Kadafi, os rebeldes, e aliança dos EUA com a Al Qaeda contra o cross-dressing de Trípoli

Hoje pela manhã, ouvi a notícia de que a França enviaria um embaixador junto aos rebeldes da Líbia, desacreditanto seu representante perante o Governo de Trípoli. Até aí, tudo bem.

Kadafi - cross-dressing em um modelito de proprietária de casa de tolerância feito com as cortinas do palácio presidencial.

Só fiquei imaginando quem seria a autoridade rebelde perante a qual o Sarkô credenciaria o embaixador, uma vez que o Levante (viram que já há jornais por aí usando esse termo?) por lá seria constituído de várias lideranças pulverizadas, sem um comando central (ao menos são as informações que chegam).

Meu amigo Danilo Aguiar veio com uma sábia solução: já que os rebeldes não têm uma liderança unificada, o ideal seria as autoridades franceses verificarem no twitter quem tem mais seguidores entre os chefes do Levante líbio para então acreditar o embaixador, eheheh… Achei a idéia brilhante!!!

Bom, agora, falando sério, mais que de diplomatas, os rebeldes estão precisando mesmo é de apoio logístico, sob a forma de suprimentos, armas e, ainda, pressão internacional contra o cross-dressing de Trípoli (é, porque o Muamar está cada vez mais parecido com uma tia velha vestido naqueles panos – e isso que o Carnaval já acabou! Há quem diga o Kadafi já teria deixado a Líbia e sido visto desfilando em Salvador ou no baile do Monte Líbano no Rio… Esse dado não foi confirmado).

Kadafi está tão surtado que acusa os rebeldes de terem apoio das potências ocidentais e da Al Qaeda! Tudo, bem… ele é muito é sabido com essa retórica, isso sim, mas colocar os EUA e a Al Qaeda juntos em um plano orquestrado para arrancá-lo do poder, essa nem o Chico César (Kin Jong Il) da República Democrática da Coréia ou a Castrocracia de Cuba tiveram o disparate de inventar! De fato, Muamar é surreal! Vai acabar virando samba-enredo de alguma escola no ano que vem!

 ***

França reconhece liderança rebelde como governo legítimo da Líbia

Daniela Fernandes

De Paris para a BBC Brasil

 França quer tomar dianteira entre europeus ao reconehcer rebeldes

A França reconheceu nesta quinta-feira a liderança rebelde da Líbia – o Conselho Nacional Líbio (CNL) – como governo legítimo do país, imerso em conflito há semanas.

Trata-se do primeiro país a reconhecer o CNL – que reúne vários grupos de oposição ao regime de Muamar Khadafi.

A decisão foi anunciada em Paris pelo gabinete do presidente Nicolas Sarkozy, um dia depois de deputados do Parlamento Europeu terem exortado a União Europeia (UE) a reconhecer os rebeldes.

Sarkozy se reuniu nesta quinta-feira pela manhã, em Paris, durante cerca de uma hora, com dois enviados do CNL para discutir a crise no país, em especial a crise humana.

O governo francês informou ainda que enviará em breve um embaixador a Benghazi, cidade no leste do país onde funciona o quartel-general do CNL.

“Com base neste reconhecimento, vamos abrir uma representação diplomática em Paris e um embaixador francês será enviado a Benghazi”, declarou Ali Essaoui, um dos enviados do CNL, após o encontro com Sarkozy.

Pioneiro

A decisão do governo francês aumenta ainda mais a pressão diplomática sobre o regime de Khadafi – que está há 41 anos no poder.

A Otan deve discutir ainda esta semana opções militares para lidar com o conflito líbio, incluindo a adoção de uma zona de exclusão aérea. Países ocidentais estão preocupados com bombardeios de áreas rebeldes por forças leais a Khadafi.

Na sexta-feira, chefes de Estado e de governo da Europa devem realizar uma reunião extraordinária em Bruxelas para discutir a situação no país do norte da África. No encontro, Sarkozy deve propor um “plano global” para a crise na Líbia e, segundo a imprensa francesa, deverá tentar convencer governos europeus a aceitarem a proposta de criação de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia.

Segundo analistas, a França, que demorou para reagir após as revoltas populares na Tunísia e no Egito, como reconheceu o próprio Sarkozy, quer agora tomar a dianteira na Europa em relação à crise líbia.

O governo da Alemanha, entretanto, reagiu com ceticismo à decisão francesa de reconhecer o CNL.

“Considero que a situação é ainda muito confusa para saber como proceder”, afirmou o secretário alemão de Relações Exteriores, Werner Hoyer, ao jornal Frankurfer Rundschau.

“Mesmo que o governo atual tenha perdido a credibilidade, as estruturas de um governo de transição ainda não estão claras” afirmou o secretário alemão.

Uma resposta em “Kadafi, os rebeldes, e aliança dos EUA com a Al Qaeda contra o cross-dressing de Trípoli

  1. O líder oficial, ao que me conste, é o Mostafa Jalil, que tem falado diretamente com os governos estrangeiros. Ao menos provisoriamente me parece que ele é o chefe deste governo dos rebeldes e acho que está tendo boa aceitação internacional.

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