décimo-primeiro dia do décimo-primeiro mês do quarto ano da Grande Guerra (ou seja, às 11:00 de 11/11/1918)…
Fico imaginando o que deveria se passar pela cabeça daqueles homens, em especial dos que estavam no front… Medo de ser uma das últimas baixas do conflito? Ansiedade pelo fim dos combates? Vontade de voltar para casa? Alívio por ter sobrevivido? Tristeza pelos tantos camaradas perdidos?
Lembrar do armistício de 1918 em seu centenário é render a justa homenagem a toda uma geração de homens e mulheres fortes e que foram protagonistas de um dos momentos mais nefastos e importantes da história da humanidade.
Cinco gerações se passaram… Muitos, muitos mesmo, não têm a menor ideia do que foi a Grande Guerra…
Eu, ao contrário, não consigo pensar em nada mais que naquelas pessoas que, há cem anos, aguardavam o fim do conflito que envolveu todos os continentes.
Que sua memória possa ser preservada, e que seu sacrifício seja sempre lembrado!

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Com esta publicação sobre o Armistício que pôs fim à Grande Guerra, retomamos as atividades de Frumentarius… Estamos de volta!

 

“Novos Rumos da Atividade de Inteligência: Política, Controle e Operações de Inteligência”

A Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência (INASIS) e o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu do Mestrado em Direito nas Relações Econômicas e Sociais da Faculdade de Direito Milton Campos (FDMC) convidam todos a participarem do Painel “Novos Rumos da Atividade de Inteligência: Política, Controle e Operações de Inteligência”, a ser realizado no dia 23/09/2016, das 18:00/22:00.

O painel terá, como palestrantes, os professores
Denilson Feitoza
Joanisval Brito Gonçalves,
e Vladimir de Paula Brito.

Na mesma ocasião, ocorrerá o lançamento da nova edição da obra “Atividade de Inteligência e Legislação Correlata”, do professor Joanisval Brito Gonçalves.

A entrada é franca.

Os interessados em registrar seu comparecimento e/ou receber certificado de participação (4 horas-aula) deverão preencher o formulário situado em: www.inasis.org.

O evento será realizado no auditório da Faculdade de Administração Milton Campos, situado na Alameda Oscar Niemeyer (também denominada Alameda da Serra), n. 61, Vila da Serra, Nova Lima/MG (referências: próximo ao hospital Biocor; 
há estacionamento quase em frente e posto de gasolina ao lado).

– Denilson Feitoza: Presidente da Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência (INASIS), Pós-Doutor em Inteligência, Segurança e Direito (CCISS/Canadá), Pós-Doutor em Ciência da Informação (UFMG), Doutor em Direito, e Professor do Mestrado em Direito e Coordenador da Especialização em Inteligência de Estado e Inteligência de Segurança Pública da Faculdade de Direito Milton Campos (FDMC).Minicurrículo dos palestrantes:

– Joanisval Brito Gonçalves: Vice-Presidente Executivo da Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência (INASIS), Doutor em Relações Internacionais, Consultor Legislativo da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) do Congresso Nacional e Ex-Oficial de Inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

– Vladimir de Paula Brito: Diretor de Eventos da Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência (INASIS), Doutor em Ciência da Informação, Especialista em Inteligência de Estado e Inteligência de Segurança Pública e Agente de Polícia Federal.

Foto: Ana Volpe/Agência Senado

Foto: Ana Volpe/Agência Senado