Manifestação do Governo Russo sobre as operações na Líbia

Já tinha chamado a atenção ao problema na semana passada. Agora é uma manifestação oficial de Moscou. Com a OTAN à fente das operações, a coisa fica mais interessante, pelo simples fato de ser “a  OTAN”. Os russos, naturalmente, têm uma antipatia tradicional pela aliança militar do Ocidente (o Pacto de Varsóvia acabou há quase vinte anos, é verdade, mas ainda permanece no imaginário russo a rivalidade com a OTAN).

Sergei Lavrov

De toda maneira, a decisão russa de se abster na Resolução 1973 (2011) do Conselho de Segurança não foi mero capricho. Não se faz um movimento como esse em Política Internacional sem razões muito claras para quem tomou a decisão e sem se adicionar algum ganho pela decisão (pelo menos é assim que fazem as grandes potências).

Agora os russos já estão afirmando que o apoio militar da OTAN aos insurgentes na Líbia é ingerência em assuntos internos, afrontando o Direito Internacional. Eis as palavras do Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov:

“Consideramos que a ingerência da coligação numa guerra que, no fundo, é interna, civil, não foi sancionada pela resolução do Conselho de Segurança da ONU. (…)”A defesa da população civil continua a ser a nossa prioridade, (…) [mas] há uma diferença sensível entre ataques aéreos contra os meios de defesa anti-aéreos líbios e contra colunas de tropas [fiéis ao dirigente da Líbia].”

De toda maneira, deve-se buscar também entender as razões para a abstenção russa no Conselho de Segurança e para esse pronunciamento de Moscou, ou seja, o que é que o Kremlin pretende auferir com isso.

***

BBC NEWS – Lunes, 28 de marzo de 2011

Rusia critica la intervención militar en Libia

El ministro de Relaciones Exteriores de Rusia, Sergei Lavrov, dijo que algunos de los ataques aéreos contra las fuerzas del gobierno libio exceden el objetivo de proteger a civiles y equivalen a interferir en una guerra civil.

Hablando en Moscú, Lavrov afirmó que los bombardeos de la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN) estaban apoyando los rebeldes armados, algo que -insistió- no fue ordenado por el Consejo de Seguridad de Naciones Unidas.

Libia también se ha quejado de que los ataques van más allá del mandato de la ONU de proteger civiles.

Poco antes, Qatar había reconocido al rebelde Consejo Nacional Libio como legítimo representante de Libia.

Se trata del segundo país en reconocer oficialmente a los insurgentes después de Francia.

 

 

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