França ameaça atacar Kadafi… E tem alternativa?

O Sarkô se viu diante do que poderíamos chamar de “sinuca de bico”: foi um dos primeiros líderes a se pronunciar contra o regime de Kadafi, logo que o Levante chegou à Líbia; retirou seu embaixador de Trípoli e reconheceu as lideranças rebeledes; e encabeçou a Resolução do Conselho de Segurança da ONU que autoriza o uso da força contra Kadafi… Enquanto o Levante estava vencendo, tudo parecia bem. Agora que as forças leais ao coronel-apreciador-de-música-pop-ocidental estão virando o jogo, a França terá que agir.

De fato, o Governo francês não tem alternativa… necessita que Kadafi deixe o poder. Se o clone do Cauby continuar a mandar na Líbia, a França terá um grande problema de política externa, em uma região muito sensível para os interesses franceses. Daí a justificativa para um eventual recurso à força…

Por enquanto, os franceses se restringiriam a ataques aéreos… sei não, mas acho que quando o primeiro avião francês cair (sendo abatido ou por “problemas técnico-operacionais”), a popularidade do marido de Carla Bruni vai cair mais que Rafale no Mediterrâneo…

Enquanto isso, a sexta foi marcada por manifestações e confrontos em vários países árabes, tendo chegado à Síria. O Levante não acabou…

França: ataque à Libia deve começar após reunião em Paris

(AFP) – 18/03/2011 – noite em Brasília

LONDRES — O embaixador francês nas Nações Unidas, Gerard Araud, declarou nesta sexta-feira à TV britânica BBC que a intervenção militar na Líbia deve começar “horas após” a reunião internacional em Paris, neste sábado.

“Teremos uma cúpula em Paris com todos os participantes importantes nas operações e nos esforços diplomáticos” envolvendo a Líbia. “Acredito que será um bom momento para enviar um último aviso”.

“Estados Unidos, Grã-Bretanha e França lançaram um ultimato sobre o cessar-fogo (…) e fixamos as condições. Por isto acredito que a cúpula, nas próximas horas, deflagará uma intervenção militar”, concluiu Araud.

Uma resposta em “França ameaça atacar Kadafi… E tem alternativa?

  1. Muito bom, estou acompanhando todas as postagens. Agora que começam as manifestações na Síria talvez eu não receba mais as críticas que me foram feitas quando comentei que aquilo lá explodiria em breve e que a situação do ditador era bastante instável, até pelo fato dele pertencer a uma minoria religiosa. Os alauítas, uma seita dissidente dos ismaelitas, representam cerca de 10% da população síria, o que é muito pouco! Os “pertencimentos” religiosos no Oriente Médio são importantes, certamente com o tempo surgirão muitas mudanças, mas por enquanto é um dado a ser considerado.

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